Coberturas

Encontro Mensal do Parque da Luz – agosto 2016 – São Paulo, SP

Encontro Mensal do Parque da Luz – agosto 2016 – São Paulo, SP

‘Diversidade’, palavra da moda

E ela se aplica também aos automóveis…

Acesse um portal de notícias, ligue a TV, abra um jornal ou uma revista. E ela vai estar lá, muitas vezes pronunciada ou escrita. Diversidade. Uma palavra cada vez mais em evidência. No dicionário significa “qualidade daquilo que é diverso, diferente, variado; variedade”. Em nossa sociedade atual está ligada sobretudo a raças, culturas, posições sociais, opções sexuais, política… e representa a convivência e união de tudo o que se difere, mas ao mesmo tempo se completa.

Dando uma boa “viajada” no tema, podemos constatar que o conceito se aplica perfeitamente aos… automóveis antigos! Foi o que me veio à cabeça ao admirar as belas imagens da última edição do Encontro mensal do Parque da Luz, que aconteceu no último domingo, 7 de agosto, em fotos clicadas por nosso amigo e colaborador Odair Ferraz.

O clássico Buick e o indecifrável Morris
O clássico Buick e o indecifrável Morris

Veja só quanta diversidade! Do preto, elegante e sisudo Buick Eight 1939 ao  divertido Morris Oxford 1952, em versão hot rod laranja metálico e quase irreconhecível. Um bem-comportado Impala 1961 absolutamente original, ao lado de um contorcido Low Rider, do mesmo modelo, ano e cor. Mera questão de gosto e estilo.

O rebelde Impala Low Rider e o 'careta' no detalhe
O rebelde Impala Low Rider e o ‘careta’ no detalhe

E ainda superesportivos americanos Corvette com seus potentes motores V8 de 350 polegadas cúbicas ou mais e o esportivo brasileiro Willys Interlagos, com seu modesto motorzinho que não passa de 900 cilindradas. Mas ambos com algo em comum: a carroceria em fibra de vidro. Aliás, o Corvette foi o primeiro automóvel americano de larga produção a usar esse material. No Brasil, o Interlagos foi o primeiro.

Corvette e Interlagos: diferenças e iguadades
Corvette e Interlagos: igualdades e diferenças

A diversidade se aplica até mesmo se formos observar com atenção vários exemplares de um único modelo. É o caso do Ford Modelo A, o famoso ‘calhambeque’ produzido por apenas 5 anos a partir do final da década de 1920. Por traz da aparência basicamente igual, há uma boa ‘diversidade’ de versões: o Phaeton (conversível de 4 portas); o Roadster (conversível duas portas e ‘banco da sogra); o Tudor (capota de aço e duas portas); o Fordor (capota de aço quatro portas); o Coupê (com a mesma configuração do Roadster, mas com capota de aço); a Pick-up; e o Sport Coupê (também com a mesma configuração do Roadster, mas com vidros nas portas). Esse último um modelo bastante raro no Brasil. E não podemos esquecer o caminhão, denominado AA. Claro que nem todos esses modelos estiveram no Parque da Luz, mas dá para se ter uma ideia da gama de modelos Ford há cerca de 90 anos. Não é à toa que dominava o mercado.

Envemo Super 90 e Porsche 356: aparentemente iguais
Envemo Super 90 e Porsche 356: aparentemente iguais

A diversidade pode estar até em dois automóveis aparentemente idênticos, mas que na verdade escondem diferenças. Observe os dois Porsches 356 da imagem a seguir. Parecem realmente iguais, a não ser por sutis diferenças como rodas e ausência de faróis de milha em um deles. No entanto, o branco é um legítimo esportivo produzido na Alemanha em 1963, com motor Porsche. Já o vermelho é uma réplica fabricada no Brasil em 1981. Com carroceria em fibra de vidro, possui motor VW 1600 e tem a marca Envemo, considerada uma das melhores réplicas do 356 em todo o Mundo, com qualidade reconhecida inclusive pela própria Porsche, o que pode realmente ser comprovado pela foto. Oficialmente é denominado Super 90. E antes que alguém questione, ele também tem placas pretas graças a uma mudança nos critérios de avaliação da Federação Brasileira de Veículos Antigos, adotada há dois anos e que agora concede o Certificado de Originalidade também às réplicas. Pessoalmente, não sou a favor! Mas esse já é assunto para outra ocasião.

Texto e edição: Fernando Barenco
Fotos: Odair Ferraz

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