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Começa o desmonte da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo

Fábrica Ford São Bernardo do Campo

Fábrica histórica foi inaugurada em 1952 e  pertenceu à Willys até 1967. De lá saíram Jeep, Rural, Aero Willys, Corcel, Maverick, Escort… Veja as fotos

A imprensa noticiou neste fim de semana que a antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo está começando a ser “demolida”.

Mas, de acordo com reportagem de André Paixão para o site Primeira Marcha, o que teve início foi apenas um processo de desmonte e descaracterização da marca Ford das instalações, com a retirada de todos os logotipos “Ford”, além de placas de sinalização, letreiros, fachadas, etc…

Fábrica da Ford São Bernardo do Campo

Operários retiram placas e outros objetos que fazem referência à Ford. Foto: Primeira Marcha

Fechada desde 2019

A Ford anunciou há algumas semanas o encerramento definitivo de suas atividades no Brasil. No entanto, esta fábrica do ABC Paulista já estava inativa desde outubro de 2019. Na época o Governo de São Paulo chegou a anunciar a compra das instalações pelo Grupo CAOA, o que acabou não se concretizando.

Agora, tudo foi vendido para uma empresa de logística, que contratou operários para o processo de descaracterização. Não há informações se os prédios serão demolidos.

Antiga casa da Willys

Trata-se de uma fábrica histórica. Foi Inaugurada em abril de 1952 pela Willys Overland do Brasil, que começou montando ali o utilitário Jeep, no regime de CKD. Os carros vinham encaixotados, dos Estados Unidos. Depois vieram o Aero Willys, a Rural, o Gordini, o Interlagos, a Pick-Up Jeep e o Itamaraty.

Em 1967, a Willys foi vendida à Ford, que manteve até o início dos anos 1970 a produção da Linha Willys — a partir de então com a marca Ford. Da fábrica de São Bernardo do Campo saíram também o Corcel, o Maverick, o Del Rey, o Escort, o Ka, entre outros modelos Ford.

Na ocasião, a Willys estava em primeiro lugar em vendas de utilitários no Brasil e empregava cerca de 10 mil funcionários. Além das linhas de montagem, havia a fabricação de motores, transmissões e suspensões, fundição e  estamparia de latarias. A área construída era de 169 mil m2 na época.


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