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1º Encontro Brasileiro de Autos Antigos – Águas de Lindóia, SP

Os Cadillacs ficaram entre as principais atrações desta 1ª edição

1º Encontro Brasileiro de Autos Antigos – Águas de Lindóia, SP

Sob nova direção

Em nova fase, Águas de Lindóia agradou participantes e visitantes

“A cidade que é sinônimo de carros antigos”, como bem disse a propaganda deste ano, entrou em 2014 numa nova fase. Saiu o Encontro Paulista de Autos Antigos — que se mudou para Campos do Jordão e é organizado pela Sociedade Feminina de Autos Antigos — e entrou o Encontro Brasileiro de Autos Antigos, cuja organização ficou a cargo de um grupo de antigomobilistas de São Paulo, liderados por Mingo Abonante e seu filho Humberto, o Júnior. E a palavra “Brasileiro” no nome é realmente bastante adequada, já que o evento se notabilizou por ser de âmbito nacional, reunindo expositores e visitantes de todas as regiões do Brasil.

O Aero Willys ‘bolinha”, em primeiro plano, foi um dos inúmeros nacionais em exposição

A notícia do fim do ‘encontro de Águas de Lindóia’ causou uma grande decepção a antigomobilistas já habituados a ‘bater ponto’ anualmente na cidade, para participar do maior evento do gênero do pais. Para a prefeitura local, comerciantes, bares e restaurantes e a rede hoteleira, significava perder o mais importante acontecimento do calendário oficial da cidade. Mas o show não podia parar! Para dar continuidade à festa foram escolhidos os Abonante, que além de terem vasta vivência no meio antigomobilista — como colecionadores e comerciantes de peças —, organizam mensalmente com grande sucesso o encontro do Parque da Luz, na Capital Paulista.

Além da Copa do Mundo, a primeira edição do Encontro Brasileiro sofreu a concorrência do Brazil Classics Fiat Show, o encontro bienal que acontece em Araxá – MG e que reúne sempre os mais raros, caros e sofisticados automóveis do plantel nacional. Mas parece que muitos expositores apostaram mesmo em Águas de Lindóia. De acordo com os números divulgados pela organização, foram 329 veículos em exposição, além de outros 475 a venda. Quem foi em busca de peças e acessórios para seu automóvel não teve realmente do que se queixar. Foram nada menos que 340 barracas à disposição dos ávidos compradores, que não medem esforços para manter seus veteranos sobre rodas sempre impecáveis.

Graham Paige 1928

E por falar neles, manteve-se também a tradição de automóveis e outros veículos sobre rodas do mais alto gabarito — brasileiros, americanos e europeus — para deleite dos espectadores.

Entre os veteranos modelos pré-Guerra, além de vários Fordinhos modelo A — sempre tão populares — exemplares de algumas marcas já extintas e por isso pouco conhecidas do público como: Graham Page Roadster 1928, Nash Roadster 1929, Nash Ambassador 1934, Packard Clube Sedan 1934, Packard Sedan 1937, Packard Roadster 1937, Whippet Sedan 1928, Buick Phaeton 1929 e Essex Super Six sedan 1930.

Nash Ambassador 1934 e Packard Roadster 1937. Marcas americanas já extintas e hoje pouco conhecidas

Bem mais avançados, os modelos fabricados a partir do final da II Guerra Mundial representaram uma verdadeira revolução. Entre os fabricantes americanos, a Studebaker saiu na frente das chamadas três grandes (Ford, Chevrolet e Chrysler), apresentando uma linha inteiramente renovada antes das demais, como foi possível apreciar em Águas de Lindóia, através dos diversos exemplares expostos pelo colecionador Mário Ferreti, um conhecido apaixonado pela marca Studebaker. Seu Champion fabricado em 1952 foi um dos destaques do evento, com todo merecimento.

O Champion 1952 foi apenas um dos diversos Studebakers presentes ao evento

Não poderiam faltar os míticos Cadillacs como o conjunto da foto principal desta reportagem, clicado por Odair Ferraz. Em primeiro plano, dois conversíveis de 1954 e logo depois um Coupê Deville de 1961. Mas o mais espetacular exemplar em exposição foi sem dúvida alguma o Eldorado Brougham do final dos anos 1950. Com produção limitada a menos de 1.000 unidades, esse exclusivo modelo possui teto de aço escovado, faróis duplos e diversos itens de conforto.

Um degrau abaixo da Cadillac na hierarquia da General Motors, a Buick esteve muito bem representada em Lindóia com um magnífico Electra Conversível de 1960.

Menos de mil exemplares do Eldorado Brougham foram produzidos entre 1957 e 1961. Quantos devem existir hoje?

Os hot rods voltaram a brilhar entre os originais em Águas de Lindóia. Foram inúmeros modelos, entre automóveis e pick-ups, com suas pinturas de grande colorido, suspensões rebaixadas, inúmeros acessórios e sob o capô motores com cavalaria em abundância.

Os veículos modificados voltaram a ter seu espaço em Águas de Lindoia, como esse Furgão Chevrolet 3100 ‘Boca de Sapo

Entre os nacionais sobraram belos exemplares do Maverick, sobretudo na versão mais cobiçada, a GT V8. Presença também dos Dodges nacionais com todos os modelos: Dart, Charger, Le Baron, Magnum e Polara. Uma linha que deixou saudades…

Gordini 1965 e Dodge Magnum 1979

Volkswagens nacionais e importados ocuparam o mesmo espaço, com destaque para dois alemães Cabriolet dos anos 1950 fabricados em parceria com a Karmann Ghia, que os transformava em conversíveis. Trata-se de um dos mais valiosos e cobiçados modelos entre os Volkswagens clássicos.

um belíssimo Maverick GT V8 do ano de lançamento do modelo, exibindo suas placas amarelas originais

Completando a coleção, Opalas, Simcas, Gordinis, DKWs, Corceis, Galaxies, Aero Willys, Passats, Miuras, Pumas, entre outros modelos.

Não poderiam faltar os pesos-pesados sempre presentes em grande número na cidade. Ao lado dos imensos cavalos mecânicos Peterbilt e Mack, um utilitário com tração integral Mercedes Benz Unimog, um nacional Mercedes Benz 1111 — modelo que dominava o mercado de caminhões leves no Brasil nos anos 1970 —, e seus antecessores, os FNMs, dos anos 1960. O caminhão American La France fabricado em 1962 pertenceu ao Corpo de Bombeiros nos Estados Unidos e hoje é alugado para eventos e campanhas publicitárias. Um incrível quarteto de caminhões Chevrolet encabeçados por um modelo Brasil completam a coleção.

Cavalo mecânico Peterbilt, caminhão de Bombeiros American La France e caminhão FNM nacional

O Portal Maxicar parabeniza os organizadores do 1º Encontro Brasileiro de Autos Antigos, não apenas pelo sucesso do evento, mas também por não terem deixado ‘morrer’ o maior e mais aguardado evento antigomobilista do Brasil.

 

Texto e edição: Fernando Barenco
Fotos: Odair Ferraz

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