Coberturas

4º Encontro Anual do Clube de Veículos Antigos de Nova Lima – MG

Tudo de bom!

Carros incríveis, motocicletas, bicicletas, carros incríveis, aventureiros, gente bonita, carros incríveis, alto astral, shows musicais e… mais carros incríveis. Tudo junto e harmoniosamente misturado

Sem qualquer apoio oficial ou patrocínio financeiro e sem a cobrança de nenhuma taxa de inscrição dos expositores, o Clube de Veículos Antigos de Nova Lima – MG mostrou que é possível fazer um grande evento sem dinheiro e realizou com brilhantismo no último sábado — 14 de abril — a quarta edição de seu encontro anual, que mais uma vez aconteceu no Condomínio Alphaville Lagoa dos Ingleses, nos arredores de Belo Horizonte.

Casa cheia

O alto astral foi a tônica do evento que reuniu muita gente bonita e feliz: jovens, casais, famílias inteiras, gente de todas as idades reunidas por horas para curtir carros antigos de todos os estilos, motocicletas clássicas e contemporâneas, e máquinas potentes no charmoso espaço às margens da lagoa. O evento teve início oficialmente às 10 da manhã e continuou bem movimentado até o cair da tarde. Detalhe: na noite do dia anterior muitos automóveis já haviam chegado, com medo de não encontrar uma vaga no dia seguinte, o que de fato acabou acontecendo.

O público teve muito para ver

Não se tem os números oficiais — já que não havia um sistema de inscrição, mas de acordo com o Presidente do CVANL, Jorge Filho, foram com certeza mais de mil veículos ao longo do dia, entre carros, motocicletas, pick-ups, ônibus e caminhões.

Alguns expositores chegaram bem cedo e foram embora na hora do almoço. Outros deixaram para ir um pouco mais tarde e outros optaram por levar seu automóvel mais para meio da tarde. Então houve uma grande rotatividade e as vagas nunca ficavam disponíveis por mais de alguns minutos. — comemorou Jorge. Veja só o seu entusiasmado depoimento em vídeo.

De fato houve um constante engarrafamento no portal de entrada do condomínio e desde as primeiras horas da manhã todas as vagas disponíveis na alameda principal e ruas próximas já estavam ocupadas. O mesmo acontecendo com o estacionamento reservado para os carros antigos, que por volta das 11 da manhã já estava completamente tomado, exigindo que muitos tivessem que estacionar no estacionamento do lado oposto, que a principio estava destinado apenas aos automóveis modernos dos visitantes.


Compareceram expositores e visitantes dos quatro cantos de Minas Gerais e também do Rio de Janeiro. Os que estavam mais longe de casa, se hospedaram no confortável Hotel E Suites, distante apenas alguns poucos passos da festa. Quer maior comodidade?

O número de motocicletas foi bem acima do normal, com dezenas e dezenas delas perfiladas atrás dos automóveis da alameda ou espalhadas pelos outros espaços de estacionamento. O fenômeno se deveu em grande parte ao fato de um clube da icônica motocicleta Harley Davidson de Belo Horizonte, ter aproveitado a oportunidade para fazer ali o seu encontro. Foi um evento, dentro do evento.

Zulu e sua ‘Harley’. No detalhe, replica em exposição no museu da marca

Por falar nas Harleys, conversamos com Zulu, um mecânico especializado em motos e bicicletas que acaba de concluir a fabricação de uma réplica muito fiel da Number One 1903, a primeira motocicleta Harley Davidson, cuja produção foi de apenas três unidades.

Não sobrou nenhuma das três originais. Até mesmo a que se encontra no Museu da Harley Davidson, em Milwaukee, nos Estados Unidos, é uma réplica. E procurei fazer a minha baseada nessa nos mínimos detalhes. — Nos contou Zulu, que pretende fazer outras sob encomenda. Seu próximo projeto é a fabricação de uma das primeiras versões da arquirrival Indian.

Encontramos também com o casal André Jardim e Júlia Prates que aproveitaram este evento para uma despedida dos amigos mineiros já que começa agora a viagem de suas vidas a bordo da pick-up Chevrolet 3100 1951 adaptada — e apelidada de ‘Mary Lou’ — e que será a casa deles numa volta ao Mundo que durará os próximos anos, que tem itinerário, mas sem data para terminar.

André e Júlia. Destino: o Mundo!

