Ex-Presidente do Fusca
Clube do Brasil. Autor de dois livros de sucesso e artigos sobre
o assunto publicados no Brasil e também no exterior. Participou
do lançamento do Dia Nacional do Fusca e apresentou o projeto
que instituiu o Dia Municipal do Fusca em São Paulo. Lançou
e assinou o documento que instituiu o Dia Mundial do Fusca em
Bad Camberg, na Alemanha. Palestrante e historiador amador reconhecido
mundialmente e ativista de movimentos que visam a preservação
do Volkswagen Sedan, seus derivados e de automóveis antigos
em geral. Participou de vários programas de TV e rádio
sobre o assunto. É colunista do Portal Maxicar, assinando
a coluna Volkswagen World, o que nos enche de orgulho! É
feliz proprietário de “Rosinha”, um simpático
“Oval” com teto solar adquirido em 1970, nos tempos
da faculdade. Seu primeiro e único Fusca até hoje.
Enfim, Alexander Gromow
é uma verdadeira lenda viva entre os “fuscamaniacos”
brasileiros, sem nenhum exagero. Nessa terceira edição
de Roda de Amigos convidamos 13 craques para
conversar com ele. O assunto? Já dá até para
adivinhar!
JASON
VOGEL – Editor do caderno Carro &
ETC, do Jornal o Globo - Rio de Janeiro, RJ
- A Volkswagen do Brasil se envergonha
de ter produzido o Fusca? E na Europa, como é a relação
da Volks com a história da marca?
GROMOW
– Caro Jason, perguntinha “certeira” esta, não?
Filosofando um pouco reproduzo uma das frases que falam sobre
este assunto:
A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida, olhando-se adiante. (Kierkegaard
- teólogo e filósofo dinamarquês).
Indo ao ponto, a
idéia que a Volkswagen do Brasil dá é esta
que você colocou, principalmente quando se observa que esta
empresa descartou milhares de fotos, não cuidou das micro-fichas
com os dados dos carros fabricados, emite circulares para a imprensa
cheias de erros clamorosos disseminando a desinformação
com o aval oficial da fábrica, etc., etc., etc. Mas pode
ser que seja um problema de cultura, ou melhor, de falta de cultura
dos envolvidos que acham que os custos necessários para
a manutenção da história da fábrica
são uma perda de tempo e dinheiro.
AutoMuseum Volkswagen
Isto dá uma
forte impressão de colonialismo também no âmbito
histórico e cultural, pois agora vamos para a segunda parte
de sua pergunta. Na Alemanha a coisa é bem diferente, há
um setor de manutenção de história com fotos,
textos e livros (os meus estão lá); este setor inclusive
emite os “certificados de nascimento” dos Fuscas feitos
na Alemanha. Há um Museu, o AutoMuseum Volkswagen, em Wolfsburg,
com itens incríveis, tem até Fusca brasileiro 1986
Ultima Série e um SP2. Por muitos anos este museu foi dirigido
pelo Dr. Bernd Wiersch, que é doutor, pois defendeu tese
sobre a história da Volkswagen, portanto ninguém
melhor para gerir um museu da marca; Hoje ele está aposentado
e se dedica a escrever livros. Recentemente a Volkswagen alemã
construiu a Autostadt (Cidade do Automóvel) que uniu um
projeto moderno de ponto de entrega de carros novos com um parque
temático sobre o automóvel com ênfase para
as empresas do grupo VW. Para este projeto foram feitas réplicas
perfeitas de protótipos do Fusca.
Ainda sobre a postura
da VW do Brasil em relação à sua história,
lembro as tentativas isoladas de alguns abnegados funcionários
no sentido de construir um Museu VW do Brasil. Até carros
foram “secretamente” separados para o acervo deste
museu que até hoje não saiu. Enquanto que na África
do Sul, com uma filial VW menor que a do Brasil, existe um pequeno
Museu da Fábrica...
JULIANO
DALLA ROSA – Engenheiro, vice-presidente
do Clube do Fusca de Poços de Caldas - MG
Caro Gromow, nós amantes
do Fusca devemos muito a você... Dia Nacional do Fusca,
Dia Mundial do Fusca, Selo Comemorativo aos 50 anos do Fusca no
Brasil, seus imperdíveis artigos aqui do Portal Maxicar,
entre outros ... Um verdadeiro historiador e preservador da historia
do Fusca. Muitos não sabem, mas a Kombi Serie Especial
teve seu surgimento após contato seu com a VW. Como foi
este episódio?.
Kombi Série Prata. No detalhe,
a logomarga da linha de montagem
GROMOW -
Estimado Juliano,
Você está revelando a ponta do iceberg...
Mas vamos ficar no caso das Kombis, que na verdade começa
com a despedida mundial do motor VW Boxer, último elo entre
o Dr. Ferdinand Porsche, sua equipe e a VW mundial que foi produzido
no Brasil até o dia 26 de dezembro de 2005. Este valente
propulsor, que para mim é na verdade o coração
da Fuscamania e que une todos os veículos que ele “empurra”
e seus donos num gigantesco grupo de amantes da marca.
Mas em abril de 2004
eu recebi a informação via Inglaterra que a produção
da Kombi iria ser encerrada, o que depois viria a ser, na verdade,
o fim do motor refrigerado a ar. Naquela época, o meu contato
na VW do Brasil era uma pessoa muito especial, o Paulo Sérgio
Kakinoff, hoje Presidente da Audi do Brasil. Uma das coisas que
eu fiz foi sugerir ao Kakinoff que fosse feita uma série
especial para marcar a despedida da Kombi. Por sorte eu guardei
o rascunho do e-mail abaixo que fala por si mesmo:
Estimado
Paulo Sérgio,
Veja só como as coisas são. Quando o Fusca saiu
de linha no Brasil em 1986, bem antes de sua investidura no
seu atual cargo, a Volkswagen do Brasil fez uma propaganda
no mínimo desrespeitosa dizendo que: “As vezes
o avanço tecnológico de uma empresa não
está no que ela faz. [silhueta do Fusca] Mas no que
deixa de fazer.” Mesmo em 1996 a despedida do Fusca
foi, no mínimo, pífia. Que pena.
Acabo de receber uma fita enviada pela Volkswagen México
com as propagandas que foram feitas para a despedida do Vocho:
um verdadeiro primor. Sensibilidade e respeito. Acho que você
deve conhecer este material, caso contrário posso providenciar
uma cópia para você.
Você lembra quando se dizia que o que se via na rua
ou era Fusca ou era Kombi?
Esta introdução tem uma finalidade que é
falar da despedida da Kombi, que mesmo não sendo necessariamente
a minha especialidade, é o último veículo
com motor boxer refrigerado a ar que ainda é produzido
pela Volkswagen no mundo e que vem do Fusca. Através
de um colega da Inglaterra eu soube que a Kombi deve deixar
as linhas de montagem em agosto próximo. Eu acho que
o fato de tirar este veículo das linhas de produção
é, sem dúvida nenhuma, uma prerrogativa da Montadora
e dispensa comentário ou crítica, além
de ser uma coisa já esperada.
Acho, no entanto, que seria um ato de respeito com Ferdinand
Porsche, que concebeu este motor, com a Kombi, com o Fusca
e com milhões de usuários e adeptos, promover
uma despedida à altura destes veículos e deste
grande gênio, sem esquecer dos aficionados pela marca.
A Kombi foi uma das importantes ferramentas de progresso no
Brasil e no Mundo.
Talvez eu esteja chovendo no molhado, mas não pude
me furtar de escrever para você. Deixo claro que não
é minha intenção ingerir nas decisões
da Volkswagen do Brasil, mas sim, e somente, tenho a intenção
de sugerir. Fico à sua disposição para
falar sobre este assunto.
Um grande abraço
Alexander Gromow
Da esquerda para a direita: Eduardo
Pessoa de Mello, Boris Feldman, Paulo Sérgio Kakinoff
e Alexander Gromow
Seguiram-se vários
outros e-mails nos quais fiz varias outras sugestões como
numa passagem de um e-mail enviado quando a decisão de
fazer uma Kombi comemorativa já tinha sido tomada pela
VW do Brasil: “Esta Kombi terá um outfit "retrô"
como foi o caso do Ultima Edición mexicano? Como a cor
será prata acho que não foi pensado em fazer o modelo
com duas cores, saia e blusa que foi uma das marcas registradas
de Kombis antigas. Seria muito interessante, caso existisse uma
versão saia e blusa que na frente da Kombi a linha divisória
das duas cores imitasse o desenho em "V" da frente das
Kombis antigas - uma homenagem ao tempo que passou.”
Então veio
a Kombi Série Prata. Há pouco tempo, para comemorar
o aniversário da Kombi foi lançada a Kombi Série
Especial, saia e blusa, mas foi uma iniciativa da fábrica,
talvez alguma idéia da troca de mensagens anterior tenha
sido aproveitada, como a cor do carro (saia e blusa), mas não
posso garantir isto.
BOB
SHARP – Jornalista especializado e consultor.
Ex-piloto. São Paulo, SP
O ex-diretor de Engenharia (antes
era chamada de Pesquisa e Desenvolvimento) da Volkswagen do Brasil
disse certa vez que os motores refrigerados a ar ainda tinham
lugar num mundo de combate às emissões pelo escapamento.
O que acha da afirmação? Concorda que seria ótimo
que os carros ditos "populares' tivessem esse sistema de
arrefecimento, pelas vantagens inerentes e conhecidas?
Foto de catálogo do Motor
do Fusca mexicano 1600i equipado com injeção
Bosch Digifant. No detalhe o catalisador.
