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Ford salva o Willys Capeta,
primeiro esportivo nacional

O Willys Capeta, já devidamente "acomodado" no Museu do Automóvel de Brasilia

Quatro automóveis Willys, marca assumida pela Ford em 1967, acabam de ser resgatados (julho de 2009) ao Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, em Caçapava, SP. O MPAM está fechado há décadas, após o assassinato de seu fundador, o antigomobilista Roberto Lee.

Os veículos haviam sido restaurados antes de ser cedidos em comodato ao Museu paulistano, mas com seu passamento, ficaram abandonados, sem manutenção, e por fim, saqueados em componentes, equipamentos. Para impedir seu desaparecimento, há 12 anos a montadora tentava reavê-los. Finalmente, a herdeira do espólio concordou com a devolução.

O movimento foi articulado pela Fundação Memória dos Transportes e seu Museu do Automóvel, em Brasília, a quem a Ford cedeu os veículos. O Museu irá buscar apoio financeiro e de meios para restaurá-los e mantê-los em exposição.

Os automóveis são um exemplar de 1906, espelhando a tecnologia primária da época, com quatro cilindros fundidos separadamente; um Willys Whippet 1928, Double Phaeton - quatro portas, conversível - com pequeno motor de quatro cilindros; um Willys Knight 1929, elegante e imponente sedã com capota em aço, e motor de seis cilindros com a hoje pouco conhecida tecnologia Knight, de camisas deslizantes, substituindo as válvulas convencionais.

Og Pozolli, pioneiro e decano dos antigomobilistas brasileiros, olha entristecido o que restou de um Maverick que fez o Raid de Integração Nacional. Era quase O km e foi depenado até se transformar em escombro.

E de maior relevo, raro e único Willys Capeta, primeiro automóvel projetado e construído no Brasil. Trata-se de um gran turismo, seguindo os conceitos de estilo e distribuição de volumes dos anos '60 – quem não o conhece imagina ser um projeto italianado, carroceria em fibra de vidro, apresentando desenvolvimentos que viriam a ser empregados nos Aero Willys e Itamaraty, sedãs da marca, como a caixa de transmissão com 4 velocidades, de série em 1965; o cabeçote do motor com novos dutos de alimentação e as rodas cromadas incorporados à produção em 1966, soluções brasileiras sobre o projeto original norte-americano. Nunca explicado, se protótipo ou carro de shows, o Capeta foi apresentado ao público no Salão do Automóvel em 1964, ainda no Parque do Ibirapuera, SP, esteve em uma exposição em Brasília, e foi guardado pela Willys até ser cedido ao MPAM.

Agora, apesar de terem sido furtados bancos, volante, rádio, carburadores, coletor de escapamento, alavanca de marchas, outros itens, e sofrido vandalismo, é um veículo íntegro, com apenas 300 km rodados!

Como Curador do Museu do Automóvel, entendo que o resgate representa o mais iimportante esforço já realizado por este equipamento cultural em recuperar e preservar veículos nacionais. Um caminho de êxito, já trilhado antes com a localização e salvação de outros exemplares historicamente distinguidos, como o IBAP Democrata, de 4 unidades produzidas, e do FNM Onça, de cinco exemplares. O resgate do grupo onde está o Capeta representa mais, não apenas por incluir outros três Willys antigos e com referencias marcantes de tecnologia, pelo fato de ser única unidade, mas como pioneiro projeto nacional – exceto a base do motor, portando desenvolvimentos, as linhas, chassis com motor recuado, transmissão – ocupará lugar de destaque junto a outras raridades. Além das citadas, o Willys Gávea, primeiro monoposto feito no Brasil para competições sul americanas; outro Willys, o Itamarati Executivo, primeira limousine nacional; o Brasinca 4200GT; Lumimari GT Malzoni, e outras raras referências preservadas pelo pioneiro museu brasiliense, focado no registro da história do automóvel brasileiro. O Museu do Automóvel, em Brasília, não é coleção privada, mas aberto ao público.

A se ressaltar, o apoio e o interesse da Ford em salvar e preservar a história, mesmo com veículos que não são de sua produção. Referencia necessária, fundamental ao êxito, é quanto às ações determinadas pelo presidente da empresa, o engenheiro Marcos Oliveira. Foi a sua definição de levar judicialmente a questão, que permitiu o início do final feliz.

