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1000 Milhas Históricas Brasileiras confirma vocação de unir esporte, cultura, turismo e lazer

1000 Milhas Históricas Brasileiras confirma vocação de unir esporte, cultura, turismo e lazer

Ao longo de quatro dias, os carros clássicos percorreram roteiros por estradas de diversas cidades do interior paulista e de Minas Gerais com paradas em locais de interesse artístico, histórico, cultural e esportivo

A nona edição das 1000 Milhas Históricas Brasileiras chegou ao fim no sábado (20 de maio) com a última etapa da competição – o domingo, também incluído na programação, foi dia de atividade livre para os participantes. Ao longo de quatro dias, os carros clássicos percorreram roteiros por estradas de diversas cidades do interior paulista e de Minas Gerais com paradas em locais de interesse artístico, histórico, cultural e esportivo. Desmembrada pela primeira vez em três categorias, definidas de acordo com a instrumentação utilizada na navegação, a 1000 Milhas Históricas Brasileiras de 2023 consagrou três vencedores: Alexandre Loures Penna/Thais de Salles Oliveira (Puma GTE 1977), na Rally Clássico; Américo Nesti/Danilo Nunes (BMW 320 1976), na Rally APP; e José Luiz Gandini/Luiz Durval Brenelli de Paiva (Mercedes-Benz 300 SL 1991) na Rally PRO.

Alexandre Loures Penna/Thais de Salles Oliveira (Puma GTE 1977), 1º Clássico (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Com 27 participantes divididos entre quatro categorias (carros fabricados a partir de 2000 entram na Turismo, incluída como passeio cronometrado sem entrega de troféus), a 1000 Milhas Históricas Brasileiras de 2023 foi bastante equilibrada. A vitória mais “tranquila” foi a de Alexandre Loures Penna/Thais de Salles Oliveira na Rally Clássico. Eles venceram três das cinco etapas pontuáveis, mas mesmo assim só confirmaram a vitória no último dia. Na Rally Pro, José Luiz Gandini/Luiz Durval Brenelli de Paiva venceram os percursos dos dois dias finais e “viraram o placar” sobre Amauri Caliman/Eber Oliveira (MG B GT); a diferença entre as duas duplas foi de apenas dois pontos. Inusitada foi a situação de Américo Nesti/Danilo Nunes. O velocímetro e o hodômetro do BMW 320 deixou de funcionar na manhã do primeiro dia de largada e tornou impossível a participação na Rally Clássico, na qual estavam inscritos. A solução foi mudar para a Rally App, que permite a utilização de aplicativos de navegação em celular. Venceram os percursos dos dois primeiros dias e acabaram campeões com nove pontos a mais que Sydney Marcos Savi/Mariele Savi.

Américo Nesti/Danilo Nunes (BMW 320 1976), 1º Rally App (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Como é comum em rallies de carros clássicos, os automóveis foram os grandes astros por onde passaram. Os carros mais antigos da prova, todos fabricados em 1966, acabaram conseguindo bons resultados. Um deles foi o Karmann-Ghia Porsche, de Maurício Marx/Paulo Amorim, terceiro colocado na Rally App. Esse carro é um dos quatro que competiram em 1966 e 1967 pela equipe Dacon, que teve entre seus pilotos Emerson Fittipaldi, Wilsinho Fittipaldi e José Carlos Pace. Nas 1000 Milhas Históricas Brasileiras, esse carro somou mais uma vitória ao seu histórico ao triunfar na etapa do último dia de competição. O belo Jaguar E-Type 1966 de Rogério Rodrigues Franz/Mônica Fleck foi outro vencedor do último dia, mas na Rally Clássico – o resultado lhes deu o segundo lugar na classificação final das 1000 Milhas Históricas. Também de 1966, o Willys Interlagos do experiente Luiz Evandro Águia, campeão brasileiro de Rally de Velocidade em 1982, foi o melhor colocado da Rally Clássico na prova especial realizada no Circuito Panamericano. Águia competiu sem navegador e terminou em quinto lugar na sua categoria.