GROMOW
– Grande Bob,
Neste assunto eu sei que você é professor, com toda
uma vida dedicada às pistas e motores.
Eu pude acompanhar a evolução do Fusca mexicano
que tinha que atender às restrições de emissão
maiores do que as vigentes no Brasil à época. A
saída foi óbvia: o emprego de injeção
eletrônica: no caso, Digifant da Bosch. O carro além
de ter ficado dentro dos limites de poluição ganhou
em elasticidade, potência e economia. Eu esperava que o
Fusca Itamar viesse com um motor destes.
Agora a questão crucial do ser ou não ser: tudo
depende de definir em que direção a empresa vai
trabalhar. Há pouco tempo nós falamos sobre o motor
AP, que na verdade é um motor desenvolvido pela AUDI a
partir de um projeto Mercedes Benz e que foi parar na Volkswagen
e de lá veio para o Brasil onde fincou pé e estabeleceu
uma série evolutiva de motores - foi o canal para uma linha
de investimentos.
Eu acredito que se a fábrica tivesse decidido apostar no
motor Boxer ele teria um futuro muito bom e uma sobrevida interessante,
mas isto implicaria em investimentos específicos para atender
às condições ambientais. Mas, por enquanto
parece que o motor Boxer foi para o arquivo morto.
Esquecendo por um
instante o aspecto do tipo da refrigeração vamos
dar uma olhada nos carros que usam motor Boxer hoje em dia e temos
Porsche (que atingiu 16 cilindros refrigerados a ar no modelo
917 de competição) e Subaru, por exemplo, que apresentam
rendimento e confiabilidade incríveis.
A refrigeração
a ar pode limitar o tamanho final dos motores para uso em automóveis
de passeio. No caso da VW o limite do motor Boxer foi o Tipo 4
lançado em 1972 que chegou a 2000 cm3 com 52 kW (71 PS;
70 bhp) especialmente desenvolvido para o mercado americano e
que obteve um excelente sucesso nos Fuscas com câmbio automático
e ar condicionado e também nas gerações avançadas
de Kombis como a Syncro de tração nas quatro rodas.
Mas dentro da nova tendência de automóveis mais ecológicos
e até de híbridos motores 2000 cm3 são até
um exagero se estivermos falando de carros pequenos. Acredito
que, com o uso adequado da injeção eletrônica
e os avanços nesta tecnologia o Tipo 4 ainda estaria “bombando”
dentro dos limites de emissão de poluentes existentes,
tanto é assim que a Auto Motor und Sport chegou a divulgar
que o pequeno “Up” viria com motor Boxer...
MIGUEL
PINHEIRO – Presidente do VWBOXER Clube de
Brasília - DF
Face seus conhecimentos da história
automobilística brasileira, gostaria de saber se a Volkswagem
e seus produtos no início da indústria brasileira
poderiam ser considerados como elementos de mudanças culturais
em nosso país devido a representatividade desta montadora
com produtos com VW Kombi, até hoje em produção
e Fusca e seus derivados que até hoje estão presentes
em nossas ruas e estradas.
Acima, a disputada latinha de bolachas
da Club Social (obséquio do Juliano Dalla Rosa). Abaixo,
o homônimo beija-flor preto, aliás, Florisuga
fusca
Gromow
– Caro Miguel,
O aspecto que você levantou é muito interessante
mesmo. Acho que as mudanças não foram somente culturais,
mas vamos ficar no aspecto que você questionou. Uma das
características culturais é dividida com outros
carros e caminhões alemães, Mercedes Benz e DKW
– que abrasileiraram nomes de peças e carros, e juntamente
com a colonização alemã mantiveram presente
certo sotaque germânico. Tanto é assim que a VW do
Brasil, seguindo a imagem corporativa mundial usa hoje o slogan
“Das Auto” e ninguém acha estranho. Já
o Fusca mesmo no Brasil tem nomes diferentes de norte a sul deste
país continente, atendendo às peculiaridades locais
demonstrando a integração do carro ao meio ambiente
sócio cultural. Mas o nome mais usado acabou nos dicionários
com os seus próprios e orgulhosos verbetes. Como no Dicionário
Aulete: 1. Bras. Pop. Denom. afetiva dada ao carro Volkswagen,
esp. os modelos de 1.200 e 1.300 cilindradas; FUSQUINHA. Em outras
partes do mundo Fusca é um nome ligado à biologia
(de pato a beija flor), e até por aqui temos um “Fusca
Preto” alado minúsculo é o Florisuga fusca
nome zootécnico de um beija-flor preto! Que obviamente
não tem nada em comum com aquele de quatro rodas a não
ser o nome...
Como o Fusca trouxe
consigo uma nova era de mobilidade e dado o enorme número
de carros vendidos num momento de crescimento brasileiro isto
certamente foi um catalisador direto e indireto de cultura e atividades
culturais que antes ou não eram feitas ou eram feitas com
sacrifício maior. Esta é uma influência mais
difícil de mensurar, mas de inegável existência.
No caso da Kombi, ao menos em São Paulo, ocorreu uma alegre
re-edição tropical do “Eixo” da Segunda
Guerra Mundial ligando a alemã Kombi ao feirante japonês.
Basta ir a uma feira para ver que aonde há uma Kombi com
grande chance de acertar há um japonês. Por algum
tempo isto virou até uma coisa meio padrão. Sem
contar o sem número de piadas, como o nome daquele ladrão
japonês o Fugiro Na Kombi. Tem até restaurante japonês
perpetuando esta ligação: o famoso “Nakombi”.
Por muitos anos Volkswagen
foi símbolo de qualidade e confiabilidade, mas também
foi vidraça. Alguns quadros humorísticos lançaram
chavões que ficaram até hoje, como o famoso “Pois
é”.
Mas, talvez, a maior
prova da ainda forte influência cultural do Fusca e da Kombi,
e de sua integração nas vidas dos brasileiros, é
que até hoje estes veículos são escalados
para propagandas em vários tipos de mídia, dada
a penetração e peso de sua imagem. Lembro que recentemente
as bolachas Club Social lançaram latinhas para proteção
das bolachas e duas delas eram decoradas com Fusca e Kombi. Resultado?
Esgotaram.
ROMEU
NARDINI - Comerciante, apaixonado por automóveis,
grande entusiasta dos carros antigos e diretor do Clube MP Lafer
- Brasil. Colunista
do Portal Maxicar
Mestre Gromow, eu costumo dizer
que somos os felizes integrantes da geração Fusca.
Aprendemos a gostar de automóvel, a dirigir, a ter algumas
noções de mecânica e aprendemos até
a “namorar” dentro de um Fusca. O Fusca é o
maior exemplo de uma idéia simples e eficiente. E nunca
mais haverá um carro com tanto carisma. Você, como
milhões de pessoas, também é um apaixonado
pelos “besouros” e se tornou uma referencia no assunto
Fusca. Gostaria de saber a sua opinião do porque o Fusca
se tornou esse fenômeno mundial (afinal, como outras marcas
e modelos, também passou por uma guerra e se sobressaiu
brilhantemente) e foi tão importante na vida do brasileiro.?
Gromow
- Perdi a conta de quantas vezes eu me fiz esta pergunta e quantas
ela me foi feita. Muitas pessoas ainda devem estar quebrando a
cabeça em busca de uma resposta cabal que eu acho não
existe. Como cada um de nós reage de um modo diferente
devem existir motivos mais preponderantes para uns dos que para
outros, sem contar com os apaixonados pelo carro cuja opinião
já deveria ser tomada com certa desconfiança. É
inegável que há fatores que acabam valendo para
muitos, daí as multidões de amantes do carro...
Dentre os fatores
que a gente pode citar, muitos se aplicam também a outros
carros, ao menos em algum grau. A questão a ser respondida
é porque o Fusca no Brasil e no mundo alcançou este
fantástico grau de popularidade dentre tantos outros carros,
qual foi o motivo que o levou a ser um campeão mundial
de vendas absoluto em sua época? Com base na literatura,
podemos descrever um elenco de motivos para ver se isto nos leva
à uma conclusão:
• Simplicidade: engenharia
de bom senso, sem muitas mágicas; logo todos conheciam os
truques para uma emergência. Peças até em farmácias,
dizia a lenda.
Bem fabricado: neste quesito os Fuscas excediam, ao menos na percepção
do povo, fator que mantinha os bons resultados de vendas.
Propaganda de época
• Frugalidade: certamente
no quesito economia de combustível o Fusca se destacava,
mesmo não sendo sempre um campeão, a concorrência
às vezes gastava menos.
Tamanho compacto: surgido numa época quando na Europa circulavam
carros minúsculos lá o Fusca era considerado grande,
mas no Brasil e nos EUA ele dividia o espaço com carros grandes
no início de sua carreira. • Exclusividade: nada tinha chegado próximo
ao desenho do Fusca, talvez o Renault 4CV que não chegou
a se estabelecer nas Américas. Estudiosos do relacionamento
humano podem ter discutido se a forma de ovo do Fusca pode ter despertado
instintos relativos à vida intra-uterina ou chegaram a representar
alguma conotação de cunho sexual; como se sabe eles
tendem a “encontrar” significados ocultos em muitos
objetos comuns. Fato é que os usuários simplesmente
gostavam do carro, e sentiam carinho pelo Fusca, independente do
fato de haver ou não alguma dimensão oculta em sua
adoração. • Divertimento (curtição):
este não seria um termo que se aplicaria normalmente a um
carro pequeno da década de cinqüenta e sessenta, mas
dirigir um Fusca era e continua sendo muito divertido. É
curiosa a quantidade de pilotos de competição nos
EUA que eram adeptos do Fusca, a ponto da Revista Road & Track
ter comentado em 1954 que não entendia o motivo do Fusca
ter um apelo tão forte para os donos de carros esportivos.
