Coberturas

As duplas e os trios do “Segundo Domingo na Estação da Luz” de março

Segundo Domingo na Estação da Luz março

Flagrantes de modelos clássicos de MOPARs, Coupês dos anos 1930, Mercedes-Benz, Volkswagen Karmann-Ghia… entre outros

Algo curioso nos chamou a atenção no “Segundo Domingo na Estação da Luz” de março. Marcaram presença nesse tradicional encontro paulistano de carros antigos, que aconteceu no dia 8, diversos modelos raros — nacionais e importados — em duplas ou trios. É claro, que no caso de modelos mais populares, foi possível apreciar muito mais exemplares, como é o caso do VW Fusca e do Ford Modelo A (em nossa imagem principal).

Então, como destaques desse mês, selecionamos os clássicos que não estiveram sós no entorno do tradicional ponto turístico da Capital Paulista.

Ford Mustang

Nessas fotos, três exemplares vermelhos da primeira fase desse carro que foi uma verdadeira revolução na indústria automobilística norte-americana (e mundial), cujo lançamento completou 60 anos em 2024. Dois Conversíveis, 1966 e 1968, e um Fastback, também 1968.

Mas esses não foram os únicos exemplares. Em outra foto, entre o fora-de-série nacional Concorde verde e o Pontiac Firebird Trans Am azul, há outro Mustang vermelho, da segunda fase, que pode ser um Boss ou Mach 1 de 1971. Veja se você consegue encontrá-lo nessa matéria!

Chevrolet Corvette

Outro esportivo que marcou a história esteve presente no “Segundo Domingo na Estação da Luz” de março com duas unidades: estamos falando do longevo Chevrolet Corvette, lançado em 1953 e produzido até hoje. Esses são o C4 Targa 1984 (e) e o C4 LT1 1992.

Coupês

Os automóveis coupês das décadas de 1930 e 40 marcaram uma época por serem os modelos preferidos dos vendedores itinerantes dos EUA, os chamados “caixeiros viajantes”, por causa de seus enormes porta-malas, onde cabiam uma enorme quantidade de mercadorias. Oito décadas depois, eles hoje têm uma legião de fãs entre os antigomobilistas, sejam eles puristas, que curtem os originais, sejam os amantes de hot rods.  

Aqui temos um exemplar de cada uma dessas “tribos”: o azul marinho é um Dodge 1937 original; o vermelho é um Ford também 1937, que além de ter sido transformado em hot rod, era originalmente um sedan de 4 portas, que virou coupê, graças às mãos hábeis de algum grande profissional.

Willys/Renault

Esses dois simpáticos Willys/Renault fabricados no Brasil parecem idênticos, mas escondem uma pegadinha: o azul é o Dauphine 1962 e o vermelho é seu sucessor, o Gordini 1963. As diferenças entre ambos são bem sutis. O Gordini teve o acabamento aperfeiçoado, ganhou câmbio de 4 marchas e o famoso motor com os tais“40 hp de emoção”, ante os 32 hp do Dauphine.

Mopar

Eles são presença constante nesse evento. Os Mopars estão sempre entre os carros antigos mais fotografados nos encontros.  Dessa vez nosso colaborador Odair Ferraz flagrou um chamativo Dodge Challenger R/T laranja — que estava ao lado de outros norte-americanos “musculosos” — além de um Plymouth Barracuda 1972, que chegava também em boa companhia, seguido por um Dodge Coronet 1968.

Mercedes-Benz

Os modelos clássicos da marca alemã fazem parte de uma “família” com diferenças sutis entre as versões. Por exemplo, esse sedan vermelho fabricado em 1973 faz parte da “família” W114/W115, que variam de acordo com o motor de 4 ou 6 cilindros. Essa pode ser uma Mercedes-Benz 200, 220 ou 240 (4 cilindros); 250 ou 280 (6 cilindros).

Já a dourada é uma 280 S 1975. Ela faz parte da “família” W116. Por fim temos a icônica esportiva 250 S 1968, modelo que se tornou famoso como “Pagoda”, devido ao formato peculiar desse teto rígido, que lembra os telhados dos “pagodes” (templos) chineses. Essa conversível já faz parte de outra “família MB”, a W113, da qual fazem parte também a 230 SL e 280 SL, dependendo do motor. Complicado, não é?

Mazda MX5

Esse é o único trio flagrado numa única imagem (com um “intruso” no meio!). Pois é, teve até conversível japonês no “Segundo Domingo na Estação da Luz” de março.

Simples, leve, divertido e muito rápido, o Mazda MX5 tem uma legião de entusiastas. Teve como fonte de inspiração os roadsters ingleses dos anos 1960. Recebeu outros nomes: Miata nos EUA e Eunos no Japão. Lançado em 1989, já está em sua 4ª geração.

Karmann-Ghia

Um dos mais belos automóveis de sua época, o Brasil é o único país onde o Karmann-Ghia foi produzido, além da Alemanha. Nessa edição, três lindos exemplares, todos da versão coupê. O Branco Lotus e o verde foram fabricados em 1968 e estão completamente originais. Aliás, verde é um tom bem fora do comum para o Karmann-Ghia, embora a Volkswagen tenha utilizado um exemplar dessa cor em uma de suas publicidades. Qual será o nome dessa cor? Verde Folha?

Por fim, o vermelho tem uma mistura de estilos: a pintura “saia e blusa” com teto branco estava disponível apenas nos fabricados até 1966, os 1200. Já o parachoque de lâmina única foi lançado para o Karmann Ghia 1970.

Redação: Fernando Barenco
Fotos e video: Odair Ferraz – Visite seu Canal no Youtube


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