Curiosidades

Esqueça a borracha! Conheça o pneu de molas de aço

Pneu de molas de aço

Ele foi criado na Alemanha durante a I Guerra Mundial. Na época havia pouca oferta de borracha para a fabricação de pneus

Em 2013 a fabricante francesa de pneus Michelin iniciou os testes com o novo pneu Tweel, que embora feito de borracha, não usa ar comprimido e sim diversos raios flexíveis de poliuretano. 10 anos depois, eles já são comercializados para diversos fins, principalmente tratores e veículos agrícolas. Sua óbvia vantagem em relação ao pneu convencional é que ele não fura nunca!

O Tweel, da Michelin, já é utilizado principalmente em tratores e máquinas agrícolas


No entanto, há mais de 100 anos — em 1916, para ser mais exato — um grupo de engenheiros alemãs criou um pneu que tinha o mesmo conceito básico desse moderníssimo Tweel da Michelin, só que sem borracha. Sim, um pneu de molas de aço para o amortecimento.

Com a chegada da I Guerra Mundial, que teve início dois anos antes, a Europa sofreu com uma grande escassez de borracha. Além disso, naquela época, as técnicas de produção e a matéria prima empregada na produção de pneus eram naturalmente mais precárias. Por isso eles furavam com mais facilidade e apresentavam mais defeitos.  

Pneu de molas de aço: uso seria militar e comercial

O principal uso do pneu de molas de aço seria militar: além de não precisar de manutenção, rodava em qualquer terreno, podia resistir às mais extremas temperaturas e não gastavam nunca! A confiabilidade era seu principal trunfo, algo essencial nos campos de batalha.

O primeiro veículo a usar o inovador pneu de molas de aço foi esse Protos da foto. Essa fabricante germânica de automóveis foi extinta ainda na década de 1920. Por isso é uma desconhecida.

VW Fusca 1964
R$ 39.000,00

R$ 36.000,00

Willys Jeep CJ2A 1948
R$ 105.000,00

R$ 49.000,00

Porsche 924 1977
R$ 169.000,00

Ford Escort XR3 1992
R$ 29.900,00

R$ 14.000,00

Willys Rural 4X2 1968
R$ 74.000,00

FNM 2000 JK 1963
R$ 175.000,00

Não demorou para os novos pneus que dispensavam o uso da borracha atraíssem também o mercado civil. Pensava-se que poderia ser usado sobretudo em veículos comerciais, que viajavam pelas esburacadas estradas de então.

Mas, com o fim da Guerra, a oferta de borracha aumentou em todo o mundo, ao mesmo tempo que a tecnologia de fabricação de pneus convencionais ia sendo aprimorada, tornando-os mais resistentes e duráveis. Assim, a revolucionária ideia acabou caindo no esquecimento.


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