• Facilidade de reparo: esta característica
formou a fama do Fusca se bem que ela tem duas faces. No que se
refere a reparos simples, troca de cabos, ou coisa que o valha tudo
bem. Mas quando a coisa ia para o lado do motor, câmbio e
suspensão a conversa ficava mais séria. A mecânica
do Fusca tem uma concepção lógica, mas exige
tolerâncias estreitas. Mas o que vale é que isto não
afetou a fama do carro.
Rede de Concessionárias: este sempre foi um dos pontos altos
da marca e um dos aspectos que o presidente mundial Nordhoff fazia
questão de cuidar. Não se iniciava a exportação
de Fuscas para um país se antes não tivesse sido estabelecido
um sistema de manutenção operacional. • Confiabilidade: o Fusca logo e merecidamente
ganhou a reputação de ser confiável e previsível,
só por este aspecto ele angariou uma legião de amantes.
Isto numa época em que os carros mais quebravam do que andavam.
Inexistência de obsolescência programada: foi um carro
que se manteve com a mesma aparência básica, mantendo
o princípio dos componentes principais. Por aqui se dizia
que o Fusca era um cheque visado. A própria VW não
se comportou assim com outros modelos que apareciam e desapareciam
sem lógica alguma. • Melhoria contínua: apesar de se
manter fiel ao conceito de manter o carro sem modificações
isto não que dizer que não foram feitas melhorias
e avanços o que satisfazia muito aos compradores dos modelos
novos. • Alto valor de revenda: o Fusca praticamente
não perdia seu valor, fato que o tornou único e que
permitiu a muitos manter um interessante ritmo de troca de carros. • Charme: alguns críticos podem ter
rotulado o Fusca de “pato feio”, ou coisa pior, mas
isto não impediu que milhões de pessoas se apaixonassem
pela forma e funcionalidade do carro. Charme é algo difícil
de definir numa pessoa, muito mais em um carro, mas o Fusca o tem
de sobra. Mesmo o barulho diferente do motor e do escapamento e
o suave lamento do câmbio acrescentaram notas especiais ao
charme do Fusca. Cito como curiosidade que a Revista Life apelidou
o Fusca de “um membro da família que por acaso mora
na garagem. • Toque de classe: era difícil dizer
quem estava dirigindo um Fusca, se era um Reitor de Faculdade, um
açougueiro, um estudante, simplesmente porque o Fusca era
aceito por todos sem restrições. Todos ao andar nele
sentiam certo “toque de classe”. •Camaradagem e troca de experiências:
o Fusca desde o início teve o condão de aglutinar
seus usuários que se entendiam só pelo fato de estarem
andando de Fusca. • Carisma: como o Dicionário Houaiss
esclarece para carisma: “conjunto de habilidades e/ou poder
de encantar, de seduzir, que faz com que um indivíduo desperte
de imediato a aprovação e a simpatia das massas”;
no nosso caso o tal indivíduo é o Fusca que é
um rei do carisma em nível mundial, pois por onde passou
cativou a todos e deixou um rastro de progresso e felicidade. Deixei
este aspecto por último, exatamente por ser o mais citado,
assim espero que os outros fatores também possam receber
atenção.
Poderíamos
acrescentar outros fatores como a facilidade de transformação
(dando lugar a carros maravilhosos como o Lafer MP, por exemplo)
e personalização, etc. Mas acho que já é
o suficiente para ver que poucos carros no mundo conseguem reunir
tamanha série de qualidades. Com tudo isto certamente não
é difícil se apaixonar por este simpático
e querido carro. Hoje as coisas já estão se tornando
diferentes, pois os Fuscas já se preparam para a posição
de “Clássicos” e o amor passa a ser “amor
de preservação”.
BETO
CRIDÊ – publicitário e
idealizador da marca de miniaturas customizadas Fusca Cridê
- São Paulo - SP
Alexander Gromow, eu te conheci
em julho de 1987, quando fui me associar no antigo Sedan Clube.
Dessa data em diante, eu digo que conheci a enciclopédia
ambulante sobre VW Fusca. O Fusca é um carro, onde passa
de popular no sentido de uso comum, para coleção
no mesmo quarteirão. Gostaria de saber a sua opinião
sobre essa distinção.
GROMOW
– Caro Beto,
Puxa vida já se vão vinte e três anos? Neste
tempo você se tornou referência em miniaturas customizadas
e acho que isto ajuda na minha resposta à sua pergunta,
pois o que você faz são itens especiais de coleção.
O que se esconde nesta química toda é o mistério
do colecionismo. Há algum tempo atrás escrevi uma
crônica “Colecionar ou não colecionar, eis
a questão” na qual falo sobre o assunto.
Mas é incrível
como as coisas mudam de figura. Falando de uma coleção
de objetos com a forma do Fusca, é incrível como
aquela peça simples, o Fusquinha de plástico injetado,
comprada numa feira, ao ser colocada na estante passa a ter um
valor agregado muito grande, agora é um item da coleção
e divide ombro a ombro o espaço com uma caríssima
miniatura daquelas numeradas. Outro exemplo é a escolha
de uma modelo, digamos a Giselle Bündchen, será que
você não conhece meninas mais bonitas do que ela?
Ocorre que a Giselle foi ungida pela sorte de ter sido “descoberta”
e soube se afirmar na carreira.
Vamos voltar à
sua pergunta, o que diferencia o Fusca de uso comum daquele que
irá ser “de coleção” é
o fato de aparecer um padrinho que adote o carro. Muitas vezes
o carro que passa para a categoria de colecionável é
aquele que estava em condições piores, ai pode ter
valido algum aspecto a mais, como algum elo sentimental. Por falar
nisto, você não fica com vontade de recuperar os
carros abandonados que vê por ai? Pena que não dá,
mas bem que a gente gostaria, não é mesmo? E assistir
às cenas de carros sendo triturados para virarem sucatas
para reciclagem, dá para agüentar tranqüilamente?
EDIVALDO
IDALGO FERNANDES, O EDI –Presidente
do Fusca Clube ABC - ABC Paulista, SP
Gromow, como se sente ao saber
que o recorde de Fuscas reunidos do Guinness Book, batido em 1995,
no autódromo de Interlagos, com 2.728 VWs, é responsabilidade
do seu comando no seu mandato de presidente do Fusca Clube do
Brasil, e que até hoje ninguém conseguiu superar
essa façanha?
GROMOW –
Meu caro Edivaldo Hidalgo Fernandez, aliás, EDI.
Pois é, dia primeiro de maio de 1995, Interlagos lotado
de Fuscas, Encontro Nacional dos Fuscas e Homenagem a Ayrton Senna
da Silva, fazia um ano de sua trágica morte. Já
tínhamos um recorde e o esquema de contagem com uma empresa
certificada pelo INMETRO estava armado, empresa esta que computou
a quebra de nosso próprio recorde, mais uma inclusão
no Livro Guinness dos Recordes em sua edição Brasileira.
Um "mar" de Fuscas em
Interlagos
Quem lê este
resumo nem de longe pode imaginar o que foi necessário
para tornar este evento uma realidade. Foi o trabalho de vários
meses, realizado junto à VW do Brasil que participou com
patrocínio. Estabelecimento de equipes de trabalho, definição
das atividades, interface com a Secretaria de Esportes Turismo
e Lazer da Prefeitura de São Paulo e assim por diante.
Algum dia eu coloco a história deste evento no papel, acho
que ele merece, pois foi memorável. Eu tirei férias
para poder finalizar os preparativos, como nos eventos anteriores,
e na reta final fazer a interface com a mídia; fazia isto
de casa com os recursos de que dispunha. Você deve lembrar
que as reuniões de organização do evento
foram feitas na churrasqueira de meu prédio. Um trabalho
profissional com recursos amadores, sem dúvida alguma.
Respondendo à
sua pergunta eu me orgulho do trabalho que realizei, e continuo
muito feliz pelo resultado, ainda tenho presentes os impactos
e emoções daquele dia e acho muito bom que este
recorde obtido com tantas dificuldades (e com o vento a favor
da homenagem ao Senna) ainda não tenha sido quebrado. Mesmo
a VW Alemã tentou organizar um evento em Berlim tendo como
uma das metas estabelecer um novo recorde, mas não conseguiu.
Destaco o trabalho de todos que se uniram naquela oportunidade
e, sob a minha liderança, fizeram as coisas acontecerem,
inclusive com o solitário vôo de um Fusca Itamar
pela rampa dirigido pelo Esteves, mestre das acrobacias, que chorou
de emoção ao concluir o salto.
JOSÉ
AUGUSTO, O ZÉ DO FUSCA – Comerciante
especializado na venda de peças e acessórios para
Volkswagens antigos - Belo Horizonte, MG
Meu caro e admirado amigo Alexander,
sempre que participo de encontros de carros antigos, percebo uma
falha que vem desagregando e enfraquecendo estes eventos. O fato
se resume à vaidade de "alguns" dirigentes, presidentes
de clubes e organizadores. Na verdade, estas pessoas ficam demasiadamente
envaidecidas quando são fotografadas, entrevistadas e aparecem
na mídia escrita, digital e televisiva ou os seus carros
têm algum lugar de destaque nas exposições
ou são premiados. Eu sei que vaidade faz parte da vida,
mas também sei que tudo em excesso traz algum prejuízo.
