Ford salva o Willys
Capeta,
primeiro esportivo nacional
O Willys Capeta, já devidamente
"acomodado" no Museu do Automóvel de Brasilia
Quatro automóveis Willys, marca
assumida pela Ford em 1967, acabam de ser resgatados (julho de
2009) ao Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, em Caçapava,
SP. O MPAM está fechado há décadas, após
o assassinato de seu fundador, o antigomobilista Roberto Lee.
Os veículos haviam sido restaurados
antes de ser cedidos em comodato ao Museu paulistano, mas com
seu passamento, ficaram abandonados, sem manutenção,
e por fim, saqueados em componentes, equipamentos. Para impedir
seu desaparecimento, há 12 anos a montadora tentava reavê-los.
Finalmente, a herdeira do espólio concordou com a devolução.
O movimento foi articulado pela Fundação
Memória dos Transportes e seu Museu do Automóvel,
em Brasília, a quem a Ford cedeu os veículos. O
Museu irá buscar apoio financeiro e de meios para restaurá-los
e mantê-los em exposição.
Os automóveis são um exemplar
de 1906, espelhando a tecnologia primária da época,
com quatro cilindros fundidos separadamente; um Willys Whippet
1928, Double Phaeton - quatro portas, conversível - com
pequeno motor de quatro cilindros; um Willys Knight 1929, elegante
e imponente sedã com capota em aço, e motor de seis
cilindros com a hoje pouco conhecida tecnologia Knight, de camisas
deslizantes, substituindo as válvulas convencionais.
Og Pozolli, pioneiro e decano dos
antigomobilistas brasileiros, olha entristecido o que restou
de um Maverick que fez o Raid de Integração
Nacional. Era quase O km e foi depenado até se transformar
em escombro.
E de maior relevo, raro e único
Willys Capeta, primeiro automóvel projetado e construído
no Brasil. Trata-se de um gran turismo, seguindo os conceitos
de estilo e distribuição de volumes dos anos '60
– quem não o conhece imagina ser um projeto italianado,
carroceria em fibra de vidro, apresentando desenvolvimentos que
viriam a ser empregados nos Aero Willys e Itamaraty, sedãs
da marca, como a caixa de transmissão com 4 velocidades,
de série em 1965; o cabeçote do motor com novos
dutos de alimentação e as rodas cromadas incorporados
à produção em 1966, soluções
brasileiras sobre o projeto original norte-americano. Nunca explicado,
se protótipo ou carro de shows, o Capeta foi apresentado
ao público no Salão do Automóvel em 1964,
ainda no Parque do Ibirapuera, SP, esteve em uma exposição
em Brasília, e foi guardado pela Willys até ser
cedido ao MPAM.
Agora, apesar de terem sido furtados bancos,
volante, rádio, carburadores, coletor de escapamento, alavanca
de marchas, outros itens, e sofrido vandalismo, é um veículo
íntegro, com apenas 300 km rodados!
Como Curador do Museu do Automóvel,
entendo que o resgate representa o mais iimportante esforço
já realizado por este equipamento cultural em recuperar
e preservar veículos nacionais. Um caminho de êxito,
já trilhado antes com a localização e salvação
de outros exemplares historicamente distinguidos, como o IBAP
Democrata, de 4 unidades produzidas, e do FNM Onça, de
cinco exemplares. O resgate do grupo onde está o Capeta
representa mais, não apenas por incluir outros três
Willys antigos e com referencias marcantes de tecnologia, pelo
fato de ser única unidade, mas como pioneiro projeto nacional
– exceto a base do motor, portando desenvolvimentos, as
linhas, chassis com motor recuado, transmissão –
ocupará lugar de destaque junto a outras raridades. Além
das citadas, o Willys Gávea, primeiro monoposto feito no
Brasil para competições sul americanas; outro Willys,
o Itamarati Executivo, primeira limousine nacional; o Brasinca
4200GT; Lumimari GT Malzoni, e outras raras referências
preservadas pelo pioneiro museu brasiliense, focado no registro
da história do automóvel brasileiro. O Museu do
Automóvel, em Brasília, não é coleção
privada, mas aberto ao público.
A se ressaltar, o apoio e o interesse da
Ford em salvar e preservar a história, mesmo com veículos
que não são de sua produção. Referencia
necessária, fundamental ao êxito, é quanto
às ações determinadas pelo presidente da
empresa, o engenheiro Marcos Oliveira. Foi a sua definição
de levar judicialmente a questão, que permitiu o início
do final feliz.