— Nosso primeiro destino será a Bahia, depois conheceremos os grandes parques nacionais brasileiros. Então rumaremos para a região Norte e percorreremos a costa até o extremo Sul. Da Argentina, passaremos pelos demais países sul americanos. Depois, América Central e do Norte, até chegarmos ao Alasca. — Nos revelou André sobre a primeira parte dessa odisseia que depois irá virar livro, e que eles planejam fazer sem nenhum patrocínio, com um apertado orçamento de R$ 50 por dia. Quer saber mais sobre essa incrível aventura? Veja a reportagem que fizemos no ano passado.

Gilda e Alfredo: causos e muita simpatia

Presente também outro casal que já andou dando uns rolês pela nossa America do Sul, só que de Fusca. No caso um 1300 verde fabricado em 1981, que responde pela alcunha de ‘Possante’. Foi adquirido quase novo, em 1983 e desde então tem levado pelas estradas com toda valentia e competência Alfredo Martinez e Gilda, que transpiram simpatia e não se cansam de contar em detalhes suas deliciosas aventuras. Sobre eles também temos mais para contar! 

Outro automóvel esteve entre os mais fotografados. Estamos falando do Chevrolet Chevelle 1968 pertencente a Paulinho Fonseca, o baterista da banda J. Quest. Aliás, a leva de carros importados esteve incrível. Além desse, havia outros muscle cars: Plymouth GTX  e Oldsmobile 442, ambos fabricados em 1968, além de uma pick-up El Camino 1976. E ainda um espetacular Impala Sport Coupê 1960, com sua traseira conhecida como ‘asa de gaivota’, mas que na verdade teve inspiração nas barbatanas da arraia; Corvette Conversível 1972, Chevrolet Master 1941, entre outros modelos norte-americanos.

As ‘gracinhas’ de outro ângulo

Entre os europeus, as três verdadeiras ‘gracinhas’ (como diria a saudosa Hebe Camargo) que enfeitam nossa foto principal dessa reportagem e que ganharam o merecido lugar de destaque também no evento. Estamos falando do italiano Fiat 500 1969 (ou ‘cinquecento’ em sua terra natal), o inglês Morris Mini Cooper 1980 (com volante do lado direito) e o argentino Fiat 600 E 1969 — embora o modelo tenha nascido e tido larga produção da Itália.

Hot? Também tinha!

A fama dada a região da Grande BH de construir excelentes hot rods foi testada em comprovada em Nova Lima. A Capital do estado teve um evento só para eles na semana passada. E muitos deles estiveram em ambos os eventos.

Entre os nacionais destacamos:

  • Os três ótimos exemplares representantes do Clube do Simca de Minas Gerais, com Esplanada, Simca Chambord e Simca Rallye, esses dois últimos fotografados ao lado de seus felizes proprietários, Cláudio Lot e Eder Gomes.
  • Os Opalas, que este ano estão completando 50 anos de lançamento, em especial os dois SS que ficaram estacionados juntos: o raríssimo Sedan prata 1971 e o Coupê laranja 1974.
  • O bom número de exemplares do Fiat 147, modelo que finalmente vem ganhando a merecida atenção dos colecionadores.
  • A incrível Willys Rural 1959 do colecionador de Congonhas Robison Elias, uma ‘cara-de-cavalo’ (ou ‘bicudinha’), que acaba de ser restaurada à perfeição.
  • O raríssimo Chevrolet Amazona (assim mesmo, sem o ‘s’ no final) 1963, um furgão de passageiros derivado da pick-up Chevrolet Brasil, que foi o primeiro veículo de três portas do Brasil, ao contrário do que alardeou a Hyundai no lançamento do Veloster em 2012.
  • As Santa Matildes 4.1 Conversíveis — uma azul e a outra vermelha — que chegaram juntinhas já no final do encontro.
  • Os BMWs da equipe de drift causaram sensação

Para terminar, não podemos deixar de falar dos quatro shows musicais que rolaram o dia todo, dos restaurantes e barzinhos sempre lotados e dos três BMWs da Equipe Drift Minas Gerais que criaram alvoroço com os roncos de seus potentes motores e fizeram as câmeras e celulares do público trabalharem bastante.


ÁLBUNS DE IMAGENS


Texto: Fernando Barenco
Fotos, vídeo e edição: Fátima Barenco e Fernando Barenco

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