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• e o velho índio
ressurgiu!
| Categoria:
Restaurações Concluídas |
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Nome:
Juliano Costa
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| Cidade:
Cuiabá-MT |
| Marca
do veículo: Jeep |
| Ano
de fabricação: 1963 |
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Caros
amigos, esse é meu segundo relato e minha segunda restauração.
A situação hoje é ainda mais gratificante do
que a primeira, pois trata-se de um veículo que tem mais
de 40 anos na família.
Esse Jeep, é um Willys 1963 que pertenceu ao exercito brasileiro
e posteriormente ao meu estimado avô. Por longos e duradouros
anos esse carro serviu nossa família em idas a fazenda e
ao abastecimento do seu pequeno comércio.
Ainda lembro do seu cheiro e da correria que era para que todos
entrassem no Jeep para ir a feira comprar os produtos para sua venda,
bem como a ida a fazenda trazendo ovos caipiras, melancias, muda
de plantas, entre outras peculiaridades que tanto vovô gostava.
Na hora de ir embora ela aquela gurizada suja de terra subindo no
Jeep que parecia sorrir com toda aquela gritaria e alegria.
Por diversas vezes foi a grandes caçadas com meu avô,
meu estimado padrinho e meu primo e no dia seguinte era só
causos e risadas sobre o que tinha acontecido sem ninguém
esquecer de outro protagonista que vocês sabem quem era.
E assim foi por vários anos e aquela doce rotina se repetindo
e sem imaginar que um belo dia tudo poderia se acabar.
Esse verdadeiro herói se manteve firme, mesmo diante da chuva
e dos vândalos que por ali passavam sempre deixavam seus tenebrosos
rastros, pois ele ficou todos esses anos na rua mesmo. Mas mesmo
assim meu avô querido sempre dava um jeito e outro, amarrava
uma coisa aqui, outra ali, e o Jeep sempre firme e forte, mostrando
para todos sua felicidade mesmo que literalmente amarrado na calçada
(acreditem, meu avô prendia o carro numa corrente com um gancho
chumbado na calçada), mas estava a postos esperando meu avô
para sua próxima aventura.
E um belo dia meu avo se vai e leva com ele todas essas aventuras
e lembrança que um dia foi o nosso esteio e por diversas
vezes o nosso consolo.
O velho senhor, o Jeep, continuou por algum tempo sem saber direito
o que estava acontecendo e o porque ninguém olhava para ele
como antes, porque ninguém o fazia funcionar e porque ninguém
o levava para passear.
Assim os dias foram se passando e o Jeep já desacreditava
que um dia seu velho amigo abriria novamente sua porta reclamando
e chamando todos para mais um dia de passeio.
Contudo o velho senhor foi sorteado entre os familiares e ficou
"guardado" por 8 anos. Domingo após domingo víamos
a tristeza do nosso amigo, largado e aposentado, com tendência
de ferro velho, justo ele que tantas alegrias nos proporcionara,
acabar daquele jeito? E suas lembranças? E suas aventuras?
Depois de todo esse tempo o velho índio ressurgirá.
levado para a sua glória,
para sua nova casa e a para sua nova vida.
Foram exatamente 5 meses de muita paciência,
paciência e mais paciência. Algumas coisas saíram
conforme o planejado outras nem tanto mais o importante é
o resultado que ficou absurdamente lindo.
Colocamos a disposição
desse novo índio o que existe de mais moderno em termos de
restauração, hoje ele dispõe até de
xenon. O que é mais engraçado nisso tudo é
o fato de que nada é diferente de uma restauração
e outra, a mesma ansiedade, a mesma agonia, os mesmos palavrões
etc...
Porém tudo acompanhado de muito amor, carinho e dedicação.
Espero, contudo ter dado a possibilidade de que esse carro traga
muita alegria para a minha família e que as lembranças
dos dias que ele nos acompanhava torne para sempre eternizados dentro
de novo, reluzente e valente índio
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