Rogério Franz/Mônica Fleck (Jaguar E-Type 1966), 2º Clássico (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Fernando Pimentel, presidente do MG Club do Brasil: “Acredito que o evento agradou como um todo. Recebemos muitos elogios dos participantes. A etapa no Circuito Panamericano foi um dos pontos altos. O formato centralizado, com largadas e chegadas em um hotel, favoreceu o encontro dos participantes, proporcionando salas de bate-papo e confraternização. Foi mais um evento que cumpriu a filosofia do MG Club do Brasil: colocar os carros clássicos nas estradas, conhecer lugares interessantes e fazer uma competição saudável, com ambiente amigável e familiar”.

Sydney Marcos Savi/Mariele C. Haas Savi (Puma GTS 1600 1980), 2º App, Amauri Caliman/Eber Oliveira, 2º Rally Pro e Júlio D. Areia Fº/Letícia B. de Mello (Mercedes-Benz 280 CE 1983), 3º Clássico (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Manoel Cintra, diretor técnico e esportivo do MG Club do Brasil: “Nós tínhamos um desafio muito grande: fazer um evento melhor do que o do ano passado, que foi muito bom. E conseguimos. Quase todos os participantes que se inscreveram no ano passado estiveram de novo, só não veio quem teve motivos de força maior. Encontramos pontos interessantes e a cereja do bolo foi a prova de regularidade no Circuito Panamericano. Sempre temos o que melhorar e já sabemos o que pode ser feito para 2024. O ponto alto foi a competitividade deste ano. Criamos categorias diferentes e todas foram muito disputadas, sendo decididas na última etapa. O ambiente de camaradagem e confraternização foi o mesmo, estradas muito boas, qualidade dos carros e dos participantes excelente”.

Maurício Marx/Paulo Amorim (Karmann-Ghia Dacon 1966), 3º App (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Américo Nesti, diretor de comunicação do MG Club do Brasil: “Mil Milhas é um rally que chega a ser intenso. Você roda de 300 a 400 km por dia, às vezes até um pouco mais. Muitos trechos cronometrados, às vezes com referências de km a km e às vezes com até 8 km. É preciso manter a média para chegar no ponto de checagem dentro do tempo previsto. Fora o aspecto competitivo, o importante das 1000 Milhas é o encontro de amigos, uma grande festa. Quando se gosta de automóvel e automobilismo, você conhece uma pessoa e faz um novo amigo, a conexão é imediata. Você conversa como se conhecesse há muito tempo. Esse ambiente de camaradagem, ajuda mútua, é o que valoriza o evento. Tem a parte de competição, mas o aspecto social é muito importante. Recomendo fazer um rally desse como terapia, uma vez por ano!”.

Planilha de navegação, Rally Pro e Planilha de navegação, Rally Clássico (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Quatro dias de prova – Utilizado pela primeira vez em 2022, o percurso em “estrela” foi adotado novamente neste ano. A classificação de cada dia (definida de acordo com o menor número de pontos perdidos na estrada; cada segundo de atraso ou adiantamento na passagem pelos pontos pré-determinados acarretava a perda de um ponto) gerou um resultado parcial que rendeu pontos para os participantes, como se fossem provas de um campeonato. Os vencedores de cada categoria das 1000 Milhas Históricas Brasileiras foram os que somaram mais pontos nesse “campeonato”.

Luiz Evandro Águia (Willys Interlagos 1966) (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


Na quarta-feira (17), os participantes largaram do Ecoparada Madero, no km 44 da Rodovia Castello Branco, em Araçariguama, e visitaram uma coleção particular de carros clássicos, a caminho do restaurante Rancho da Picanha, em Itu, e do Villa Di Mantova Resort Hotel, em Águas de Lindóia, que passou a ser o ponto de largada e chegada até a última etapa.

