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Canal de TV da Alemanha traz perfil da nossa VW Brasília

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Modelo raro na Europa, carro foi testado numa estrada do interior, pelo jornalista Christoph Bauer, da DW. As comparações com o Fusca, claro, foram inevitáveis

O programa ‘Al Volante’ do canal alemão de TV DW (transmitido aqui por algumas operadoras), fez uma reportagem sobre a Brasília, o Volkswagen de projeto brasileiro, que nasceu das mãos do designer Márcio Piancastelli, que também é pai do SP2.

Passeando por uma estradinha interiorana com uma LS 1980 pertencente ao Autostadt — o museu da Matriz Volkswagen, o jornalista Christoph Bauer lembra que esse veículo de design peculiar — meio do caminho entre um carro de passeio e um utilitário; entre um hatch e uma SW — foi um best-seller, vendendo mais de 1 milhão de unidades em nove anos. Seu lançamento aconteceu em 1973 e a produção foi até 1982.

Mas apesar do sucesso, a VW Brasília não conseguiu cumprir a missão de substituir o Fusca, que continuou sendo fabricado até 1986, com um revival entre 1993 e 1996.

Prós e contras

Apesar de bem espaçosa, a reportagem lembra que a falta de um motor plano (como o da Variant) sacrificou parte do compartimento traseiro para bagagens, devido à sua pouca profundidade.

Achamos estranho o comentário de que em caso de acidente, partes inteiras da carroceria se soltavam e os passageiros de repente se viam caídos no asfalto… Nunca tínhamos ouvido falar nisso!

Mas de fato, como qualquer automóvel, de qualquer época, a VW Brasília tem seus defeitos e qualidades.

Na cidade é bem ‘beberrona’, principalmente na versão com dupla carburação, graças ao anda-e-para e às constantes trocas de marcha. A estabilidade em altas velocidades também não é seu ponto forte, como acontece também com os demais VWs refrigerador a ar. Há ainda um crônico vazamento de água, que pinga nos pés do motorista em chuvas muito fortes. Já ouvimos vários relatos sobre o problema.

Entre as qualidades está o amplo espaço interno e a excelente visibilidade, graças à grande área envidraçada. Por ser mais larga e mais curta que o Fusca, dá sensação de segurança. É uma delícia de dirigir!

E na estrada aquele motor 1600 ‘beberrão’ se torna quase tão econômico quando o do Fusca 1300. É que a maior potência proporcionada principalmente pela dupla carburação, exige menos trocas de marchas e menos peso no pedal do acelerador.

Pergunte a quem tem ou já teve uma!

Texto e edição: Fernando Barenco


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