Um museu
precioso
O museu em seus áureos tempos,
em foto da revista 4 Rodas de 1974 e como encontra-se hoje
O Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas,
dito Museu de Caçapava ou Museu Lee, foi o sexto do mundo
no ápice de sua glória, no início dos anos
’70. Automóveis de relevo mundial – Bugatti,
Rolls-Royce, Hispano-Suiza, Turcat-Merry, Mercedes-Benz, Packard,
Jaguar, MG, Cadillac e outros norte-americanos de estirpe, incluindo
unidade das 51 do revolucionário Tucker, formavam o rico
e cuidado acervo. Foi o primeiro museu de automóveis no
Brasil tratado como tal, e atração maior da cidade
e da Via Dutra, a ligação São Paulo –
Rio.
Morto Lee, seu pai – hoje muito citado
na novela Véu de Noiva, do SBT, com o projeto da Ilha do
Arvoredo - ainda tentou viabilizar o funcionamento e, com medo
do futuro, e auxílio do Secretário de Cultura Cunha
Bueno, conseguiu o tombamento da coleção pelo governo
paulista, acreditando que o Estado protegesse o acervo. Mas isto
não ocorreu.
A tutora da herdeira, então
de menor idade, conseguiu autorização judicial para
remoção de veículos para uma fazenda, e na
única noite em que vigorou, vendeu 19 veículos dos
mais preciosos, sendo a maioria exportada. Depois, abandonado
por desinteresse da herdeira, o Museu veio sendo saqueado em veículos
inteiros e componentes. Dos quatro galpões com automóveis,
motores, carruagens, lanchas, itens de decoração,
hoje resta um. Vedado por alvenaria, sem luz, com vazamentos d’água,
ambiente insalubre, o que foi luminoso museu se transformou numa
cova escura, abandonada, com veículos em pedaços,
alguns empilhados. Alguns automóveis podem ser restaurados
– desde que haja ação imediata. Ou da herdeira,
desinteressada há décadas, ou do Ministério
Público Estadual cobrando pela restauração
do acervo. A Delegacia de Polícia de Caçapava recebeu
denúncia sobre os saques ao Museu, mas não instaurou
inquérito. E a Secretaria de Cultura de São Paulo,
autora do tombamento, desde janeiro promete auditoria no acervo,
mas de concreto, nada fez. A omissão oficial, a falta de
investigação e punição, tem sido um
incentivo aos furtos crescentes.
OS
RESGATADOS
Roberto Lee, à direita
e o Overland de 1906. Foto da revista 4 Rodas de 1974
•
Overland, 1906
Marca logo após incorporada pela Willys. Vendido
por importador em São Paulo, rodou nesta cidade até
ó início da década de '60, quando foi
trocado por um Aero Willys novo. Restaurado nas oficinas
da fábrica, foi atração no Salão
do Automóvel em 1964.
Legítimo representante
da tecnologia do princípio do século passado,
tem seus quatro cilindros fundidos separamente e, para funcionar,
utilizava de "rubinettes"- torneirinhas sobre
os cilindros, por onde se gotejava gasolina antes de acionar
o motor pela pesada manivela.
Diz-se, produz 20 hp e atinge
35 km/h.Tem câmbio e diferencial em solução
depois utilizada em carros esportivos, num só conjunto.
Teve furtados durante sua estada, todo o grupo óptico.
Chama a atenção
a sineta entre os faróis. Foto da revista 4 Rodas
de 1974
•
Willys Overland Knight 66 D, 1928
Automóvel de engenharia e construção
refinadas. Grande em porte, fino interior com apliques em
madeira marchetada, rodas raiadas em cubo rápido,
feixes de mola apoiados em batentes de borracha para suavizar
as imperfeições do piso. Utilizava um motor
de tecnologia Knight, sem válvulas, empregando camisas
deslizantes. Era de funcionamento muito suave, sem vibrações
ou ruídos.
Pertenceu ao um estancieiro no Rio Grande do Sul que, para
não espantar seus rebanhos, aplicou uma sineta elétrica
na barra dos elegantes faróis. Foi trocado por uma
Rural Willys, então O km, pelo presidente da montadora,
William Max Pearce, restaurado na montadora, exposto no
Salão.
A permanencia no Museu paulista custou-lhe infestação
de cupins que consumiu o madeirame estrutural, além
do furto de todo o grupo óptico, tampas de radiador
e tanque, espelhos e outros itens.
