Repórter Maxicar

A marca FNM está de volta

Nova FNM

Mas agora em ultramodernos caminhões elétricos, que serão produzidos na fábrica da Agrale, no RS

Te lembra alguma coisa esse caminhão ai do alto com cara de poucos amigos, exibindo na grade as características três letras ‘FNM’, da esquerda para a direita e de baixo para cima?

Pois é, a marca ‘Fê-Nê-Mê’, famosa estatal fabricante de caminhões e automóveis fundada por Getúlio Vargas e extinta há décadas está de volta.

Mas esqueça o passado! Exceto pelas logomarcas, tudo mudou nessa nova versão da FNM. A começar pelo significado da sigla que antes era Fábrica Nacional de Motores e agora é Fábrica Nacional de Mobilidades.

A marca — incluindo também as duas versões logos ‘FNM’ e a redonda exibindo no centro uma serpente, inspirada na marca da Alfa Romeo — tiveram os direitos de uso adquiridos em 2008 por dois irmãos, empresários gaúchos.

Nova FNM

Em novembro a nova FNM começa a produzir dois modelos de moderníssimos caminhões elétricos: o FNM 832, com capacidade para 13 toneladas e o 833, para 18 toneladas. Os dois modelos serão produzidos na fábrica da Agrale, em Caxias do Sul-RS.  No início quase todos os componentes serão importados, mas a expectativa é a de atrair fornecedores de peças para a região, tornando o índice de nacionalização cada vez maior, reduzindo assim os custos de produção.

O design retrô, que nos remete imediatamente aos antigos caminhões Fê-Nê-Mê’, teve a participação do grande designer Anísio Campos, que morreu no ano passado, aos 86 anos.

Consta também dos planos da nova FNM também a fabricação de ônibus elétricos e a conversão de caminhões usados movidos a diesel em elétricos, através de um sistema batizado de Re-Power.

A original

A Fábrica Nacional de Motores foi fundada no Governo Getúlio Vargas, em 1942, mas só iniciou suas atividades em 1946. Estatal, no início montava motores americanos de aviação Wright. Daí o seu nome. Em 1949 fez parceria com a italiana Isotta Fraschini, para a produção de caminhões. 200 chegaram a ser fabricados. No entanto, apenas um ano depois da assinatura do contrato, a Isotta faliu. Era hora então de encontrar um novo parceiro comercial e a marca escolhida foi outra italiana: a Alfa Romeo, o que logo tornou o primeiro caminhão brasileiro um sucesso de vendas.

Em 1960, nascia o primeiro automóvel: o FNM 2000 JK. Em 1969 esse evoluiu para o 2150, cuja produção durou até 1973, quando foi substituído pelo 2300. Nessa época, a FNM já era controlada pela própria Alfa Romeo, que quatro anos depois foi vendida à Fiat.

A Fábrica da FNM, em Xerém, um distrito de Duque de Caxias – Baixada Fluminense, encerrou suas atividades em 1985. Hoje lá funciona uma linha de montagem da Marcopolo, famosa fabricante de ônibus.

Texto e edição: Fernando Barenco
Fotos: Divulgação
Agradecimento: Geraldo Costa


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