Guilherme Pfisterer/Luísa de Lacerda Soares (BMW Z4 20i), classe Turismo (Guazzi Images/MG Club do Brasil)


O segundo dia (quinta, 18) foi de ida e volta até o Circuito Panamericano, o campo de testes de pneus da Pirelli localizado na cidade de Elias Fausto. Ali, foi realizada uma prova de regularidade na Pista Seca, um circuito cujo traçado foi inspirado no do autódromo de Estoril, em Portugal. Essa prova também valeu pontos para o resultado final das 1000 Milhas Históricas Brasileiras. Na sexta-feira, 19, os participantes foram à Vinícola Casa Geraldo, em Andradas, no sul de Minas Gerais. O sábado, 20, último dia de competição, teve visita à Chamonix, fabricante nacional de carros esporte, em Jarinu, e almoço no restaurante La Terraza, em Serra Negra.

Resultado final da 1000 Milhas Históricas Brasileiras 2023 (três primeiros de cada categoria)

► Categoria Rallye Clássico (navegação feita apenas com cronômetro de mão, hodômetro e velocímetro originais do carro):
1) 4-Alexandre Loures Penna/Thais de Salles Oliveira (Puma GTE 1977), 108 pontos
2) 19-Rogério Rodrigues Franz/Mônica Fleck (Jaguar E-Type cupê 1966), 86
3) 17-Júlio Duarte Areia Filho/Letícia Bandeira de Mello (Mercedes-Benz 280 CE 1983), 83

►Categoria APP (navegação feita com uso de aplicativos no celular, planilha digital, velocímetros, odômetros e cronômetros):
1) 2-Américo Nesti/Danilo Nunes (BMW 320 1976), 94 pontos
2) 6-Sydney Marcos Savi/Mariele C. Haas Savi (Puma GTS 1600 1980), 85
3) 25-Maurício Marx/Paulo Amorim (Karmann-Ghia Dacon 1966), 73

► Categoria PRO (navegação feita com uso de qualquer equipamento):
1) 16-José Luiz Gandini/Luiz Durval Brenelli de Paiva (Mercedes-Benz 300 SL 1991), 100 pontos
2) 8-Amauri Caliman/Eber Oliveira (MG B GT 1974), 98
3) 5-Fernando Leibel/Adriano Braz (Ford Mustang fastback 1969), 88

► Na categoria Turismo, aberta para inscritos com carros fabricados a partir de 2000 e que não participam da classificação das 1000 Milhas Históricas, a melhor pontuação foi de Guilherme Pfisterer/Luísa de Lacerda Soares, com BMW Z4 20i 2014.

A 1000 Milhas Históricas Brasileiras teve chancela da Federação Internacional de Veículos Antigos (FIVA) e da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), e apoios da Kia, Liqui Moly, Roue Watch Brasil, Brunelli Veículos Antigos, Bracerum, Unif Uniformes, High Clean Estética Automotiva, Universo Marx, N45 Negroni e Iguatemi São Paulo.


Sobre o MG Club do Brasil

Fundado em 1983, o MG Club do Brasil é um dos mais atuantes clubes de carros clássicos do País. Foi criado para congregar proprietários de modelos da marca inglesa MG, mas logo tornou-se um clube multimarca, admitindo proprietários de carros clássicos de qualquer modelo.O clube organiza raids e rallies de regularidade, como a 1000 Milhas Históricas Brasileiras, o Raid de Campos do Jordão e o Raid da Serra do Mar, além de ser o anfitrião de uma das etapas do CBR (Campeonato Brasileiro de Rally de Regularidade) promovido pela FBVA. Por serem concebidos para carros clássicos, esses passeios cronometrados percorrem boas estradas, entre paisagens agradáveis, e incluem visitas a pontos de interesse cultural e histórico.Todos os sábados, o MG Club do Brasil promove encontros informais entre os associados, nos quais o antigomobilismo é o assunto predominante. Também acontecem na sede social (localizada na Vila Romana, zona oeste de São Paulo) eventos temáticos e homenagens a personalidades do automobilismo. O local possui um acervo de publicações automobilísticas disponível aos sócios para consulta. Para saber mais, visite o site do MG Club do Brasil (mgcbr.com.br).

Texto: Assessoria de Imprensa – LetraNova Comunicação
Fotos: Guazzi Images

Edição: Fatima Barenco

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