Coberturas

Uma visita ao Museu do Automóvel do Memorial Necrópole Ecumênica

Museu do Automóvel

Sócios do Reumatismo Car Club foram conhecer esse inusitado museu, que fica em um cemitério vertical, em Santos-SP

Quem poderia imaginar que um cemitério vertical abrigaria um Museu do Automóvel? Sim, esse local existe, e fica em Santos-SP. O Memorial Necrópole entrou para o Livro Guiness dos Records de 1991 como o cemitério mais alto do mundo.

Referência mundial do setor funerário, seu prédio tem 10 andares e 25 mil lóculos — que é como são chamados os nichos de sepultamento.  Fica num terreno de 40 mil m² de área, com bastante Mata Atlântica nativa preservada. Além do Museu do Automóvel, o Memorial Necrópole Ecumênica tem um lindo lago com carpas coloridas e tartarugas e um viveiro de pássaros.


Assim como os peixes e as aves, o objetivo do Museu do Automóvel é quebrar o clima de tensão do momento. Nós temos tido a oportunidade de conversar com várias pessoas que vêm para o velório de um ente querido. Em primeiro lugar ficam espantados, porque não sabiam que dentro de um cemitério teria um museu, né? E em segundo lugar comentam: “a gente viaja no passado”, “você não sabe o que isso alenta o sofrimento da gente”, contou Carlos da Silva Pereira, o curador do museu, em um vídeo institucional da entidade.

Um passeio ao Museu do Automóvel


No último sábado, 29 de maio, alguns sócios do Reumatismo Car Club, de São Bernardo do Campo – SP, foram conhecer de perto esse inusitado Museu do Automóvel. O grupo se encontrou em uma loja de conveniências na Rodovia dos Imigrantes e de lá partiu para Santos. Cada um com seu carro antigo, é claro: Ford Mustang 1966, Mercedes Benz 280 S 1979, VW Variant II 1978, Adamo 1984, Fiat Uno Turbo 1994 e Lada Laika SW 1990 foram alguns dos modelos que pegaram a estrada rumo ao litoral santista.


E a qualidade desse museu surpreendeu. São automóveis excepcionalmente bem conservados, sendo o mais antigo um Ford T 1923, portanto prestes a completar 100 anos! Aliás, o acervo é bem sortido dos ditos “calhambeques”. Do Ford Modelo A (que é o sucessor do T), tem Roadster 1928 e 1929, Tudor 1929, além de uma “baratinha” Speedster. Da Rival Chevrolet, um Touring 1928 e uma Pick-up 1930.

Ainda entre os modelos pré Segunda Guerra Mundial, Chevrolets Master 1936 e Special Sedan 1941; e Ford Super DeLuxe também 1941. Dos anos 1950, o mítico chevrolet Bel Air 1957. Encerrando a lista de carros americanos, um Mercury Cougar 1968.


Alfa Romeo Spider 1971 e Rolls Royce Silver Shadow 1980 são os dois modelos europeus da coleção. E alguns nacionais também compõem o acervo como o Romi-Isetta 1957, o Puma GTS 1980, o DKW Vemaguet 1965 e o VW Brasília 1976.

O Museu do Automóvel Memorial Necrópole Ecumênica conta ainda com várias motos clássicas, de marcas como BMW, NSU, Gilera, Royal Enfield, e Honda. Tem ainda algumas Lambrettas e até um riquixá “movido” a bicicleta.

Texto e edição: Fernando Barenco
Fotos: Odair Ferraz
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