Acredito eu que se houvesse esta conscientização
e "união" entre os clubes e eventos, evitaria
a coincidência de datas destes eventos, a divisão
de grandes clubes em blocos menores, a população
de admiradores e possíveis colecionadores e o intercambio
de informações também aumentariam. Desta
forma o antigomobilismo só sairia ganhando. O que você
acha das minhas colocações? Um grande abraço
do amigo José Augusto...ZEDOFUSCA.
GROMOW –
Caro José Augusto, aliás, Zé do Fusca,
O aspecto que você levantou é bastante complexo e
muito atual. Na verdade há uma percepção
de quem está no foco de uma dada situação
e outra percepção de quem observa a primeira pessoa.
É parecido com a diferença entre “ser”
motorista ou “estar” pedestre. Ser o foco de atenções
é inerente a certos cargos de gestão, como presidente
de clubes, e se as pessoas fazem por merecer não há
o que se dizer contra. Por outro lado, quando aqueles que de um
lado não contribuem com o seu trabalho e de outro acham
que “merecem” aparecer e não aparecem se abre
o flanco para confusão.
A meu ver a vaidade pelo dever cumprido com louvor é justificada,
mas pode desagradar aos que não estão no foco dos
holofotes e contra atacam com a inveja. Sempre existirão
várias opiniões sobre uma mesma situação.
Isto são características humanas de comportamento
em grupo e não são exclusivas de clubes de automóveis...
O que ajuda muito
é o bom clima organizacional de uma agremiação.
Conheço entidades, como o Clube do Fusca de Poços
de Caldas, ou o Clube do Fusca de Mogi das Cruzes, só para
citar exemplos, onde o grupo é coeso, muitos participam
das atividades, todos dão suporte à diretoria e
o mundo ainda está em ordem. Os dirigentes têm destaque
na mídia e ninguém acha ruim, pois todos pensam
no clube.
A conscientização entre clubes que você cita
depende, na verdade, da conscientização dos envolvidos.
Uma organização é o reflexo direto de seus
dirigentes, e não é muito fácil mudar esta
realidade.
Eu, em meus tempos de presidente de clube, ocupei um foco destacado
em todos os tipos de mídia e eu gostava muito disto, mas
eu trabalhava para que as coisas acontecessem, pois com isto se
abria a possibilidade da tal exposição à
mídia.
Certamente este fato
atrapalhava a muitos que gostariam de aparecer (talvez até
se achassem com “direito” a aparecer), mas não
estavam dispostos a trabalhar para justificar isto. Praticamente
o único momento em que a minha exposição
à mídia não foi em decorrência a uma
atividade que eu tenha feito foi na volta do Fusca em 1993, mas
hoje o meu desempenho naquela oportunidade está à
disposição de todos na Internet, como é o
caso da memorável entrevista na então TV Jovem Pan.
Mas a sua questão
é mais ampla do que se pode responder neste espaço,
o que se espera é que o “caldeirão de vaidades
vazias” dê lugar a um clima sadio de trabalho em torno
de um ideal, mas para isto todos terão que remar no mesmo
sentido...
MAGNO
COSTA - Publicitário, idealizador
do encontro Classic Fusca, em Tiradentes - Belo Horizonte, MG
Meu caro amigo Alexander, foi com
muito prazer que tive a honra de receber você na nossa querida
cidade de Tiradentes, no Classic Fusca. Desde então nossa
amizade se fortalece cada vez mais. Em uma de nossas conversas,
você me disse que sempre recebe doações de
material, livros entre outros, de todo o Brasil e até do
mundo sobre o Fusca. Gostaria que você nos contasse o que
você faz e tem feito para preserva a história deste
carro que nós amamos tanto e se você tem interesse
no futuro de expor este material rico de pesquisa? Um grande abraço
e que Deus continue te iluminando sempre!
Foto de 1986 da revista
Microhobby para a qual Alexander Gromow escrevia. Computador
Sinclair Spectrum, dois micro drives, gravador k7, impressora
de papel estreito, joy stick, e o monitor era um televisor,
tudo sobre uma mesa adaptada. Assim que foi feito muito do
trabalho pelo Fusca.
GROMOW -
Estimado Magno,
De meu lado eu posso reiterar a alegria de ter podido participar
do Classic Fusca dando uma palestra e de ter conhecido você.
Agora vamos à
sua pergunta. Eu devo ter induzido você a um entendimento
errado sobre o que realmente ocorre. A maioria dos livros que
eu possuo foi comprada, inclusive estou esperando o livro novo
que o Dr. Bernd Wiersh escreveu sobre a Kombi. As raras coisas
que recebo são muito bem vindas, mas eu me lembro dos quinze
anos de pesquisa para o primeiro livro. Neste tempo eu tive que
aprender que entre nós há muitas pessoas que preferem
jogar documentos e matériais históricos fora em
vez de doar para quem pode fazer um bom uso destes tesouros. Naquela
oportunidade eu promovi uma campanha de abrangência nacional,
chamava “Em Busca do Fusca”. Escrevi para a imprensa
de todos os estados brasileiros e tive um carinhoso eco por parte
da imprensa. Até no Acre o meu release foi divulgado por
um jornal local, mas o retorno foi praticamente nulo, o que confirma
a indolência do brasileiro em questões de manutenção
de aspectos históricos. A curiosidade é que eu trabalhava
com um computador compatível com um TK-90 e lutava com
dificuldades, tudo era feito por correio, ainda não havia
a Internet.
Moro em apartamento
e a questão de espaço é crítica, tanto
que parte da minha grande coleção de miniaturas
está guardada em outro lugar. Os livros estão acomodados
nos espaços existentes e saem de lá quando é
necessário fazer alguma pesquisa, como foi o caso do preparo
da palestra lá de Tiradentes ou para este ou aquele artigo
para o Portal MAXICAR. A coleção é muito
grande e interessante, e os livros são em vários
idiomas. Na verdade eu nunca pensei em expor este material, mesmo
porque há muito pouca coisa em português.
Como eu continuo
na luta pela reconstituição da trajetória
do Fusca no Brasil, aproveito a deixa de sua pergunta e mantenho
aberta a possibilidade de receber material histórico. Portanto
quem tiver algo que possa contribuir com o meu trabalho envie
para mim ao invés de pura e simplesmente descartar.
MARCO
REBULI –FuscaKombimaníaco,
Entusiasta VW e Presidente do Kombi
Clube Curitiba - PR
Mestre Gromow, na sua busca sobre
dados e registros corretos sobre nossa paixão "o fusca",
você criou e perpetuou excelentes oportunidades para nós
leitores podermos aprender muito sobre este assunto, eu considero
seu nome como outro sinônimo para fusca no Brasil, sendo
assim lhe pergunto: o aumento gradativo do número de clubes
de fusca pelo Brasil nestes últimos anos, na sua opinião,
fortalecerá nosso país como uma potência de
admiração e respeito quanto a este icônico
automóvel?
GROMOW -
Caro Marco,
Boa pergunta... O aumento do interesse pelo Fusca é muito
importante e certamente representa a possibilidade de fortalecer
o Brasil como uma potência de admiração e
respeito para com este icônico automóvel.
Mas o que me deixa
acabrunhado é o fato de que cada novo grupo de admiradores
que se reúne para formar uma “Associação
de Amigos”, um “Clube”, ou outro tipo de “Comunidade
de Interesse Comum” tenha que trilhar as mesmas dificuldades
que os outros já trilharam quando seria possível
se partir de um pacote de informações básicas
para economizar tempo e dinheiro e canalizar os esforços
no que realmente interessa que é a preservação
dos carros e de sua história.
A minha solução
para isto seria a formação de uma Federação
Brasileira de Associações e Clubes de Fusca, que
ajudaria na formação de entidades interessadas no
Fusca e que se tornasse um elemento com representatividade nacional
no cenário Antigomobilista brasileiro e internacional.
Aliás, como já ocorre, por exemplo, na Colômbia.
Se os interesses
são semelhantes, se o objeto (Fusca e seus descendentes)
é o mesmo há um tremendo potencial de sinergia que
pode por si só representar vantagens para todos. É
obvio que uma Federação que reúna centena
de Clubes tem um poder de fogo muito maior do que os Clubes vistos
separadamente.
Aliás, a formação de uma Federação
estava em meus planos em meus tempos de presidente do Fusca Clube
do Brasil há quinze anos, mas isto é assunto para
outra oportunidade.
Fica ai a sugestão
para organizar a situação e promover a disseminação
organizada e com apoio de entidades dedicadas ao Fusca pelo Brasil,
bem como colaborar com as existentes para que estas, se quiserem,
passem para um estágio mais organizado.
SAMUEL
CORREA BUENO – Analista de Sistemas,
Fisico, dono do Fusca "Roger"
(1300/1977). É socio do Clube de Fuscas de Poços
de Caldas e é cicloativista, defendendo o uso consciente
dos meios de transporte - Rio Claro, SP
Caro Alexander, é sempre
uma satisfação trocar idéias com você
que sempre é um perfeccionista em tudo o que faz. Além
de dissecar a historia do VW Fusca e da Brasília, você
também tem se dedicado a contar a história da fabrica
brasileira Gurgel. Em um artigo seu, você afirma que "a
ANFAVEA fez uma reunião com o propósito especifico
de matar a Gurgel". Porém não encontrei mais
detalhes sobre esta tal reunião. Você poderia explanar
mais um pouco desta sua afirmação. Abraços
à Rosinha!