Um museu precioso

O museu em seus áureos tempos, em foto da revista 4 Rodas de 1974 e como encontra-se hoje

O Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, dito Museu de Caçapava ou Museu Lee, foi o sexto do mundo no ápice de sua glória, no início dos anos ’70. Automóveis de relevo mundial – Bugatti, Rolls-Royce, Hispano-Suiza, Turcat-Merry, Mercedes-Benz, Packard, Jaguar, MG, Cadillac e outros norte-americanos de estirpe, incluindo unidade das 51 do revolucionário Tucker, formavam o rico e cuidado acervo. Foi o primeiro museu de automóveis no Brasil tratado como tal, e atração maior da cidade e da Via Dutra, a ligação São Paulo – Rio.

Morto Lee, seu pai – hoje muito citado na novela Véu de Noiva, do SBT, com o projeto da Ilha do Arvoredo - ainda tentou viabilizar o funcionamento e, com medo do futuro, e auxílio do Secretário de Cultura Cunha Bueno, conseguiu o tombamento da coleção pelo governo paulista, acreditando que o Estado protegesse o acervo. Mas isto não ocorreu.

A tutora da herdeira, então de menor idade, conseguiu autorização judicial para remoção de veículos para uma fazenda, e na única noite em que vigorou, vendeu 19 veículos dos mais preciosos, sendo a maioria exportada. Depois, abandonado por desinteresse da herdeira, o Museu veio sendo saqueado em veículos inteiros e componentes. Dos quatro galpões com automóveis, motores, carruagens, lanchas, itens de decoração, hoje resta um. Vedado por alvenaria, sem luz, com vazamentos d’água, ambiente insalubre, o que foi luminoso museu se transformou numa cova escura, abandonada, com veículos em pedaços, alguns empilhados. Alguns automóveis podem ser restaurados – desde que haja ação imediata. Ou da herdeira, desinteressada há décadas, ou do Ministério Público Estadual cobrando pela restauração do acervo. A Delegacia de Polícia de Caçapava recebeu denúncia sobre os saques ao Museu, mas não instaurou inquérito. E a Secretaria de Cultura de São Paulo, autora do tombamento, desde janeiro promete auditoria no acervo, mas de concreto, nada fez. A omissão oficial, a falta de investigação e punição, tem sido um incentivo aos furtos crescentes.

OS RESGATADOS

Roberto Lee, à direita e o Overland de 1906. Foto da revista 4 Rodas de 1974

Overland, 1906
Marca logo após incorporada pela Willys. Vendido por importador em São Paulo, rodou nesta cidade até ó início da década de '60, quando foi trocado por um Aero Willys novo. Restaurado nas oficinas da fábrica, foi atração no Salão do Automóvel em 1964.

Legítimo representante da tecnologia do princípio do século passado, tem seus quatro cilindros fundidos separamente e, para funcionar, utilizava de "rubinettes"- torneirinhas sobre os cilindros, por onde se gotejava gasolina antes de acionar o motor pela pesada manivela.

Diz-se, produz 20 hp e atinge 35 km/h.Tem câmbio e diferencial em solução depois utilizada em carros esportivos, num só conjunto. Teve furtados durante sua estada, todo o grupo óptico.

Chama a atenção a sineta entre os faróis. Foto da revista 4 Rodas de 1974

Willys Overland Knight 66 D, 1928
Automóvel de engenharia e construção refinadas. Grande em porte, fino interior com apliques em madeira marchetada, rodas raiadas em cubo rápido, feixes de mola apoiados em batentes de borracha para suavizar as imperfeições do piso. Utilizava um motor de tecnologia Knight, sem válvulas, empregando camisas deslizantes. Era de funcionamento muito suave, sem vibrações ou ruídos.
Pertenceu ao um estancieiro no Rio Grande do Sul que, para não espantar seus rebanhos, aplicou uma sineta elétrica na barra dos elegantes faróis. Foi trocado por uma Rural Willys, então O km, pelo presidente da montadora, William Max Pearce, restaurado na montadora, exposto no Salão.
A permanencia no Museu paulista custou-lhe infestação de cupins que consumiu o madeirame estrutural, além do furto de todo o grupo óptico, tampas de radiador e tanque, espelhos e outros itens.

