Curiosidades

Nomes iguais, carros diferentes – Parte I

O Maverick nos anos 1950, a Kombi soviética, o Land Cruiser da Studebaker, o Miura italiano… Conheça alguns automóveis homônimos, mas com muito pouco em comum entre si


POLARA

Americano, brasileiro e argentino

O primeiro Dodge Polara começou a ser fabricado nos Estados Unidos em 1960 e sua produção durou até 1973, quando o modelo foi substituído pelo Monaco. Era um sedan que concorria com o Galaxie, da Ford e o Impala, da Chevrolet.

Em comum com nosso pequeno Polara, apenas no nome mesmo. Esse era baseado no inglês Hilmann Avenger e foi fabricado entre 1973 e 1981. No inicio chamado de Dodge 1800, sendo rebatizado de Polara a partir de 1977.

Houve ainda um terceiro Polara, na Argentina, que era baseado no Dart americano 1967/1969, mas com design exclusivo.

RANGER

Edsel Ranger e Ford Ranger

Modelo de entrada da recém criada Divisão Edsel da Ford, o automóvel Ranger teve vida curta, sendo fabricado entre 1958 e 1960. Compartilhava a plataforma mais curta e estreita com alguns modelos Ford.

Em pick-ups, o nome Ranger apareceu pela primeira vez em 1963, como uma versão da Série F americana. Virou modelo mesmo só em 1983.
Já a Ford Ranger com a qual os brasileiros estão mais familiarizados chegou à América do Sul em 1995 (segunda geração), passando a ser fabricada na Argentina em 1998.

LEIA TAMBÉM:  Nomes iguais, carros diferentes – Parte II


MAVERICK

Sterling Maverick Roadster e Ford Maverick

O Maverick como o conhecemos é uma criação da Ford e teve sua produção iniciada no Estados Unidos 1969 nos Estados Unidos e uma versão brasileira (1973/1979) muito cultuada pelos antigomobilistas.

No entanto, o nome Maverick foi usado num automóvel pela primeira vez nos anos 1950, por uma pequena e desconhecida indústria chamada Sterling. O enorme Speedster tinha chassi e mecânica Cadillac e carroceria em fibra de vidro. Foram fabricados apenas sete e se sabe o paradeiro de apenas um, esse verde 1952 da foto.

COURIER

Courier americana, brasileira e a da Mazda

A pick-up Ford Courier que conhecemos aqui no Brasil em nada se parece com o modelo que inaugurou esse nome, em 1952. Era um furgão de entregas baseado nas Station Wagons Ford da época, cujos vidros laterais traseiros eram substituídos por chamas de metal.

Já a brasileira era uma pick-up compacta baseada no Fiesta e foi produzida de 1997 a 2013.

Entre as décadas de 1970 e 90, a Ford Americana ‘emprestou’ à japonesa Mazda a marca Courier para a produção da uma pick-up Mazda Série B, que foi vendida na Ásia e chegou a ser importadas para os EUA.

RENEGADE

Antes de virar SUV, o nome Renegade foi usado no CJ5 e CJ7

O SUV que tanto sucesso nas ruas do Brasil e do Mundo nos dias de hoje tem um antepassado dos anos 1970. Era uma versão esportiva dos Jeeps CJ5 e CJ7 americanos e que infelizmente nunca chegaram ao Brasil. Na época, a marca hoje controlada pela Fiat-Chrysler pertencia à extinta American Motors (AMC).

LEIA TAMBÉM:  Nomes iguais, carros diferentes – Parte II


GORDINI

Gordini brasileiro e francês, ambos Renault

O Gordini brasileiro foi fabricado de 1963 a 1968, pela Willys, sob licença da francesa Renault. No entanto, tratou-se apenas de uma variante do Dauphine, modelo que chegou aqui em 1959 e que recebeu melhorias mecânicas, ficando mais potente e consequentemente mudando de nome por questões de marketing.

Mas o Dauphine sempre manteve seu nome original na França e nos demais países onde foi fabricado ou montado, entre eles Itália, Espanha, Argentina, Nova Zelândia e Israel (embora tenha havido na França uma versão batizada Dauphine Gordini).