Gurgel X12
GROMOW –
Caro e “ligado” Samuel,
Acho que a maioria das pessoas não conhece o meu trabalho
na preservação do Gurgel refrigerado a ar e de sua
história. Trabalho este iniciado como parte de uma pesquisa
sobre os “derivados externos” do Fusca. Logo que me
deparei com os primeiros resultados de meu trabalho vi que o assunto
carecia de um trabalho mais profundo e foi o que eu acabei fazendo.
Agora sobre a sua
pergunta: certamente você não encontrará dados
sobre algo que foi decidido à sorrelfa, numa reunião
que, ao que parece, foi a portas fechadas e obviamente sem ata
de reunião ou comunicado à imprensa. Eu soube deste
fato através do desabafo de um dos participantes desta
reunião, falecido há alguns anos em decorrência
de um infarto fulminante. Ele era executivo de uma fabricante
de caminhões, isto mostra que o assunto foi tratado por
todos. Na situação atual, minha fonte tendo falecido,
não há como fazer um aprofundamento deste assunto.
Em tempo, quem ficou
curioso em ver o trabalho de preservação do Gurgel
apresento o site que é: www.gurgelbrasil.com
CLÁUDIA
FLORIANO – Presidente da Confraria do
Fusca - São Paulo, SP
Alexander, como expert em VW, principalmente
Fuscas, poliglota, com um rol de amigos e correspondentes pelo
mundo todo, qual a sua avaliação sobre a participação
da mulher, no mundo, neste meio de apaixonados pelo Fusca, um
ícone na história da indústria automotiva?
Houve um aumento da participação feminina, efetivamente
como ocorreu em outras áreas como educação
e trabalho, ou elas permanecem no banco de passageiro do Fusca
e só se envolvem para acompanhar seus maridos?
Em sentido horário:
Heide-Marie Van der Au, Aline Sacramento, Ângela Barony
e Edenise Carratu
GROMOW –
Salve Cláudia,
Sua pergunta remete ao status
quo de menino brincar com carrinhos e menina com bonecas,
mas será que esta situação continua a vigir?
Em linhas gerais eu acho que sim tanto que as exceções
marcam fortemente por sua presença, mas não estou
muito certo sobre os motivos que levam a esta situação.
Por falar nisto, atualmente na Alemanha se discute sobre o estabelecimento
de cotas para aumentar a presença de mulheres em níveis
executivos, tanto do governo como das empresas. Neste contexto
foi feita um pesquisa entre mulheres profissionalmente engajadas
e o resultado foi surpreendente: a maioria das pesquisadas NÃO
tinha aspirações a cargos executivos, preferiam
ficar onde estavam. Não sei se este estudo ajuda a esclarecer
que as mulheres que vêm se destacando com uma participação
mais efetiva também no Antigomobilismo possuem motivadores
bastante fortes que por si só as diferenciam muito das
demais. Eu tenho alguns exemplos de mulheres que se destacam no
meio do Carro Antigo aqui e fora do Brasil.
Vamos começar
com a Cláudia Floriano, militante do Sedan Clube do Brasil
na década de 80. Juntamente com seu irmão Bob e
um seleto grupo de pessoas formou o núcleo que depois foi
a população da Confraria do Fusca de São
Paulo da qual ela foi uma das fundadoras e continua a dirigir.
Hoje a Confraria do Fusca é sinônimo de confiabilidade,
bons eventos e qualidade no plantel de veículos de seus
membros.
Atravessando o Oceano
Atlântico chegamos à cidade de Halfway House na África
do Sul onde mora a Heide-Marie Van der Au, uma ativista em tudo
que se liga ao Fusca e à VW. Organiza vários eventos,
tem uma empresa de criação dedicada a coisas de
automóvel. Colaborou comigo na elaboração
do logotipo de despedida do motor VW Boxer.
Agora vamos para
a bucólica cidade mineira de São João Del
Rei, onde mora mais uma mulher incrível, a Aline Sacramento,
mignon no tamanho, porém gigante na energia, criatividade
e vontade de trabalhar em seus excelentes eventos. Ela preside
a ASVA - Associação Sanjoanense de Veículos
Antigos.
Ainda de Minas Gerais,
o Jeep Clube de Nova Era é dirigido por uma mulher, a Ângela
Barony, que fundou e coordena com beleza, charme e determinação
um clube que até pouco tempo atrás era uma praia
tipicamente masculina.
Não posso
esquecer-me de citar a “SFAA - Sociedade Feminina de Automóveis
Antigos” de Vinhedo em São Paulo, um ativo clube
fundado e gerido há 16 anos pela Edenise Carratu, hoje
uma vigorosa, ativa e “charmosa Penélope - vovó”.
Mas não há
dúvidas que em muitos casos as mulheres acompanham os homens
em eventos “por força do ofício”, pois
o Antigmobilismo não é a praia delas... Acho que
estes exemplos mostram que existem expoentes do antigomobilismo
de saias com um merecido destaque. O espaço existe, não
acredito que existam barreiras instransponíveis para a
participação vitoriosa da mulher no hobby, mas o
interesse e empenho para tal é um pré-requisito,
tanto para mulher, como para homens também.
REINALDO
ABRAÃO – Um dos mais antigos
sócios do Fusca Clube do Brasil - São Paulo, SP
Alexander, meu grande amigo,
Sei que você não é um colecionador, mas um
historiador e exímio conhecedor de toda a historia deste
carrinho que é no mínimo 60% da história
de nossa industria automobilística. Você tem lembrança
em que dia de sua vida toda essa paixão por um Fusca começou?
O que significa para você, "guardar um carro"
- "conservar um carro" enfim "AMAR UM FUSCA"?
Quando tudo começou?
Á esquerda o
Dr. Leicher e à direita o pai de Alexander Gromow.
Ao fundo o primeiro Fusca em que andou sobre um precária
balsa fluvial
GROMOW –
Caro Abraão,
Eu não sei dizer bem onde colocar um limite para definir
um começo e a coisa complicou mais ainda quando eu comecei
a pensar em como responder à sua pergunta. Com o tempo
parece que o “campo de varredura” de nossa mente vai
se ampliando e olhe só o que acabou saindo disto tudo.
Cheguei à
conclusão que o processo teve duas fases, uma subconsciente
e outra consciente. A fase subconsciente começou quando
eu era um menino de 8 anos e morava em Porto Alegre, no Rio Grande
do Sul. Pois é, foi em 1955 que eu andei a primeira vez
num Fusca; pertencia ao Dr. Leicher que era chefe de meu pai e
o melhor da história é que eu encontrei a foto deste
Fusca. No sul muitos funcionários de empresas alemãs
traziam Fuscas como bagagem quando eram delegados por um tempo
mais longo. Depois veio o Sr. Jägers que usava a caixa que
transportou o Fusca como garagem. O gostoso era que a minha irmã
e eu tínhamos dois Fuscas para passear de vez em quando
e onde? Obviamente no bagagito, lugar preferido por 10 entre 10
crianças. Outro marco em minha infância ocorreu em
1958 quando minha mãe trouxe um Fusca de plástico
da Alemanha e que tenho até hoje! Eu sempre me perguntei
o motivo daquele brinquedo ter atravessado décadas... Em
meados dos anos 60 mudamos para São Paulo. Depois de ter
um Chevrolet 47, meu ano de nascimento, que eu chamava de Titio
(pois para mano ele estava meio depredado) veio o primeiro e único
Fusca de minha vida em 1970 e que me acompanha até hoje.
Miniatura Faller em
plástico. Dada a Gromow por sua mãe em 1958.
Encontra-se neste estado hoje
Do subliminar as
coisas foram passando para o racional. Num certo dia de 1985 em
vinha descendo a Heitor Penteado com meu Fusca, quando um Fusca
verde de duas janelinhas acenou para que eu parasse. Era o Gavino
que me falou do evento “Passeio ao Pico do Jaraguá”
que o Sedan Clube estava organizando – lindo passeio dia
10/11/1985. Acho que daí em diante você conhece a
história.
Eu comecei a me
interessar e estudar a história do Fusca, que é
realmente intrigante e cativante. Comecei a juntar material que
depois resultou no primeiro livro lançado 15 anos depois.
O resto foi um pouco de sangue, suor, lágrimas e muita
motivação e empenho no que faço. Alguns chamam
isto de idealismo.
Cada um deve ter
a sua definição do que seja “amar um Fusca”
A minha tem o envolvimento de uma vida aliada a uma dedicação
por muitos anos, com uma militância que ultrapassa nossas
fronteiras e que não tem hora para acabar e é o
que tentei resumir acima.
Maxicar.com.br - O seu portal de veículos antigos
COMENTÁRIOS PARA ESTA
MATÉRIA
Data: 1/4/2010 Nome: Email: Mensagem:
Data: 1/4/2010 Nome: Rebuli / Kombi Clube Curitiba Email: rebuli.marco@electrolux.com.br Mensagem: Mestre...mais uma vez tive a oportunidade de poder lhe fazer mais uma pergunta...e como tenho lhe perguntado, e sempre sua resposta nos atende em completo, lembro-me de quando me permitiu ler suas palavras sobre o dia mundial do fusca, no encontro que realizei aqui em Curiitba (www.encontrosautomotivos.nafoto.net), aind ame lembro do silêncio, respeito e da atenção de todos os presentes em ouvir sua palavras, me sinto orgulhoso por ter podido representá-lo e por sempre ser prontamente atendido pela sua pessoa. Otimas perguntas, respostas diretas e objetivas. Obrigado mais uma vez a você e a MAXICAR por esta oportunidade de mais material sobre nossa paixão comum... "fusca não enferruja...se transforma em ouro!!!". Aquele abraço Mestre Rebuli / curitiba - (0\!/0)
Data: 1/4/2010 Nome: Elói Martins Diniz da Silva Email: eloi.diniz@gmail.com Mensagem: Há ± 2 anos conheço o Alexander, mais precisamente nosso primeiro contato foi no dia 05/02/2008, 3ª-feira de carnaval. Não foi pulando carnaval que nos conhecemos e sim uma possibilidade de trabalho que nos aproximou. Desde então é um prazer ver a sabedoria e o conhecimento desse "brasileiro" amante do Fusca. Já conversamos várias e várias vezes via Skype. É sempre impressionante o conhecimento e a sabedoria dele, e o principal, não somente falando de fusca. Tornamos-nos grandes amigos e louvo a Deus por tê-lo conhecido, pois é uma pessoa que sempre está disposta a passar os seus conhecimentos sem nenhuma pretensão. Conversar com o Sr. Gromow é sempre uma aula de aprendizado, sem contar a descontração e a alegria com que ministra seus conhecimentos. Parabéns por mais esta aula!!!