O Willys Overland Whippet estava abandonado em Caçapava

Willys Overland Whippet Four, 1929
Marca de carros baratos e de entrada no mercado, adquirida pela Willys pouco anos antes. No estilo Double Phaeton, tinha carroceria em aço e capota em lona. Elegante em linhas, empregava pequeno motor de quatro cilindros, válvulas no bloco, produzindo 60 hp a 2.500 rpm. Foi recuperado sem o grupo óptico e detalhes.

Willys Capeta 1964
Construído pelo Departamento de Estilo da Willys, foi atração do Salão do Automóvel. É a primeira tentativa de um automóvel nacional, antecedendo ao projeto Uirapuru. Estilo Gran Turismo com os conceitos de época para distribuição de massas, carroceria em fibra de vidro. Tinha desenvolvimento próprio, com detalhes apenas agora revelados: chassi com longarinas periféricas, suspensão dianteira por triangulos inferiores e feixe transversal de molas semi elipticas, traseira com eixo rígido e molas semi elipticas longitudinais.
O interior utilizava bancos em couro, e apliques de jacarandá nas portas e painel. Nele, seis mostradores com inspiração nos aplicados aos Willys Interlagos.

O Capeta foi depenado no Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas

De acordo com o material de divulgação do MPAM produzia 150 hp e atingia velocidade máxima de 180 m/h. Portava desenvolvimentos que seriam agregados posteriormente, como o motor willys de seis cilindros, cabeçote com coletores de admissão destacáveis, dois carburadores horizontais de corpo duplo; a transmissão de quatro marchas criada pelo departamento de competições da Willys; rodas cromadas, posteriormente adotadas pelo Itamaraty, automóvel mais luxuoso da marca.
Após o Salão, participou de uma exposição em Brasília, e foi cedido ao Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas desde o fim da década de '60. Dele foram retirados os carburadores, o coletor de escapamento, volante, bancos, alavanca de marchas, espelhos e detalhes menores. Tem apenas 300 km rodados.

A decisão da Willys-Overland do Brasil em resgatar carros do seu passado, levando-os ao Salão, fez nascer uma das falsas verdades tão em voga no mundo dos veículos antigos: que qualquer fábrica oferece um carro o km por qualquer sucata. As trocas realmente ocorreram, mas por veículos em ótimo estado de integridade e conservação, Para a Willys, pioneira, líder do mercado, a iniciativa era apenas maneira simpática de ter atrações interessantes e de baixo custo no salão, sobrando como resíduo para preservação da história foi ação pontual. Mas a história ganhou velocidade, expandiu-se, e foi interpretada como regra de valor!

Texto: Roberto Nasser – Curador do Museu do Automóvel – Brasília, DF

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COMENTÁRIOS PARA ESTA MATÉRIA


Data: 17/7/2009
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Data: 17/7/2009
Nome: Jose ANCHIETA Gomes
Email: diretoriacaape@gmail.com
Mensagem: Estamos surpresos com este Artigo sobre a restauração de um "outro" CAPETA. Imaginavamos que o prototipo que encontra-se aqui em Pernambuco (de um Associado do CAAPE) fose o unico no Brasil.
No caso do "nosso" os farois são retangulares e não redondos como este da foto.


Data: 17/7/2009
Nome: HM
Email:
Mensagem: muito bom, ainda se salva alguma coisa dessa tragedia,

olhando a foto do maverick, este carro nao estava com o paralamas no lugar ainda ano passado? vi algumas fotos em 2008 em um blog e creio que ainda estava....


Data: 18/7/2009
Nome: Regi Nat Rock
Email: algasal1@hotmail.com
Mensagem: Caro Nasser:
Parabéns pela iniciativa, teimosia e vitória, na busca pela preservação da memória automotiva.
Eu vi esse carro na fábrica e no salão. Tenho vaga lembrança de testes efetuados na Via Anchieta que foram comentados na 4R da época como "segredo de fabrica", sob a pena do Nehemias Vassão. Se esse exemplar tem apenas 300km, abre-se a hipótese de um 2º exemplar.
Será?
Dá uma tristeza danada observar o estado em que se encontra.
Tomara consiga recupera-lo integralmente.
Vou perguntar para o BIrd e para o Peroba e tentar tirar a duvida.
Um abraço caloroso.


Data: 19/7/2009
Nome: roberto nasser
Email:
Mensagem: das dúvidas.
existiram dois capetas. o primeiro, da lavra do professor soler, apareceu em 4 rodas, em texto e fotos pelo ari - aruanda - rocha.
foi destruído.
este, do recife, desconheço produto e história.