No entanto o Renault Gordini francês foi outro carro. Era a versão esportiva do R8, lançada em 1964, com motor de 1.108cc e 50hp; passando 1.255cc e 99hp em 1967. O R8 Gordini venceu várias provas de rally na Europa.

KOMBI

O mundialmente conhecido modelo VW teve um homônimo soviético

Kombi. Este veículo multiuso da Volkswagen — sucesso no mundo, principalmente no Brasil — dispensa apresentações.

Então vamos falar da outra Kombi. O Lada Vaz 2102 Kombi, que foi fabricado na antiga União Soviética 1970 e 1984. Tinha motores de 1.200 e 1.500cc. Era a variant Station Wagon do sedan 2101. Em alguns países a grafia era com ‘C’ (Combi). O modelo evoluiu e chegou ao Brasil em 1990 como Lada 2104 Laika SW.

MIURA

O superesportivo Lamborghini teve um homônimo no Brasil

O touro bravo da italiana Lamborghini nasceu em 1967 e foi o primeiro superesportivo da marca com mais de 300cv de potência. Projeto conjunto de Dallara e Bertone, o Lamborghini Miura tinha como principal característica visual os ‘silios’ que envolviam os faróis das primeiras versões. Foi fabricado até 1973, quando deu lugar a outro modelo famoso: o Countach.

Quatro anos depois, surgia no Rio Grande do Sul o nosso touro bravo, o Miura Sport, que usava a velha fórmula adotada para a grande maioria dos foras-de-série brasileiros: motor VW boxer refrigerado a ar e carroceria em fibra de vidro. Modelos posteriores passaram a usar motor VW AP dianteiro. Foram ao todo 12 modelos até 1992.

MATADOR

Tempo Matador Pick-up e a versão fastback esportiva do Matador da American Motors

Nome estranho para um carro! Mas Matador foi nome de dois modelos, um alemão e um americano. O primeiro foi fabricado pela Tempo entre 1949 e 1952 nas versões pick-up e furgão e usava o mesmo motor refrigerado a ar do Fusca, então com potência de 1.100cc.

O segundo Matador foi um modelo de luxo fabricado nos EUA pela American Motors (AMC) entre 1971 e 1978. Teve duas gerações e versões sedan, coupê e station Wagon.

MONZA

Chevrolets Monza, de lá e de cá

Apesar de ambos serem Chevrolet, o Monza norte-americano nada tem a ver com o brasileiro. É que o nosso não é baseado em nenhum modelo dos Estados Unidos, mas sim no Opel Ascona, que nasceu na Alemanha. Embora, como se sabe,  até 2017 a Opel tenha sido uma subsidiária da GMC na Europa. Hoje pertence ao Grupo PSA.

O Monza Norte Americano foi um compacto produzido entre 1975 e 1980, cuja linha incluía coupês e hatchbacks, com modelos bem distintos entre si. Já o Brasileiro estreou no mercado em 1982 e permaneceu até 1996, com duas gerações.

LAND CRUISER

O longevo Sedan Land Cruiser Studebaker e o jipe da Toyota, que no Brasil foi rebatizado de Bandeirante

Talvez você não esteja ligando o nome ao carro. Mas o Land Cruiser foi muito popular no Brasil e até hoje é fácil vê-lo em nossas cidades, quase sempre fazendo trabalhos pesados. Fabricado pela Toyota, esse quase indestrutível utilitário teve por algum motivo seu nome abrasileirado para Bandeirante. Foram fabricadas só aqui mais de 100 mil unidades ao longo de 43 anos. Isso mesmo! O Toyota Bandeira é o vice-campeão dos nacionais que mais tempo ficou em produção: de 1958 a 2001! Só perde mesmo para a Kombi, que durou 56 anos.

No Japão, o Land Cruiser evoluiu e hoje a Toyota fabrica com esse nome um moderníssimo SUV, que em alguns países tem a marca Lexus.

Mas antes desses dois japoneses, houve outro Land Cruiser: um longevo sedan da extinta marca Studebaker, produzido por 20 anos a partir de 1934. Pelo jeito o nome Land Cruiser dá sorte!

Texto e edição: Fernando Barenco


LEIA TAMBÉM:

Espalhe por aí!
  • 35
  •  
  •  
  • 3
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
    38
    Shares

Adicionar Comentário

Clique aqui para postar um comentário

Novidades dos Classificados