Coberturas

Exposição Ponteio Dream Cars – Belo Horizonte, MG

Cadillac DeVille Conversível 1966: uma das estrelas da mostra

Exposição Ponteio Dream Cars – Belo Horizonte, MG

Uma incrível viagem no tempo

Devido ao grande sucesso, evento foi prorrogado por mais uma semana

Aconteceu em Belo Horizonte-MG a exposição Ponteio Dream Cars, organizada pelo Clube de Veículos Antigos de Nova Lima em parceria com o Ponteio Lar Shopping e apoio do Portal Maxicar de Veículos Antigos. Uma mostra com carros americanos e europeus da década de 1920 até a década de 1980 e uma homenagem aos 60 anos da indústria automobilística brasileira, com alguns modelos das primeiras fábricas que chegaram ao Brasil.

O curioso é que a exposição — que começou no dia 24 de agosto — terminaria no dia 28, com um almoço de despedida entre expositores, mas o sucesso foi tanto desde o início, que o shopping solicitou que a exposição fosse prorrogada até o dia 4 de setembro e o encerramento  do dia 28 se transformou em abertura do evento, com um animado almoço entre expositores e familiares e uma tarde de autógrafos com Boris Feldman em seu livro ‘Noiva Mecânica’, que, pacientemente, atendeu a todos os fãs para fotos, autógrafos e uma palavrinha sobre automóveis.

Os jornalistas especializados
Os jornalistas especializados Emílio Camanzi e Estefânia Farias prestigiaram o evento

A imprensa mineira prestigiou o evento, incluindo grandes nomes do automobilismo como Emílio Camanzi e Estefânia Farias.

Encantadores os dois Fordinhos Modelo A
Encantadores os dois Fordinhos Modelo A

A viagem através do tempo nessa exposição começava em um hall com os representantes da década de 1920: o Ford Model A Phaeton 1928 de Otávio Pinto de Carvalho e o Ford Model A 1928 Roadster de José Rosas. A década de 1930 foi representada pelo Chevrolet Master 1939 de Marcelo Silvério. Veio de Congonhas-MG um dos representantes da década de 1940, o Chevrolet Fleetmaster 1948 de Robson Elias.

Chevrolet Bel Air 1956: grande clássico
Chevrolet Bel Air 1956: grande clássico

O mergulho na década de 1950 aconteceu através do Fusca Brezel Split Window 1951, de Lacyr Paixão; do Buick Eight Super Dynaflow 1951, de Hugo de Moro; do Ford Victoria 1955, de Gustavo Brasil; do Chevrolet Bel Air 1956 de Marcelo Silvério e das réplicas: Jaguar XK 120 1953 de Affonso Uchôa e MG ‘a’ 1955 de Evandro Kalil.

Dupla de Ferraris de tirar o fôlego
Dupla de Ferraris de tirar o fôlego

A década de 1960 foi representada pela F 100 1960, de Carlos Alysson e o Buick Skylark Custom 1969, de Filipe Fabri, entre outros. A década de 1970 foi marcada pelos american muscle cars Plymouth Barracuda 1970, de Rodrigo Giordano; Dodge Challenger 1971 de Messias Silva e Chevrolet Corvette Stingray SS 1973 de Guilherme Melo; além dos europeus Mercedes-Benz C 280 Coupê 1978 de Paulo Kennedy e o MGB 1979 de Luís Augusto Malta. As Ferraris 308 GT Targa 1978 e Berlinetta Boxer 512i 1982, de Haroldo Moreira ficaram em um espaço próprio, lado a lado, podendo serem comparados os diferentes modelos.

Diminutos Fiats
Diminutos Fiats

Em outro hall, os mini carros Fiat 600 e Fiat 500, ambos 1969, além da Mini Kombi 1972. O primeiro de Cleber Amorim e os dois últimos de Leonardo Campos. Ao centro de toda a exposição, o luxo, o requinte e a imponência de dois Cadillacs. O Fleetwood 1941 — que pertenceu a Roberto Lee —  possui acima do parachoque a placa de inscrição no Veteran n° 5. Atualmente pertence a Joel Paschoalin. Ao lado, o DeVille Conversível 1966,  símbolo máximo de status da indústria automobilística americana à época, que hoje pertence ao apresentador de TV Éder Gomes.

A brasileira Romi-Isetta
A brasileira Romi-Isetta

Dentro da exposição, a homenagem aos 60 anos da Indústria automobilística brasileira. Um dos destaques era o primeiro carro fabricado em série no Brasil, a Romi-Isetta 1956, de Jefferson Rios, com chassi nº 0020, o vigésimo carro nacional. Existe um questionamento sobre esse pioneirismo, porque era um carrinho com uma porta, motor de poucas cilindradas, rodas de aros menores, mas não se pode tirar a importância desses micro carros que começaram a ser fabricados na Europa pós 2ª guerra, devastada, em ruínas e essa foi a solução da indústria automobilística para se reerguer: um carro com preço acessível, mecânica fácil e muito econômico. Temos que dar a devida importância por ter sido fabricado no Brasil também, além de o ser na Itália, Espanha, Bélgica, França, Alemanha e Reino Unido.