Data: 19/7/2009
Nome: Guilherme Gomes
Email: http://antigosverdeamarelo.blogspot.com/
Mensagem: O referido "Capeta do Recife" deve ser na verdade o "Interlagos II", uma reestilização do Interlagos, dentro das novas tendências inauguradas pelo Capeta, a qual bem ou mal se servia toda linha Willys.
Realmente o Maverick estava "completo" até o fim do ano passado, e com o grande auê que teve nesse período, capôs, portas, paralamas e sabe-se lá mais o que ,sumiram.
Pra mim foi novidade as trocas por automóveis zero quilômetro. O curioso é que já ouvi duas vezes proprietários que recusaram oferta da Ford em suas "relíquias".
Com a interpretação do último parágrafo, fica evidente os objetivos da Willys em apenas atrair atenção para o seu stande, mas o resgate desses três autos, mais a concessão ao MPAM, fez com que a WOB entrasse para a história como uma mecena.
http://antigosverdeamarelo.blogspot.com/


Data: 20/7/2009
Nome: Fernando Barenco
Email: fernando@maxicar.com.br
Mensagem: Olá Anchieta

Realmente, o carro a que você se refere é o protótipo Interlagos II, uma segunda geração do Interlagos, com a frente inspirada no próprio Capeta. Esse carro chegou a ser apresentado no Salão do Automóvel de 1967, mas com a venda da Willys à Ford no ano seguinte, não chegou a entrar em produção. Este carro de Pernambuco enteve em Lindóia em 2007.

Fernando Barenco
Administrador do Portal Maxicar


Data: 20/7/2009
Nome: alexandre l.s.rabelo
Email: josemrnt@terra.com.br
Mensagem: caro Nasser
tive o prazer em 1974 de conhecer o museu juntamente com meu pai,era maravilhoso ,pelos carros raros que possuia.
moro em Lorena que fica a 80 km de Caçapava e sempre escutavamos o abandono que ficou o museu.
veja algumas fotos do abandono no site do CAAT-CLUBE DO AUT.ANTIGO DE TAUBATE.
abraço


Data: 26/8/2009
Nome: Omar Cassim Filho
Email: omar.cassim@uol.com.br
Mensagem: Há aproximadamente 10 anos estive am Caçapava a serviço. Tinha conhecimento de que ali existiu um museu criado pelo Roberto Eduardo Lee e que após sua morte achava que havia acabado. Procurei informações na cidade e obtive o nome e o endereço de uma pessoa que seria o guarda da propriedade. Localizei tal pessoa e identifiquei-me como Policial Civil de São Paulo e principalmente como um "louco" por carros antigos. Este guardião foi comigo e meus colegas até o local do acervo e abriu-nos a porta. A impressão que tive foi a de que estava entrando na caverna do Ali Babá. Fiquei estupefato em ver os carros do acervo, mas deu vontade de chorar pelo estado dos carros. A toatalidade do acervo estava detonada, tendo até ratos dentro dos automóveis. Perguntei ao nosso acompanhante se não havia ninguém responsável pelo local e o mesmo respondeu que talvez a Prefeitura de Caçapava fosse assumir a responsabilidade. Andei pelo local até cansar e fui embora não retornado lá até o momento. Fiquei feliz em saber que agora este acervo tão raro e belo será devidamente restaurado e cuidado. A cara que eu fiz quando vi os carros foi mais ou menos a mesma que o Sr. Og Pozzoli está fazendo em uma foto desta reportagem. Mas ... antes tarde do que nunca. Parabéns ao Sr. Og e a quem mais estiver participando desta recuperação.


Data: 27/8/2009
Nome: MOACYR ARANTES JÚNIOR (TRANSP DE VEICULOS)
Email: SOSAGUIAJR@YAHOO.COM.BR
Mensagem: DR. JOSÉ ROBERTO NASSER , VOCÊ JÁ IMAGINOU O QUE SERIA DA MEMÓRIA E HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL NO BRASIL SEM VOCÊ ? EU JÁ IMAGINEI , E JÁ IMAGINEI E NÃO GOSTEI ... MEUS PARABENS PELA SUA BATALHA (SEM GLÓRIA , OU POUCO RECONHECIDA) E TRABALHO EM PROL DA MEMÓRIA DO TRANSPORTE E DA HITÓRIA DO AUTOMÓVEL NO BRASIL .
ABRAÇO


