Coberturas

XV Encontro Brasileiro de Preservadores de Viaturas Militares – Petrópolis, RJ

Encontro Brasileiro Preservadores Viaturas Militares

Uma mostra pintada de verde oliva

Jeeps, caminhões e até um estranho veículo que mistura moto e trator. Exposição em Itaipava reuniu um pouco de tudo do universo dos veículos militares

No último final de semana — de 15 a 17 de novembro — petropolitanos e turistas contaram com uma atração extra no Parque de Exposições de Itaipava, esse famoso distrito da cidade serrana do Rio de Janeiro. Foi o XV Encontro Brasileiro de Preservadores de Viaturas Militares, organizado pelo Imperial Jeep Club em parceria com a ABPVM.


Durante esses três dias, os visitantes puderam apreciar não apenas viaturas, mas também conhecer de perto equipamentos de comunicação, indumentárias, armamentos e diversos outros itens que fizeram e fazem parte do universo militar.

 

II Guerra, Coreia e Vietnam

Os Jeeps foram maioria, a começar pelos pioneiros Willys MB e seu ‘irmão gêmeo’ Ford GPW, desenvolvidos especificamente para uso dos norte-americanos e seus aliados durante a II Guerra Mundial. Já o sucessor Willys M38 foi utilizado na década seguinte, na Guerra da Coreia, entre o Sul capitalista e o Norte comunista — cenário que se mantém até hoje.

Um pioneiro da 2ª Guerra Mundial e um Mutt M151, da Guerra do Vietnam


Quem curte filmes americanos sobre a Guerra do Vietnã — gênero que tem ‘Apocalipse Now’ e ‘Platoon’ entre os representantes mais famosos — reconhece logo o MUTT M151. O modelo fabricado pela Ford e pela Kaiser (que se fundiu à Willys na década de 1960), tem como principal característica visual a grade dianteira na horizontal. Ao contrário dos demais modelos desse incomparável utilitário de uso militar e civil. Apelidado no Brasil de ‘Patinha’, ele é mais baixo, mais leve e possui suspensão independente nas quatro rodas. Fabricado de 1960 a 1982, ficou famoso pela tendência a capotar.

Réplica Kübelwagen


A opção nazista

Mas é claro que o universo dos veículos militares antigos vai muito além desses heróis fabricados nos Estados Unidos. Durante a II Guerra Mundial, por exemplo, os nazistas utilizaram amplamente modelos baseados no então recém lançado Volkswagen, entre eles o Kübelwagen. Ele é um veículo leve e versátil para o transporte de tropas que, apesar de não ter a tração integral dos Jeeps, era também muito bom em pisos pouco amistosos (como os nossos Fuscas). E nessa edição do Encontro Brasileiro de Preservadores de Viaturas Militares havia dois exemplares do Kubelwagen: um original, fabricado na Alemanha e uma réplica criada aqui mesmo em Petrópolis e que já foi assunto de uma reportagem do Maxicar.

Volkswagens  Kurierwagen e Iltis: dois descendentes do Kübelwagen da II Guerra Mundial


Dois descendentes diretos do Kübelwagen também estiveram representados. Impossível não reparar na semelhança: o primeiro é o  Kurierwagen 1976 — que os americanos apelidaram de ‘Thing’ (Coisa), e que infelizmente nunca foi vendido no Brasil. O outro um Iltis 1988, modelo desenvolvido para uso militar  justamente para substituir o ‘Thing’. Em alemão, Ultis significa algo como ‘tourão’.

NSU Kettenkrad: uma moto com lagartas de um tanque de guerra  (Foto: Frederico Vanzan)


Moto+tanque

Outro veículo usado pelos alemães durante a II Guerra Mundial foi o estranho NSU Kettenkrad, um misto de motocicleta e tanque, usado em missões de reconhecimento em locais lamacentos e no reboque de aviões. Foram fabricados cerca de 8 mil em versão militar entre 1939 e 1944. Com o fim da Guerra, a NSU retomou a produção, dessa vez em versão civil, para uso na agricultura.

Ao fundo, um Dodge M37


De volta aos EUA, o evento contou a participação de alguns exemplares do Dodge M37, um utilitário fabricado a partir de 1951, usado sobretudo no transporte de tropas.

O brutamontes Humvee teve uma versão civil de sucesso, o Hummer


O militar que virou civil

Famoso em missões americanas no Iraque durante a Guerra do Golfo, o brutamontes Humvee M998 foi projetado para substituir o Jeep. Esse multiuso é usado no transporte de carga e tropas, como plataforma de artilharia e misseis, ambulância, suporte aéreo, entre outras funções. Na exposição de Itaipava havia um exemplar fabricado em 1986.

A gaiola protótipo VW e o caminhão Engesa EE25


Made in Brazil

Entre os modelos brasileiros, um moderno Jipe Troller,  um Toyota Xingu 1988, além de uma de ‘gaiola’, cujo nome oficial é ‘Veículo de Assalto Rápido’. Trata-se de um protótipo encomendado pelo Exército Brasileiro na década de 1990 que utiliza o conjunto chassi, suspensão e mecânica Volkswagen. Teve poucas unidades fabricadas e não passou da fase de testes.

Orgulho nacional no quesito veículos militares pesados, da Engesa o Encontro Brasileiro de Preservadores de Viaturas Militares desde ano contou com a participação de um caminhão EE25 1987, com tração integral Boomerang, que trouxe a  reboque um trailer Posto de Comando Avançado.

A cadela Cindy posou para fotos com as crianças


O sucesso de Cindy

Fez sucesso de público, principalmente entre as crianças a cadela Cindy, do Batalhão de Operações com Cães da Policia Militar do Rio de Janeiro, que mantém cerca de 80 animais treinados em ataque e localização de armas e drogas. Com 9 anos de idade, Cindy fez várias demonstrações de destreza e até posou para fotos ao lado do treinador Sargento Santos.

GALERIA DE IMAGENS

Texto: Fernando Barenco
Fotos e Edição: Fátima Barenco e Fernando Barenco

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