Curiosidades

Maico e Marcos! Não é uma dupla sertaneja, mas sim dois foras-de-série europeus

Maico

Um era alemão com motor de meros 18 cavalinhos; o outro era inglês e tinha chassi de madeira

Assim como no Brasil, a escassez de recursos e as dificuldades econômicas, somadas a muita criatividade, fizeram com que sonhadores construtores independentes colocassem seus talentos em ação, na criação de modelos foras-de-serie pelo mundo.

É o caso desses dois modelos com nomes bem parecidos, que juntos lembram até as alcunhas de nossas duplas sertanejas. Só que nesse caso, eles não têm nenhuma proximidade ou relação, pois um é um pouco potente alemãozinho dos anos 1950 e o outro um esportivo britânico lançado na década seguinte e que teve vida longa. Veja só!

Maico 500

Esse simpático carrinho com pinta de DKW Belcar é considerado um microcarro, embora não seja tão pequeno assim. Trata-se do Maico 500, fabricado na Alemanha entre 1955 e 1958.

Ele foi a única incursão no segmento de automóveis de uma fabricante de motocicletas chamada Maicowerk AG e que se notabilizou por seus modelos de motocross, com sucesso em competições na Europa e Estados Unidos.

O motor do Maico 500 era o Heinkel dois tempos de dois cilindros e 452 cc, refrigerado a água, que rendia míseros 18 cavalinhos. O câmbio era de quatro marchas.

A produção total foi de somente 6.300 belezinhas dessas. Foi vendido não apenas na Alemanha, mas também em outros países europeus. É o caso desse que nos serviu de modelo, com volante do lado direito, destinado ao mercado britânico.

 Atualmente o Maico 500 é muito raro e valorizado por colecionadores de microcarros, podendo seu valor chegar a US$ 50 mil.

Marcos GT

Atende pelo nome de Marcos GT esse lindo esportivo britânico da década de 1960, com linhas que lembram vagamente o nosso Puma GTE, embora tenha outra concepção. Foi lançado em 1964 pela Marcos Engeering Ltd., uma pequena fabricante de Kenilworth inaugurada em 1959, cujo nome vem das iniciais de seus fundadores: Jem Marsh e Frank Costin.

A primeira versão do coupê foi batizada de Marcos 1800, uma alusão ao seu motor Volvo P1800. Mas foram fabricadas versões com motores que variaram de um modesto Ford 1500 até um Ford V6 3.0 litros.

A carroceria era em fibra de vidro e nas primeiras versões o chassi era em madeira, sendo substituído a partir de 1968 pelo convencional aço. O câmbio era manual de 4 marchas. Boa parte deles têm pintura de corrida, com faixas, número, adesivos e etc.

Em sua primeira fase, o Marcos GT foi produzido até 1972. Após um hiato de 9 anos, voltou à produção em 1981, que se encerrou definitivamente em 1990. A grande maioria foi vendida em forma de kits. Muitos foram mandados para os Estados Unidos.

Redação: Fernando Barenco


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