Data: 28/8/2009
Nome: José Luiz Asprino Pereira
Email: jasprino@ig.com.br
Mensagem: Caro Roberto Nasser,

O trabalho que você faz pela história do automóvel nacional é de um valor incalculável. Parabéns.
Eu tenho fotos do interior do Capeta. Caso você necessite para a restauração, posso lhe enviar cópia. As fotos não tem muita qualidade, mas podem ajudar.
O primeiro Capeta, do Rigoberto Soler, pelo que sei, foi carro de uso de um diretor da Willys por algum tempo. Uma vez, no início dos anos setenta, eu vi esse veículo estacionado na praça João Mendes (atrás do Forum) em SP. Uma das poucas diferenças é que ele tinha um emblema Capeta na frente, entre o fim do capô e o início da divisão da grade (tenho o desenho desse emblema também, tirado de folheto publicitário da época).
Um abraço, José Luiz


Data: 28/8/2009
Nome: José Luiz Asprino Pereira
Email: jasprino@ig.com.br
Mensagem: Caro Roberto Nasser,

Mais dois comentários:
1-Mera curiosidade: Eu sou parente distante do Roberto Lee, mas não tenho contato com ninguém da família. A casa de meus pais foi projetada pelo irmão dele, que também teve um fim trágico, infelizmente. Ele morreu na lua de mel, ao cair da janela do hotel. Ninguem soube o motivo.
2-Estive certa vez em Brasília para assistir a um casamento e tentei de várias maneiras encontrar o museu, porém não consegui. No hotel ninguem conhecia, na lista telefonica não encontrei, perguntei a varios motoristas de taxi e ninguém tinha ouvido falar.
Um abraço, José Luiz


Data: 31/8/2009
Nome: Miguel Gustavo de C. Pinheiro
Email: vwboxerbrasilia@gmail.com
Mensagem: Não tenho palavras pelo acontecimento só tenho agradecer por terem salvo a historia.
Parabéns!


Data: 1/9/2009
Nome: Sérgio Floriano
Email: florianosg@yahoo.com.br
Mensagem: Estou deslumbrado e perplexo ao mesmo tempo ao vislumbrar tal matéria. Parabenizo aos envolvidos nesta missão tão árdua da história automobilísitica brasileira.


Data: 6/9/2009
Nome: roberto nasser
Email: jrnasser@gmail.com
Mensagem: aspirino, jr, miguel.
muito grato pelas palavras e incentivo. vocês, que acompanham o crescimento desordenado e sem metas do antigomobilismo nacional, sabem como é difícil a presença institucional para o trato de qualquer assunto relacionado ao hobby.
jr e miguel conhecem de perto meu juntar e polir pedrinhas para fazer uma fortaleza.
as conquistas são o combustível da alma antigomobilista, a essencia da salvação, da preservação da história e seus ícones. é isto que separa quem faz história e quem brinca de carrinhos grandes.
aspirino.
o que morreu na lua de mel era tio do roberto.
continuo interessado nos detalhes de estofamento e internos do capeta. e, muito, nesta informação sobre o uso de um capeta por diretor da willys.
não seria um boulevard ?
sobre o museu, outra das dificuldades. como é privado, não constava dos mapas turísticos oficiais. agora consta.
endereço nobre, eixo monumental, após o palácio do buriti, em frente ao memorial jk.
apareça.
fale-me pelo e.mail jrnasser@gmail.com
muito grato a todos.


Data: 17/11/2009
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Data: 22/12/2009
Nome:
Email:
Mensagem:



Data: 11/4/2010
Nome: sergio laranja
Email: sslaranja@bol.com.br
Mensagem: Conheci o museu de Caçapava anos 60/70 e seu precioso acervo.Lembro bem do emblema do Capeta q esto faltando no carro restaurado.É o mesmo do Corvete 67 Redondo, com duas bandeirinhas quadriculadas, entrelaçadas, vermelho e branco.Outra coisa, resgate o Tucker, essa preciosidade vale nos EUA quase um milhão de dolares. Vide museu Tucker. O motor original com a transmissão esta em Bebedouro, no museu Matarazzo.Não deixe esse exemplar acabar !