Data: 1/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Marco, Aproveito para agradecer a você por ter feito parte da “banca examinadora” desta interessante e desafiadora sabatina. Espero que a idéia da Federação de Clubes de Carros Movidos a motores VW Boxer, pois assim a denominação é mais democrática e abrange um contingente real de carros direta e indiretamente ligados à marca VW – unidos pelo cordão umbelical do motor criado por Porsche e sua equipe, se torne uma realidade o mais breve possível. Lembro da passagem de sua leitura de minha mensagem, mas os méritos de orgenizar todo o evento foram seus. Foi você que me pediu para elaborar a mensagem, já pensando no protocolo do evento. Muito bom! Grato e um abraço Alexander
Data: 1/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Elói, Para mim, conhecer você também foi muito importante, tanto profissionalmente como pessoalmente. Tentar passar o que aprendi sempre foi uma das atividades que mais me cativa. Tenho um currículo interessante nisto desde aluas em preparatório para Admissão ao Ginásio, Ginásio, Madureza em bairro de periferia, aulas particulares e Universidade. Portanto quando posso bater um papo com pessoas que se interessam em ouvir eu me sinto muito bem. Talvez seja este o motivo da impressão que você expressou. Grato por seu comentário, por sua amizade e por sua ajuda em meu trabalho internacional que estou lutando para concluir. Um grande abraço e fique com Deus nesta Páscoa. Alexander
Data: 1/4/2010 Nome: PAULO MOTA ( FUSCA+CARRETA) Email: paulomota1214@hotmail.com Mensagem: ótima materia,ótimas perguntas e ótimas respostas,Alexander G. obrigado por tantas informaçoes,vc é muito especial neste mundo dos fuscamaniacos ,obrigado.
Data: 2/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Paulo Mota, Agradeço suas palavras e o prestígio de sua leitura desta interessante sabatina. Um abraço Alexander
Data: 2/4/2010 Nome: Nilmar Costa Email: (recebido por e-mail) Mensagem: Bom dia, novamente. Uau, bicho, que matéria super bacana esta, é história e registro puro. Realmente sublime. Adoro poder receber estes maravilhosos relatos. Abraços, Nilmar Costa.
Data: 2/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Nilmar Costa, É verdade, este tipo de entrevista abre espaço para relatos que são história e registros e que na verdade são interessantes para quem é entrevistado também. Como assim? Sim, pois outras pessoas podem ter dúvidas semelhantes e a divulgação das respostas ajuda a formar um quadro sobre o entrevistado. Eu reconheci este fato antes e já divulguei a versão “unabridged”, ou seja, não editada da entrevista que a Viviane Reis fez tempos atrás. Como as respostas estão ilustradas eu pude usá-las em várias outras oportunidades: http://www.fuscabrasil.net/entrevista/inicio_F.htm. Grato por seu comentário e um abraço Alexander
Data: 2/4/2010 Nome: Beto Cridê Email: (recebido por e-mail) Mensagem: Que bacana! Falar com vc, mesmo pelo site!
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!
ABS Boa Páscoa
Data: 2/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Beto Cridê, Bela pergunta a sua, ela juntamente com as doze outras formaram um leque interessante de assuntos que não se ativeram a lugares comuns, mas permitiram explorar o que eu tenho a dizer sobre vários assuntos. Fiquei contente com a sua participação e agradeço à sua pergunta. Para mim ter sido escolhido para estar nesta importante berlinda foi muito bom, mais um marco em minha trajetória de trabalho de tantos anos e que você acompanha há 23. Aproveito para agradecer e também para parabenizar a você pelo incrível trabalho que você tem perfeccionado a cada dia que passa na elaboração de miniaturas temáticas e personalizadas, algo de primeiríssima qualidade. Um abraço e “muitos ovinhos coloridos” Alexander
Data: 2/4/2010 Nome: Juliano Dalla Rosa Email: clubedofuscapocos@yahoo.com.br Mensagem: Caro Gromow,
Bem.. dizer que sou seu fã de carteirinha ja esta ficando até chato..rsrsr
Fiquei muito lisongeado em poder participar desta "sabatina".
Mais uma vez uma aula de historia e simpatia..
Uma homenagem mais do que merecida..
Poderiamos ficar aqui horas e horas falando de Fuscas e sempre aprendendo cada vez mais com o Sr. Sempre uma novidade..
Novamente agradeço por tudo que fez e faz pelo nosso querido Fusca.
Um grande abraço dos mineiros, do seu amigo aqui e de toda Familia FuscaPoços!!
Abs
Juliano Dalla Rosa
Data: 2/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Vice-Presidente! Caro Amigo Juliano,
Você não só participou com a sua interessante e “reveladora” pergunta, pois muita gente não conhecia a história da Kombi Série Prata, como sei que você prestou um importante suporte para a realização da sabatina. O que eu agradeço muito!
As perguntas foram todas muito interessantes e eu as respondi do melhor modo possível, sei que algumas respostas ficaram longas, mas antes isto do que deixar espaço para alguma ponta solta. Reitero o que eu disse na resposta ao Zé do Fusca sobre o excelente clima organizacional que a Família FuscaPoços brinda a si mesmo e à coletividade. Isto merece destaque.
Tomara que minhas respostas ajudem em algo e eu permaneço à dosposição para esclarecer o que estiver a meu alcance.
Um abraço e Boa Páscoa Alexander
Data: 2/4/2010 Nome: Ronaldo Magrão Email: magraovw@ig.com.br Mensagem: Alexander,um idealista,um sonhador que sem dúvida esta marcando sua trajetória no planeta com seu empenho de preservação em relação a VW, e a poucos mêses conheceu outro historiador e funcionario da VW do Brasil Valdeci Arrais (engenheiro eletronico),que tem um acêrvo incalculavel de fotos e materias da fabrica da VW de São Bernardo do Campo e agora estão trocando conhecimentos para enriquecer ainda mais a bonita historia do nosso fusca e a familia VW. Um fato marcante que precenciei na vida do GROMOV foi a reunião do Fusca Clube do Brasil aonde ele foi praticamente expulso do cargo da presidência e eu Magrão fui um dos unicos que tomou as dores indo a favor do trabalho por ele desenvolvido durante sua permanencia na frente do Fusca Clube do Brasil,desconheço outa pessoa que exerce um carinho tão grandioso quando se tratando de Fuscas e a familia VW,meu profundo respeito e admiração pelo belo exemplo que é este Homem, ALEXANDER GROMOV. UMPUTABRAÇO,Ronaldo Magrão.
Data: 3/4/2010 Nome: Jorge Purgly Email: jorgepurgly@gmail.com Mensagem: Caro amigo, Parabéns! Um forte abraço, Jorge
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Ronaldo Magrão, Realmente o Arrais tem um acervo muito interessante que está sendo colocado à disposição através de colagens em vídeo no YouTube – tornando sua divulgação ao alcance de todos de uma forma democrática. O outro assunto que você tocou é uma questão importante e que merece atenção. Acho que a sua percepção do que ocorreu foi temperada por nossa amizade e pelo absurdo de tudo que estava ocorrendo e pode ter sido um pouco exagerada. Antes disto, muitas pessoas de fora do clube que viam o meu trabalho comentavam comigo que o clube era em grande parte eu e meu trabalho, mas para mim era difícil entender aquilo e eu continuava a trabalhar muito por aquela agremiação. Quando o clima se tornou difícil, como na reunião que você citou, eu decidi sair e tomei o rumo da renuncia num dia carismático 20 de janeiro de 1998, depois de 13 anos de trabalho. O seu comentário torna necessário que eu entre mais a fundo em detalhes e fazer isto aqui é difícil pela falta de espaço, portanto fiz uma página com anexos (carta de demissão, carta de despedida - histórico de trabalho e cartas de diretores da VW) o link é o seguinte: http://www.gromow.com/FCB/FC-do_B.htm. Agradeço às suas palavras e envio meus desejos de uma Boa Páscoa Alexander
Data: 3/4/2010 Nome: Luis Gomes Nabo Email: lrgorto@terra.com.br Mensagem: Parabéns Gromow e a todos os que participaram das perguntas,. Realmente um Forum com conteúdo de alto nível, com questionamentos e respostas raras, de quem ama e entende do assunto. Aliás, tentar explicar e entender o carinho que sentimos pelo grande Fusca é tão difícil quanto tentar entender a origem do Universo ! Um grande abraço a todos. Luis Roberto - Ortodontista - Poços de Caldas - Fã e Colecionador do VW Ar.
