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Adeus Ano Velho
E
2011 também se vai.
Mais um bom ano para o antigomobilismo em geral. Bons
eventos, encontros, reuniões com muitos carros
novos, restaurações ganhando qualidade,
aumentando o interesse pelos antigos e o hobby ganhando
cada vez mais, adeptos e aficionados.
Quem quiser ter uma idéia da quantidade e qualidade
dos últimos eventos realizados é só
dar uma consultada no “cardápio” de
eventos que tiveram a ampla cobertura do nosso Maxicar
e vai se deliciar com a beleza dessas verdadeiras festas
do antigomobilismo e que de quebra sempre proporcionam
grandes amizades.
Dois eventos em Sampa se destacaram este ano. O tradicional
Encontro Paulista de Águas de Lindóia com
seus impressionantes números recordes de visitantes,
carros expostos, carros à venda, quantidade de
barracas de peças e a conseqüente euforia
e felicidade que tudo isso proporciona a todos os envolvidos.
Outro destaque foi o SIVA (Salão Internacional
de Automóveis Antigos) organizado pelo Automóvel
Clube do Brasil e Reed Exhibitions – Alcântara
Machado.
Reuniu um bom número de carros interessantes,
raros, alguns inéditos em eventos. Todos com muita
qualidade e escolhidos com muito critério pelos
organizadores. Puderam ser vistos também alguns
carros que estavam do Museu de Caçapava e que estão
sendo recuperados. Um leilão de carros clássicos
e antigos também foi realizado, com sucesso. Esse
evento tende a crescer nos próximos anos, com certeza.
Mas
nem tudo são flores.
A preocupação fica apenas para expectativa
do aumento de impostos, recentemente aprovada e que devera
entrar em vigor a partir do final deste ano.
Com o intuito de proteger a indústria automobilística
brasileira, nossos (des) governantes, acharam por bem
aumentar o IPI para os carros importados.
Como a lei é geral, vai atingir também
os carros antigos, que estavam sendo trazidos do exterior,
por corajosos e abnegados colecionadores que já
pagavam impostos exorbitantes, para enriquecer o nosso
combalido patrimônio históricos automobilístico.
Lembrando que esses impostos de importação
são cobrados “em cascata”, ou seja,
uns sobre os outros, o que poderá trazer “tempos
bicudos” para o nosso antigomobilismo. Com certeza
os carros ficarão com preços proibitivos,
quase impossíveis de serem importados.
Nós os leigos, vamos continuar sem resposta para
a pergunta que certamente todos já fizeram algum
dia: se era para proteger a indústria automobilística
brasileira, por que não diminuir os impostos do
carro nacional?
Ultimamente tivemos também um “aperto”
quanto à importação de peças,
para a manutenção desses carros antigos
legalmente trazidos do exterior, PARA FINS CULTURAIS E
DE COLEÇÃO de acordo com a portaria 235
de 07/12/2006.
Está cada vez mais difícil convencer a
fiscalização de que quando se traz um jogo
de calotas, por exemplo, é para se manter o bom
estado e a originalidade de um carro de coleção
e não um “contrabando de peças”.
Bem, como eu disse, somos leigos, não entendemos
patavina de economia, mas lutaremos pelo nosso direito
de acreditar que “os lá de cima” entendem
menos ainda. Fazer o que?
Com a devida licença do meu amigo Mahar, só
nos resta rezar para nossa padroeira, Nsa. Senhora da
Combustão Interna, para iluminar as cabeças
pensantes do nosso querido e idolatrado Brasil.
Boas Festas, Feliz Ano Novo e aquela ferruginha básica
a todos os Amigomobilistas.
Até a próxima.
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| Romeu Nardini
é comerciante, apaixonado por autómóveis,
grande entusiasta dos carros antigos e diretor do
Clube MP Lafer - Brasil." |
©Reprodução
proibida sem prévia autorização
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