Data: 12/7/2010
Nome: cotacaoexpress
Email: promocao@cotacaoexpress.com.br
Mensagem: Encontrei um site muito bom chamado www.cotacaoexpress.com.br nele você faz cotação de serviço e produtos online gratuitamente. E possivel tambem comparar preço de uma maneira simples e rapida, vale apena conferir esse sistema revulocionario. Se você tem algum produto ou presta serviço em qualquer area vale apena divulgar gratuitamente na cotação express.



Data: 26/7/2010
Nome: Roberto Rodrigo Schott
Email: betinho_schott@yahoo.com.br
Mensagem: Parabens a todos os envolvidos nessa tragica historia do museu abandonado...
que vocês continuem esse belo trabalho de resgate das maravilha de outros tempos para nos podermos admirar em fotos, encontros, materias em revistas...

uma ideia:nao seria a hora de pedirmos para nossos deputados e governantes a votação de uma lei que facilitasse tanto a restauração, a recuperaçao e a regularização de carros historicos, antigos...e ainda a obrigaçao de se desfazer doando, vendendo ou cedendo carros como esses do museu caçapavano?para acabar com esse mundareu de carro abandonado por ai com valor historico...

um abraço e mais uma vez PARABENS a todos voces...


Data: 3/1/2011
Nome: Edson Liberti
Email:
Mensagem: Ainda bem que tiraram o Capeta daquele lugar sinistro em que se transformou o Museu de Caçapava. Conheci o Museu nos anos 1980 que, apesar de o Sr. Roberto Lee não mais existir, ainda era ferrenhamente conservado pelo Sr. Sebastião. Lembro-me perfeitamente do emblema do Capeta - o Brasinha sentado em seu tridente - que deve ter sido criminosamente retirado por alguém que, se não entende "lhufas" de civilidade nem tampouco de educação e respeito para com a propriedade alheia, que dirá de antigomobilismo! (que Deus tenha pena da alma dessa criatura). Saudades do Sr. Tião e do carrinho utilizado no filme "meu pé de laranja lima", na frente do qual o meu "filhote" (hoje com 27 anos) ficou para mim eternizado como o personagem "Zezé". Parabéns pela proeza.


Data: 5/2/2011
Nome: Erick GB
Email: erickgalborges@hotmail.com
Mensagem: Tive o prazer de ver algumas dessas relíquias aqui em Brasília. Vi o Capeta funcionando com o meu professor de mecânica que está restaurando o carro, inclusive a parte mecânica, onde a cromagem está fazendo parte de peças no motor. O carro possui 2 carburadores, com duplo corpo de borboletas. e o ronco é muito bonito... Um Sonho , tenho videos do carro funcionando...


Data: 14/2/2011
Nome: Marcelo
Email: celo_cn@hotmail.com
Mensagem: Todos os carros foram retirados do antigo museu e passaram para o centro cultural de Caçapava, onde estão sendo restaurados para em breve ter o lugar que merecem.
Parabéns aos envolvidos.


Data: 17/5/2011
Nome: Sávio Melo
Email: saviotmelo@hotmail.com
Mensagem: O Willys daqui de Recife é o protótipo "Interlagos II", montado em 1966, que em nada se assemelha ao Capeta...


Data: 8/8/2011
Nome: paulo roberto maia
Email: paulormaia@uol.com.br
Mensagem: Prezado Nasser
Só pessoas como você, (que são poucas), paixão desenfreada pelo automóvel, são capazes de enfrentar a luta que travou para resgatar este único exemplar do Capeta. Parabens pelo êxito
Um abraço
Paulo Maia
CCA PB


Data: 21/9/2011
Nome: CESAR MOREIRA PINTO
Email: cmpvoy@yahoo.com.br
Mensagem: Caro Roberto Nasser,
Não sei porque hoje me peguei pensando neste carro. Como apaixonado por eles desde minha tenra idade (hoje com 58 anos), me recordo de digerir as reportagens da época sobre o Capeta. Época áurea da Willys e seu departamento de estilo e competições. Sempre foi uma incógnita para mim o desenvolvimento deste veículo, um verdadeiro mistério. Mas o nome e o modelo nunca me sairam da mente. Estou feliz por saber um pouco mais de sua história após esses anos. Parabéns realmente a todos os envolvidos, sempre vale a pena correr atrás dos sonhos. Já quis ser designer e tocar algum instrumento, não conseguí, mas Deus foi tão amoroso comigo que me deu dois filhos, um designer e outro músico.
Caloroso abraço.



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