Data: 3/4/2010 Nome: Ideraldo Email: ideraldo_cruz@uol.com.br Mensagem: Bela matéria, Gromow! legal a participação dos aficcionados e fuscamaníacos. Sem querer incitá-lo, você poderia capitanear um belo site na web. Assunto é o que não faltará e creio que colaboradores menos ainda!
Um abraço! Clube do Fusca de Poços de Caldas.
Data: 3/4/2010 Nome: Gunther Brunckhorst Email: gunther@brunckhorst.com.br Mensagem: Essa enciclopédia simpática ambulante já deve ter recebido a Gran Cruz da VW. Se não recebeu, o Sr. Ferdinand Porsche deve estar dando socos em seu caixão e puxando a orelha do presidente mundial. Alexander, Você merece todas as condecorações. Parabéns!
Data: 3/4/2010 Nome: Romeu Nardini Email: meco98@uol.com.br Mensagem: Mestre Gromow, foi um prazer enorme ter sido convidado ao lado de "feras", para ser um dos "perguntadores" dessa deliciosa entrevista. E fiquei mais feliz ainda por ter recebido de você uma resposta tão completa e atenciosa. Suas respostas são verdadeiras aulas. Valeu Mestre! Grande abraço. Feliz Páscoa.
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Grande Purgly, Obrigado pelo prestígio de sua leitura! Um abraço Alexander
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Luis Gomes Nabo, Agradeço a seus comentários e concordo com a dificuldade de encontrar uma definição para o motivo que nos leva a gostar do Fusca. Acho que antes dsto vão descobrir a origem do Universo com as experiências que estão sendo feitas na Suíça. Um abraço Alexander
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Presidente! Salve Ideraldo, Grato por seu comentário sobre a sabatina e os entrevistadores. A idéia do Site é interessante e o que posso oferecer de imediato é a minha Coluna Volkswagen World no Portal MAXICAR. Há espaço para um trabalho no sentido que você está propondo. Fico à sua disposição para receber as suas sugestões para este tipo de trabalho. Um abraço Alexander
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Gunther, A preservação histórica não é o forte da VW do Brasil, quem dirá conferir uma medalha... Mas existem pessoas da VW que reconhecem o trabalho que fiz, exemplos disto podem ser vistos nas cartas que recebi quando renunciei ao cargo de Presidente do FC do Brasil, como é o caso da carta do Miguel Jorge, hoje ministro: http://www.gromow.com/FCB/19980310-Miguel-Jorge.pdf . Na verdade o que importa é o apoio como o seu que dá a força necessária para continuar com o trabalho. Um abraço Alexander
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Romeu, Confesso que inicialmente fiquei preocupado com a responsabilidade que a participação na qualidade de entrevistado na Roda de Amigos representa, principalmente considerando meus antecessores, o Bird Clemente e o Og Posoli, incríveis ícones em suas áreas de atuação. Num misto de alegria e preocupação eu aceitei o convite. É sem dúvida um motivo de orgulho ser a “bola da vez” nesta oportunidade! No caso da sua pergunta não havia como simplificar, é uma questão incrivelmente complexa e “deliciosamente” desafiadora. Espero que assim como você os demais “feras” que fizeram perguntas também ficaram satisfeitos com as respostas recebidas. Muito obrigado pela pergunta e pelo comentário. Um abraço Alexande
Data: 3/4/2010 Nome: Abrahão Email: jrabrahao@terra.com.br Mensagem: Grande amigo Alexander, para mim foi muita honra ter recebido o convite para participar de sua entrevista, e lendo sua resposta, chego a conclusão que voce é um Fusca. Um Fusca na genialidade, na praticidade de sua escrita, na humildade de sua capacidade, enfim, queria agradecer por ser um de seus amigos. Realmente foi após o passeio do Pico do Jaragua (tomei conhecimento pelos jornais) que procurei participar do clube do Fusca e não posso esquecer de seus conselhos e orientações que fizeram meu fusca ficar famoso. Precisamos nos ver mais... Abraço, Abrahão
Data: 3/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro e admirado amigo Abrahão, A plêiade de pessoas especiais que formou a “banca examinadora” desta minha sabatina foi realmente especial e eu tive muita sorte com o grupo que foi composto e alegria de ter recebido a sua pergunta. A resposta foi temperada por duas fotos que são inéditas, a do primeiro Fusca que andei em 1955 e a da miniatura que minha mãe trouxe da Alemanha para mim em 1958. Mas há duas outras fotos que eu gostaria de mostrar para você, a do Citroën 1951 – o “Pata Choca” de meu pai (na garagem da casa dele em São Paulo) http://img683.imageshack.us/i/fotosconjunto11.jpg/ e a do meu Chevrolet Fleetmaster 1947 – o “Titio” (minha irmã Ingrid e eu partindo para Porto Alegre e minha mãe atrás do portão conferindo os acontecimentos) http://img542.imageshack.us/i/viagemportoalegre196902.jpg/, que antecederam o “Rosinha” em minha vida automotiva. Bem isto foi antes de 1970. Acho que vale à pena fazer um artigo sobre aquele passeio ao Pico do Jaraguá, uma pena que não se tinha a possibilidade de hoje de filmar com a facilidade que temos, pois foi um evento muito lindo mesmo! Quanto à nossa amizade, eu sou muito grato de ter você como amigo também então ambos temos que agradecer... Muito obrigado. Alexander
Data: 4/4/2010 Nome: Alfredo Araujo Email: araujomecanico@hotmail.com Mensagem: Excelente, esse "Bate-papo refrigerado a ar". Bateu-me a emoção pelo fato de ter participado, como guri de oficina, de uma fatia da vida do VW sedan, como o chamavam nos anos 60. Aqui em Campina Grande acontecerá o 1º Fuscampina que aguardo com ansiedade, pois certamente, parafraseando Roberto Carlos, "serão muitas as emoções".
Data: 4/4/2010 Nome: Tulio Lazarini Email: tulio.lazarini@gmail.com Mensagem: Confrade Gromow, estes doze "apóstolos" tiveram a imensa alegria de bater um belo papo contigo. Quem sabe em breve, quando estiver em São Paulo, não terei o mesmo privilégio? Parabéns, uma vez mais, pelas belas respostas. Em relação à preservação da história do VW Sedan, há de se destacar aqui não apenas o seu trabalho incansável (quando sairá o próximo livro? Senha n°1 na mão!), mas também o trabalho de vários confrades que postam regularmente no Fórum Fusca Brasil, especialmente os que zelam pelos tópicos de originalidade. Dezenas de Fuscas são restaurados com base no acervo recolhido, catalogado e gentilmente compartilhado com os demais confrades do país pela Internet. Tenho, também, buscado apoio na literatura estrangeira: adquiri recentemente o título "Small Wonder", escrito por Walter H. Nelson sobre a história 'do' Volkswagen e 'da' Volkswagen no mercado europeu e americano, mas ainda nos faltam referências sobre a história da Volks no Brasil. Como você já fez um excelente trabalho nesse sentido no "Eu Amo Fusca I", quem sabe o Valdeci Arrais não empunha a pena e começa a registrar a parte da história da qual foi testemunha? Quando se digita "Beetle" na livraria da Amazon, retornam tantos títulos... mas quando digitamos "Fusca" numa livraria brasileira, não retorna quase nada. E isso porque o Fusca não teve, no mercado americano, um décimo da importância que ele teve no mercado brasileiro. E então, vamos registrar a nossa história, para que nossos filhos e netos saibam como foram nossos primeiros anos de indústria automobilística? E nosso museu, podemos começar a montar um 'museu virtual' onde possamos compartilhar nossos acervos pessoais? Me disponho a ajudar em todos os projetos nesse sentido!
Saudações refrigeradas a ar, confrade!