O GT Malzoni esteve em Laguna Seca
O GT Malzoni esteve em Laguna Seca

Essa exposição reverenciou também a história e a indústria do automobilismo de competição no Brasil, através do GT Malzoni 1966, com o qual Boris Feldman disputou até a corrida mais famosa de carros antigos do mundo, a de Laguna Seca, nos EUA. Ao contrário de ser um carro de rua preparado para pistas, o GT Malzoni foi um carro feito para pistas e, de tão bem-sucedido, foi produzido também na versão de rua. É o xodó da coleção de Feldman.

Seguindo na exposição, os visitantes, dependendo da idade, podiam conhecer ou rever a DKW Belcar 1962 de Sérgio Palhares, a Chevrolet Amazona 1962 de Alexandre Santos, a Simca Chambord Tufão 1965 de Cláudio Lott, o Willys Itamaraty 1967 de Adriano Freitas, o Willys Gordini IV 1968 de Vinícius Pimentel, o Jeep Willys 1968 tração 4X4 de Sérgio Carvalho — último com essa marca, substituído posteriormente pela Ford —, o Opala 3800 1969 — primeiro modelo desse ícone da indústria brasileira — de Alexandre Amarante, o VW 1600 4 portas 1970 de Pedro Filho, o Karmann-Ghia 1970 de Cláudio Máximo, a Ford Rural 1972 de Caio Pereira — que veio de Conselheiro Lafaiete-MG , o Ford Landau 1979 da série especial 60 anos da Ford no Brasil, de Marcos Aurélio Aleixo.

Não podia faltar também um representante dos fora-de-série nacionais nessa exposição, importante setor da nossa indústria e foi escolhido um modelo da fábrica que fez mais sucesso neste seguimento, o Puma GTB 1981 de Mário Nelson Lisboa.

Dr. Otávio explica detalhes do Ford Modelo A
Dr. Otávio explica detalhes do Ford Modelo A

O Clube de Veículos Antigos de Nova Lima realizou essa exposição com o apoio do Clube do Carro Antigo Bello Horizonte, através do presidente Éder Gomes; do Clube de Autos Antigos de Congonhas, através do presidente Robson Elias; do Clube de Veículos Antigos de Minas Gerais, através do presidente Luís Augusto Malta; do MOVA – Museu de Objetos e Veículos Antigos, através de seu criador, Jefferson Rios;  Clube Simca MG, através do presidente Cláudio Lott; Novo Clube do Novo Fusca, através do presidente Lacyr Paixão, Clube de Autos Antigos Rota Real e do Clube Comando Bravo. Agradecimentos especiais ao Instituto Cultural Veteran Car através de seu presidente, Dr. Otávio Pinto de Carvalho, que, com imensa generosidade, apoiou incondicionalmente o CVANL nesse projeto e teve participação decisiva na realização, cedendo veículos para a exposição, frequentando o evento quase diariamente, dando até aula sobre seu Ford A 1928 a visitantes encantados com seu carro. Esses agradecimentos especiais também se estendem a Caio Mário Baptista Pereira, diretor regional da FBVA, que participou de todos os momentos dessa exposição: planejamento, execução e encerramento, hasteando no Ponteio Lar Shopping a bandeira da FBVA, já que, eram tantos clubes federados apoiando essa iniciativa.

Os organizadores do evento, Jorge Filho e
Os organizadores do evento, Jorge Filho e Paula Alkmim Pimenta

Outra pessoa decisiva na concretização dessa amostra foi Ana Paula Alkmim Pimenta, representando o Ponteio Lar Shopping, que o idealizou, e trabalhou incansavelmente durante 30 dias seguidos para sua realização, atendendo a todas as solicitações sugeridas pelo CVANL, tanto na exposição, como no almoço de confraternização e na infraestrutura para o encontro dos colecionadores que aconteceu no encerramento da exposição, no último dia do evento. Como se não bastasse, escolheu o nome para a exposição. Diante de uma parceria tão bem sucedida, Clube de Veículos Antigos de Nova Lima e Ponteio Lar Shopping anunciam: o Ponteio Dream Cars terá sequência e será um evento anual.

 

   EXPOSIÇÃO          MOMENTOS & AMIGOS

 

Texto e fotos: João Baptista Jorge Pinto Filho
Edição: Fernando Barenco

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