Lançada em 1960, foi uma tentativa da fabricante de motocicletas em um segmento que fazia sucesso no mundo inteiro
Na segunda metade dos anos 1950 as scooters (ou motonetas) estavam na moda. No mundo todo as marcas se multiplicavam, com destaque para duas famosas italianas: a Innocenti Lambretta e a Piaggio Vespa, que aliás, fizeram grande sucesso no Brasil também. Mas havia diversas outras marcas, menos conhecidas, como as alemãs Zündapp Bella e Heinkel Tourist, a inglesa Triumph Tigress, a norte-americana Cushman, entre várias outras.
Quando falamos de Harley-Davidson nos vem logo à mente aquelas motocicletas enormes e potentes, cheias de acessórios, personalidade única e o inconfundível ronco do motor.

No entanto, em 1960 a fabricante de motos fundada em 1903, em Milwaukee, achou que era o momento certo para diversificar a sua linha e surfar na onda da popularidade das scooters, com o lançamento da Harley-Davidson Topper.
Única motoneta da Harley-Davidson
Primeira e única Harley-Davidson nesse segmento, a Topper era equipada com motor dois tempos monocilíndrico refrigerado a ar de 164 cc, que gerava cerca de 9 cavalos de potência. O câmbio era o automático CVT (transmissão continuamente variável), batizada de “Scootaway Drive”.
Como o motor ficava instalado ao nível do assoalho, ele não possuía ventoinha para a ventilação, que se dava (ou em tese, deveria se dar!) naturalmente através do ar que passava por baixo da Topper quando em movimento. Mas as reclamações dos clientes por problemas de superaquecimento eram constantes, principalmente no início da produção.
Os freios a tambor eram de 5 polegadas, sendo o dianteiro acionado pela manete esquerda do guidão e o traseiro por um pedal no assoalho. Curiosamente, a partida se dava através de um cabo de aço ligado a uma pequena alavanca no assoalho, como você pode ver nesse vídeo.
Metal e fibra de vidro
Diferente de outras motonetas, a Harley-Davidson Topper tinha carenagem que mesclava dois tipos de matérias-primas: aço estampado na parte dianteira, assoalho e paralama dianteiro; e fibra de vidro em todos os componentes restantes.
Sob o banco inteiriço — sempre combinando a cor do veículo com bege — além do bocal do tanque de combustível, havia um pequeno compartimento, onde o fabricante recomendava levar um suprimento extra de óleo 2T para a mistura à gasolina.

A distância entre eixos era de 51,5 polegadas — dando a impressão de ser maior que motonetas de outras marcas — e as rodas de 12 polegadas. Como opcionais eram oferecidos um sidecar e baús laterais. O design da Topper era simples, funcional e elegante.
A Harley-Davidson Topper não alcançou o sucesso comercial esperado, tendo sua produção encerrada em 1965.
Redação: Fernando Barenco
Fotos: Mecum Auctions e publicidade da época
Video: Canal de J. Gordon Leishman no Youtube
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