Raríssima Versão esportiva criada pela Chrysler foi o último automóvel com DNA Simca no Brasil
No apagar das luzes de sua breve história no Brasil, a multinacional de origem francesa Simca lançava em 1966 o Esplanada (e sua variante popular, o Regente), que nada mais era do que a versão modernizada do Chambord, lançado em 1959. Mantinha o mesmo chassi, mecânica e praticamente a mesma carroceria, que sofreu mudanças apenas nas extremidades dianteira e traseira: o visual dos anos 1950, com ‘rabo-de-peixe’, dava lugar a linhas mais retas e angulosas, de acordo com o estilo em moda naquela década. O interior também foi modernizado.

Nas duas imagens é possível notar as diferenças e semelhanças entre o Chambord e o Esplanada
O Esplanada foi apresentado no Salão do Automóvel daquele ano e a essa altura, a Chrysler do Brasil já estava prestes a assumir os negócios da Simca por aqui. Não tardou para a nova dona da marca fazer diversas melhorias mecânicas e de estilo — segundo consta, foram 53 mudanças — para isso o carro foi enviado para a Matriz da Chrysler, em Detroit. Agora, Esplanada e Regente já exibiam emblemas e selos “made in Chrysler do Brasil”.

As vendas continuavam razoáveis e a Chrysler não apenas manteve a produção — enquanto preparava o lançamento de sua nova linha de automóveis, com ‘DNA’ próprio — como decidiu amplia-la com uma novidade. Nascia assim no finalzinho de 1968 a GTX, uma bela versão esportiva do Esplanada. O carro era basicamente o mesmo: mesma carroceria sedan de quatro portas e mesmo motor V8 Emisul de 140 cv, que fora herdado da última versão da Chambord (1966-1967). No quesito mecânico a única diferença ficou por conta do câmbio. O convencional de três marchas na coluna de direção, deu lugar a um 4 marchas no assoalho, como convém a um esportivo.
O interior era caprichado e o motor o V8 Emisul que equipou a linha Simca a partir de 1966
Por fora, faixas decorativas, molduras dos faróis e grade na cor preta, calotas cromadas e cores exclusivas: Vermelho Indianápolis, Verde Interlagos, Azul Le Mans e Cobre Turbina. O teto podia ser da cor do carro ou em vinil também preto.
Por dentro, bancos individuais reclináveis em couro, console em material imitando jacarandá, volante de três raios vazados e conta-giros.

Na propaganda, um GTX com falsas entradas de ar no capô e teto em vinil, itens opcionais
Foram produzidas apenas 631 unidades do Esplanada GTX, todos ano/modelo 1969. Em agosto daquele ano, os últimos modelos da herança Simca davam adeus, abrindo espaço para o lançamento do Dodge Dart.
Texto e edição: Fernando Barenco
A seção “Mosca Branca” fala sobre automóveis nacionais e importados realmente raros. Quer fazer uma sugestão de modelo para as próximas edições? Então use o espaço de comentários ai em baixo!











Quando moleque eu era fascinado com esse carro! Pra falar a verdade ainda sou………
Não sei se já saiu reportagem sobre isto, mas sugiro uma mosca branca de respeito :Jangada motor Emi Sul (As ultimas produzidas, não chegaram a uma centena) Meu pai teve uma,comprada do dono da revenda Simca aqui em Uruguaiana/RS.Só conheci esta e soube que foram tão poucas que foi oferecida uma para cada revenda do país.Fica minha sugestão
Obrigado pela lembrança. Pouca gente sabe que essa versão da Jangada sequer existiu. Tinha como característica visual a tampa da mala mais avançada, quebrando um pouco o estilo ‘rabo de peixe’ da versão anterior.
Muito legal esses carros gosto muito desde de criança adorava coleccionar carrinhos.
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