Tulio Lazarini (amigão do Miguel) VW Boxer Clube de Brasília
Data: 4/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Alfredo Araujo, Grato por seu comentário sobre o bate papo 13 x1. Achei muito interessante o seu comentário sobre o nome usado para o Fusca em 1960 ai em Campina Grande: VW Sedan. Este era o nome que sucedeu ao primeiro que foi “Volkswagen de Passageiros” visto que o primeiro veículo fabricado pela VW no Brasil foi a Kombi que tinha uma vocação maior para transporte de carga. Já no sul praticamente desde o início foi usado o Fuca e Fuqui. Depois veio o Fusca... Desejo muito sucesso no 1º Fuscampina, depois conta como foi. Saudações Alexander
Data: 4/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Confrade Túlio, Está faltando um “Apóstolo” em sua contagem, foram 13 os participantes desta Roda de Amigos do Portal MAXICAR. Acho que já estamos tendo a oportunidade de trocar idéias eletronicamente, mas certamente “de corpo presente”, como a gente costumava falar em jargão de rádio-amador, será motivo de satisfação! A não ser que você classifique o amigo Miguel Pinheiro com uma “gradação” superior a “Apóstolo”? Não tenho como acompanhar o que você informou sobre o Fórum Fusca Brasil, pois não participo mais dele. O livro do Walter H. Nelson é um clássico de todos os tempos – parabéns pela compra. Eu poderia citar outros, já tenho mais de 60 que classifico importantes, fora os “trash”. A meu ver o “Small Wonder” é que deveria ser traduzido e impresso aqui no Brasil, não o livro sobre Ganz de Paul Shilperood (a tal história do judeu que diz ser pai do Fusca). O Valdeci Arrais certamente possui um material importante que ele está disponibilizando no YouTube, vale à pena conferir. Já colocar coisas no papel não é uma atividade automática, há uma série de condições de contorno para que isto possa ocorrer. Mas eu concordo com você que seria muito interessante que ele e outros que sejam detentores de conhecimentos e experiências colocassem isto no papel para que outros pudessem ter acesso hoje, amanhã e no futuro. Eu detectei a falta de livros sobre o Fusca já na década de 80, quando havia somente um ou dois livros sobre manutenção – dicas de reparos. Um deles tinha algumas palavras sobre a história do carro, eu tenho este livro também. Foi este fato que me levou a pesquisar e escrever o livro 1. Mas certamente há muito a fazer e sei que há um livro que a Alaúde ira lançar este ano que, ao contrário do meu, está sendo feito com mais recursos. Uma boa notícia para os fuscamaniacos brasileiros. Acho ótima a idéia do Museu Virtual, o que falta é encontrar tempo para tocar também este projeto. Grato e um abraço Alexander
Foi um enorme prazer ler na íntegra sua entrevista sobre o tão amado e venerável fusca, que sabatina hein? Embora minha maior paixão seja por motos clássicas da década de 70, eu não consigo deixar de ver e procuro sempre que posso acompanhar os artigos sobre carros antigos e, sua sabatina me chamou a atenção por 2 coisas: o respeito que você conquistou dos apaixonados pelo fusca e o seu profundo conhecimento por esta máquina que ainda apaixona uma legião de fãs em todo o mundo. Quem sabe um dia eu terei o prazer de conhecê-lo e poder cumprimentá-lo. Parabéns por esta paixão!! Abs, Álvaro Manso
Data: 4/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Álvaro Manso, A sua paixão por motos clássicas inclui a Moto Amazonas? Ela vinha equipada com um motor VW Boxer refrigerado a ar com 1600 cm3 (http://www.gromow.com/vwengine/Moto-Amazonas.jpg). Por falar nisto, na minha interpretação o que une os Fuscamaniacos “em geral”, se podemos dizer assim, é exatamente o motor VW Boxer, se este for o critério a Moto Amazoas faz parte desta família, bem como os parentes próximos, fabricados pela VW e os parentes distantes que usaram a mecânica do Fusca, Puma, Gurgel refrigerado a ar, Lafer MP, e assim por diante. Agradeço às suas considerações que me deixam lisonjeado bem como também fico esperando por uma oportunidade para um bom papo. Saudações Alexander
Data: 5/4/2010 Nome: Alvaro Manso Email: af.manso@uol.com.br Mensagem: Caro Alexander,
É claro que a minha paixão inclui as belíssimas Amazonas que teve início de produção em 1978, afinal foram motos muito respeitadas na época e exportadas até para o Japão, paí esse com enorme tradição fabricação e de grande exportador de motos pelo mundo afora. O Brasil com a moto Amazonas foi precursor fabricante de máquinas acima de 1.600cc, um sucesso para a época!! Caso tenha interesse, tem um artigo muito legal sobre esta maravilha de máquina no site www.motosclassicas70.com.br , clique no link, procure por TEST-DRIVE - Álbum e procure por Amazonas, é a penúltima moto do Test-Drive. Espero te encontrar um dia para conversarmos mais sobre estas máquinas fantásticas que nos deixam embriagados de prazer. Um grande abraço, Álvaro
Data: 5/4/2010 Nome: Rogério Caldas de oliveira Email: 911.rogerio@gmail.com Mensagem: GromoW! Esta matéria, sendo classificada com a terceira na página, Roda de Amigos, lhe coloca no Hall of Fame, juntamente com o Og e o Bird! Mas, embora seja uma grande homenagem a você, o mais importante é o compartilhamento de todo seu conhecimento adquirido neste 23 anos de luta em pró do Fusca! Minha paixão pela VW e em especial, o Fusca, teve um grande enriquecimento depois que lhe conheci! Não é confentes, que estou jogando em você e sim um real agradecimento, por poder lhe conhecer!!!
Parabéns!!
Data: 5/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Rogério, Grato por seu comentário. Na verdade são mais do que 23 anos, este tempo é o tempo que o Beto Cridê me conhece. A minha senda em prol do Fusca tem mais do que 30 anos de um trabalho intenso. Sei de sua paixão pelo Fusca, de suas coleções de miniaturas e livros e do interesse que você tem pelo assunto, fato que só merece elogios. Um abraço Alexander
Data: 6/4/2010 Nome: Magno Costa Email: magno@agenciab4.com.br Mensagem: Obrigado mais uma vez por dividir e nos prestigiar com todo este conhecimento. Um livro vivo da historia da VW. Um Grande abraço e muitas felicidades sempre, este ano estamos juntos novamente.
Data: 6/4/2010 Nome: Alexander M. Fleming Email: am.fleming@hotmail.com Mensagem: Caro Gromow,
Cada resposta reflete os muitos anos de sua dedicação ao FUSCA e à sua história, incluindo os bastidores da mesma, que às vezes é a melhor parte. Nós só podemos te agradecer por dividi-los conosco.
Abraços !
Fleming
Data: 7/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro amigo Magno, Este livro ainda tem muitas páginas em branco aguardando textos novos... E esta é a meta, ir preenchendo os vazios com novas descobertas, complementando detalhes, eventualmente acertando o que carece de uma verificação, e assim continuando na senda pela história do Fusca. Um grande abraço Alexander
Data: 7/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Fleming, Grato pelo prestígio da sua leitura. A minha idéia sempre foi de dividir as histórias, e lembro que a parte mais importante é que só podemos dividir se tivermos com quem fazê-lo. Ai vem a minha vez de agradecer também a você por permitir que esta divisão ocorra. Um grande abraço Alexander
Data: 11/4/2010 Nome: Ervin Moretti Email: (recebido por e-mail) Mensagem: Caro Alexander:
Parabéns pela matéria e pela originalidade da idéia de reunir conhecias pessoas Fuscamíacas, para sabatiná-lo a respeito do Fusca.
Gostaria de ter tido a oportunidade de fazer-lhe uma pergunta, e então a faço agora:
No balanço final, depois de tantas conquistas e tantos percalços, você considera que o fato de gostar tanto do Fusca, lhe trouxe mais alegrias do que tristezas? Poderia contar algumas das alegrias?
Abração.
Ervin
Data: 11/4/2010 Nome: Alexander Gromow Email: a.gromow@hotmail.com Mensagem: Caro Erwin, Inicialmente eu gostaria de esclarecer que eu não tive ação direta na escolha de meus entrevistadores, que foram escolhidos pelo pessoal do Portal MAXICAR, devidamente assessorados por um grupo de experts no assunto, mas certamente tive sorte com a escolha que foi feita. O esquema da coluna Roda de Amigos é uma excelente criação do Fernando Barenco que está na sua terceira edição, já tendo sabatinado o Bird Clemente e o Og Pozoli.
Bem diz o ditado: -“nem tudo são flores...” Certamente o balanço da coluna alegrias vence. Mais ainda depois que eu comecei a me preservar, dentro do possível. Um dos modos de se preservar é procurar estar em contato com pessoas que estão na mesma sintonia que a gente e evitar os demais. Nem sempre dá, mas a gente tem que fazer a sua própria parte neste jogo. Para tanto o uso consciente do procedimento “O incomodado que se mude (ou que saia)” é muito interessante quando aplicado pela gente mesmo para uma cautelar salvaguarda, uma auto defesa tipo pró-ativa.
As alegrias foram muitas, e continuam a acontecer. Fazer uma lista seria enfadonho, mas certamente posso citar: o espontâneo artigo que o Fusca Clube de Antalaia na Turquia escreveu sobre mim, o fato de dar a palestra sobre a história do Fusca em Tiradentes, coisa que eu ainda não tinha feito. O lançamento de meus livros, com direito a fila de mais de uma hora para o pessoal ganhar seu autógrafo, e por ai vai. Os depoimentos das pessoas que reconhecem o meu trabalho e são solidários com ele. Enfim, como eu disse, muito depende do meio em que você está e das pessoas que te cercam, mas pouco se pode fazer contra inveja, maledicência gratuita e a ação de pessoas com mau caráter. E nestes casos o que complica é o momento em que eu me conscientizo de ter feito um julgamento errado sobre este ou aquele camarada achando que eram pessoas boas, mas é um risco que se corre quando se é uma pessoa, digamos, pública. Espero ter respondido à sua pergunta a qual agradeço Alexander
Data: 27/12/2010 Nome: mauro donizete rodrigues da silva Email: maurozetzet@yahoo.com.br Mensagem: ola todos apaixonados pelos carros antigos gostaria de anunciar que tenho um belo fusca ano 1994 com dez mil kl rodados pretendo vendelo se vcs conhecer alguem que goste de uma raridade entre em contato pelo tel.47251241.
Data: 16/2/2011 Nome: Marcos Santilli Email: santillimarcos@uol.com.br Mensagem: Acabo de descobrir o site e a excelente discussão acima. Peço ajuda no que se segue. Estou acabando um livro sobre o Fusca, feito em Cunha SP. É um jogo, uma ficção que mistura história, filosofia, meio ambiente, afetividade, etc. Chama-se FUSCA REFLEXÕES e é um projeto artístico-educativo, creio. Gostaria de obter apoio para editá-lo. A Volkswagen e a Fundação, patrocinadores óbvios, expressamente não se interessaram e meus consultores acham que ninguém mais apoiaria decisivamente. Podem ajudar?
Data: 13/4/2011 Nome: marco Email: marcopaivagomes@bol.com.br Mensagem: Possuo uma kombi que pode estar faltando ao clube e estou vendendo ano 1966 modelo 6 portas bem rara bom estado geral e possui manual do proprietario abraços