A luxuosa marca norte-americana foi vendida em nosso país na primeira metade do século passado, primeiro por importadores independentes e depois pela própria General Motors
Depois de uma verdadeira inundação de marcas chinesas em nosso país nos últimos anos, eis que a General Motors do Brasil acaba de anunciar a chegada da sua luxuosa marca Cadillac.
Lyriq, Optiq e Vistiq: os três SUVs que serão vendidos no Brasil
Estarão disponíveis ainda esse ano três SUVs elétricos (como era de se esperar): Optiq, Lyriq e Vistiq. Nos Estados Unidos, a Cadillac dispõe de outros SUVs e Sedans, com motores elétricos e a combustão.
A Cadillac por aqui no passado
No entanto, essa pode ser considerada não a chegada, mas sim o retorno da Cadillac ao nosso país. Ao longo do século passado a luxuosa marca foi vendida aqui através de importadores independentes. E entre as décadas de 1940 e 50 os Cadillacs passaram a ser importados oficialmente pela própria General Motors e vendidos em sua rede de concessionárias. Vale lembrar que o conglomerado norte-americano se instalou no Brasil em 1925, através da marca Chevrolet.
No entanto, no segundo semestre de 1953 entrou em vigor uma série de medidas do Governo Federal, que tinha como objetivo incentivar à indústria nacional que dava seus primeiros passos, restringindo severamente as importações de automóveis, o que levou a GM a encerrar as operações com a marca Cadillac.
Mas como eram os Cadillacs naquela época?

Series Seventy-Five Fleetwood: um dos modelos de 1951
Em 1951, por exemplo, a Linha Cadillac dispunha de Coupês de duas portas, Sedans de quatro portas e Conversíveis, divididos em três séries: Sixty Especial (60), Sixty-One (61) e Sixty-Two (62). Além disso havia a Limusine Fleetwood da Série Seventy-Five (75).
Mas, os magnatas brasileiros perderam a oportunidade de ter em suas garagens o novo top de linha da Cadillac, o Eldorado, que foi lançado justamente em 1953, ano em que as exportações oficiais cessaram. Seu nome foi uma homenagem ao cinquentenário (jubileu de ouro) da marca criada em 1902, comemorado no ano anterior e uma alusão à lendária cidade perdida sul-americana.

Capa do folder de lançamento do Cadillac Eldorado, em 1953
Em seus primeiros três anos de produção, o Cadillac Eldorado estava disponível apenas na versão Conversível. A partir de 1956 foi lançada a versão Coupê, batizada de Seville. E o Conversível passou a ser denominado Biarritz.
De tirar o fôlego
No entanto, para ilustrar a nossa matéria escolhemos esse Eldorado Biarritz 1957 simplesmente estonteante, que em breve será leiloado pela Mecum Auctions.
Naquele ano foram produzidos apenas 1.800 unidades dessa versão. Veja como o desenho evoluiu e se sofisticou em relação ao modelo de lançamento, na foto anterior! Sua carroceria na sóbria cor Starlight Silver Metallic (Cinza Estelar Metálico), contrasta com o ultra chamativo interior 100% vermelho, com materiais da mais alta categoria, incluindo bancos de couro e felpudos carpetes.
A linha Eldorado 1957 dispunha de motor V8 365 de 5,9 litros — com dois carburadores quadrijet — que era ligeiramente mais potente que os demais modelos: 325 hp contra 300 hp. O câmbio era o Hydra-Matic (marca registrada do automático da GM) de quatro velocidades.

O design diferia bastante dos demais modelos. Na dianteira, a grade tinha pintura dourada. As laterais eram mais “limpas”, sem muitos frisos e detalhes de acabamento. O “V” do capô e outros emblemas eram banhados a ouro.
Comparação entre o Eldorado e o Conversível convencional de 1953
Nos paralamas traseiros se destacava os já proeminentes e pontiagudos “rabos-de-peixe”, antevendo o famoso design do modelo de 1959. Os outros modelos possuíam “rabos-de-peixe” bem menos acentuados e de formato mais quadrado. A tampa do porta-malas também era diferente: arredondada.
Veja outros equipamentos do Cadillac Eldorado 1957, lembrando que se trata de um automóvel fabricado há praticamente 70 anos:
- Bancos elétricos de 6 posições
- Vidros elétricos
- Capota elétrica
- Aquecedor
- Ar-condicionado
- Direção Hidráulica
- Rádio buscador de sinal e antena motorizada
- Rodas de liga leve exclusivas
- Espelho retrovisor do motorista com controle remoto
- Porta-malas de fechamento remoto
- Autronic-Eye, um sensor patenteado pela GM, que regulava automaticamente o foco dos faróis
E então, qual você prefere? O moderno SUV elétrico ou o clássico conversível dos anos 1950?
Redação: Fernando Barenco
Fotos: Mecum Auctions, propagandas da época e GM do Brasil
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