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Curiosidades

Compre um caminhão, mas leve bem menos que isso!

Nas primeiras décadas do século passado, Ford, Chevrolet e outras fabricantes entregavam ao cliente apenas um conjunto de chassi, motor e, quando muito, o parabrisa

Hoje em dia, quando se compra um caminhão zero km, o que se recebe é um conjunto composto de chassi, mecânica, suspensão e cabine completa, ficando a cargo do comprador escolher qual a configuração ideal de caçamba para o seu negócio: baú, plataforma, tanque, basculante, frigorífico e por aí vai. Tem sido assim a décadas e décadas.

Em 1924, a Ford  já oferecia o TT em duas versões: completo, por US$ 490 ou apenas o chassi por US$ 370. Já a Chevrolet dispunha apenas do chassi por US$ 550 em 1926, apesar de a propaganda mostrar o veículo completo


Mas há cerca de 100 anos, a coisa era um pouco diferente. Quando as grandes montadoras americanas como Ford e Chevrolet começaram a oferecer os primeiros utilitários — incluindo caminhões e pick-ups — o que o cliente levava era simplesmente um chassi com motor coberto pelo capô e quando muito o parabrisa, além é claro do volante, pedais, etc. Dali para trás era tudo por conta do comprador, que adaptava uma cabine com desenho e material a seu gosto. Havia várias empresas especializadas neste ofício.

Nas décadas seguintes a venda de caminhões e pick-ups ‘parciais’ permaneceu, como se vê nessas propagandas da Chevrolet de 1938 e da Dodge de 1951


Dai nasciam caminhões dos mais variados modelos, ônibus, furgões, viaturas de polícia e bombeiros e até motorhomes, que começaram a surgir já naquela época.

Era possível adquirir também somente o conjunto de chassi + motor. Até 1916, por exemplo, Henry Ford dava ao seu cliente a opção de comprar apenas o chassi do icônico Modelo T, que se transformava nos mais variados veículos. O caminhão Ford ‘de verdade’, batizado de TT, apenas nasceu em 1917, mas só passou a ser vendido completo, com cabine, em 1924.

Por isso, é dificil ver dois caminhões das décadas de 1910, 20 e 30 iguais, tanto em fotos de época, quanto ao vivo. Do parabrisa para trás, tudo ficava a mercê da necessidade e criatividade do proprietário.

Texto e edição: Fernando Barenco

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