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FASHION
WEEK
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Muita calma nesta hora. Não é nada disso
que estão pensando. A coluna não vai falar
de corte e costura. E nem eu mudei de lado. Mas vou falar
de moda. Moda nos carros.

Cadillac 1938 |

Jaguar 1951 |

Cadillac 1956 |

Bel Air 1957 |
Hoje quando tratamos desse assunto, nos vêm à cabeça
os “tunings”, carros com diversos equipamentos
e acessórios, que agradam a muitos mas desagradam
a tantos outros.
Eu inclusive.
Tudo é uma questão de gosto. E gosto (mal
ou bom), cada um tem o seu.
Mas o nosso assunto é sobre um equipamento que
em alguns carros era original, e que passou a ser um acessório
em outros.
As saias.
As saias, para quem não sabe, eram artefatos feitos
em chapa, como o próprio carro, que serviam para
cobrir parte das rodas traseiras, praticamente fechando
o vão existente nas caixas das rodas.
No final dos anos 30, alguns carros como os Cadillacs conversíveis,
já traziam de fábrica esse componente, que
conferia aos carros um certo charme e um ar de esportividade.
Algumas saias eram enormes, como as do Jaguar, por exemplo.
Outras, bem discretas como as dos Cadillacs dos anos 50,
que podemos até chamar de mini-saias.
Nos anos 50, essas peças ganharam força
equipando os carros de série da GM, como Chevrolets,
Oldsmobiles, Cadillacs, etc.

Impala 1958 |

DKW Belcar 1967 |
Usados com muito bom gosto e combinando muitas vezes com
as linhas de alguns carros, foram sendo adaptados a outras
marcas e até em modelos mais novos, que já haviam
abandonado originalmente a colocação dessas
peças. Caso dos Chevrolets de 1957 (covardia, nesse
modelo tudo fica bonito) ou do Oldsmobile também
57.
E nos anos dourados, os charmosos coupés e conversíveis
como o Impala 58, ganhavam mais simpatia e luxo equipados
com saias.
Usadas também nos Impalas 63 e 64 se adequavam
perfeitamente ao perfil longilíneo do modelo, formando
assim um conjunto dos mais elegantes.
Aqui entre nós, no inicio da industria brasileira
nos anos 60, muitos carros circulavam com a “novidade”,
deixando modelos como Aero Willys, Simca, Dauphine, Gordini,
DKW e o glorioso Fusca com uma aparência diferenciada
e bem interessante.
Sem querer ser saudosista (já sendo), os tempos
mudaram e a personalização dos carros também.

Hoje é assim... |
Se antes essas alterações eram comedidas
e produziam charme, elegância e esportividade, hoje
a coisa é mais ampla, com aparatos chamativos, luzes,
cores, relógios, aparelhos de medição às
vezes sem utilidade e...barulho, bastante barulho, vindo
de aparelhos de som, com milhões de watts.
Fazer o que, né?
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Romeu Nardini é comerciante,
apaixonado por autómóveis, grande entusiasta
dos carros antigos, e diretor do Clube MP Lafer -
Brasil."
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Reprodução
autorizada, desde que citada a fonte: www.maxicar.com.br/old

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