O Willys Overland
Whippet estava abandonado em Caçapava
•
Willys Overland Whippet Four, 1929
Marca de carros baratos e de entrada no mercado, adquirida
pela Willys pouco anos antes. No estilo Double Phaeton,
tinha carroceria em aço e capota em lona. Elegante
em linhas, empregava pequeno motor de quatro cilindros,
válvulas no bloco, produzindo 60 hp a 2.500 rpm.
Foi recuperado sem o grupo óptico e detalhes.
•
Willys Capeta 1964
Construído pelo Departamento de Estilo da Willys,
foi atração do Salão do Automóvel.
É a primeira tentativa de um automóvel nacional,
antecedendo ao projeto Uirapuru. Estilo Gran Turismo com
os conceitos de época para distribuição
de massas, carroceria em fibra de vidro. Tinha desenvolvimento
próprio, com detalhes apenas agora revelados: chassi
com longarinas periféricas, suspensão dianteira
por triangulos inferiores e feixe transversal de molas semi
elipticas, traseira com eixo rígido e molas semi
elipticas longitudinais.
O interior utilizava bancos em couro, e apliques de jacarandá
nas portas e painel. Nele, seis mostradores com inspiração
nos aplicados aos Willys Interlagos.
O Capeta foi
depenado no Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas
De acordo com o material de divulgação
do MPAM produzia 150 hp e atingia velocidade máxima
de 180 m/h. Portava desenvolvimentos que seriam agregados
posteriormente, como o motor willys de seis cilindros, cabeçote
com coletores de admissão destacáveis, dois
carburadores horizontais de corpo duplo; a transmissão
de quatro marchas criada pelo departamento de competições
da Willys; rodas cromadas, posteriormente adotadas pelo
Itamaraty, automóvel mais luxuoso da marca.
Após o Salão, participou de uma exposição
em Brasília, e foi cedido ao Museu Paulista de Antiguidades
Mecânicas desde o fim da década de '60. Dele
foram retirados os carburadores, o coletor de escapamento,
volante, bancos, alavanca de marchas, espelhos e detalhes
menores. Tem apenas 300 km rodados.
A decisão da Willys-Overland
do Brasil em resgatar carros do seu passado, levando-os
ao Salão, fez nascer uma das falsas verdades tão
em voga no mundo dos veículos antigos: que qualquer
fábrica oferece um carro o km por qualquer sucata.
As trocas realmente ocorreram, mas por veículos em
ótimo estado de integridade e conservação,
Para a Willys, pioneira, líder do mercado, a iniciativa
era apenas maneira simpática de ter atrações
interessantes e de baixo custo no salão, sobrando
como resíduo para preservação da história
foi ação pontual. Mas a história ganhou
velocidade, expandiu-se, e foi interpretada como regra de
valor!
Texto: Roberto
Nasser – Curador do Museu do Automóvel – Brasília,
DF
Maxicar.com.br - O seu portal de veículos antigos
COMENTÁRIOS PARA ESTA
MATÉRIA
Data: 17/7/2009 Nome: Email: Mensagem:
Data: 17/7/2009 Nome: Jose ANCHIETA Gomes Email: diretoriacaape@gmail.com Mensagem: Estamos surpresos com este Artigo sobre a restauração de um "outro" CAPETA. Imaginavamos que o prototipo que encontra-se aqui em Pernambuco (de um Associado do CAAPE) fose o unico no Brasil. No caso do "nosso" os farois são retangulares e não redondos como este da foto.
Data: 17/7/2009 Nome: HM Email: Mensagem: muito bom, ainda se salva alguma coisa dessa tragedia,
olhando a foto do maverick, este carro nao estava com o paralamas no lugar ainda ano passado? vi algumas fotos em 2008 em um blog e creio que ainda estava....
Data: 18/7/2009 Nome: Regi Nat Rock Email: algasal1@hotmail.com Mensagem: Caro Nasser: Parabéns pela iniciativa, teimosia e vitória, na busca pela preservação da memória automotiva. Eu vi esse carro na fábrica e no salão. Tenho vaga lembrança de testes efetuados na Via Anchieta que foram comentados na 4R da época como "segredo de fabrica", sob a pena do Nehemias Vassão. Se esse exemplar tem apenas 300km, abre-se a hipótese de um 2º exemplar. Será? Dá uma tristeza danada observar o estado em que se encontra. Tomara consiga recupera-lo integralmente. Vou perguntar para o BIrd e para o Peroba e tentar tirar a duvida. Um abraço caloroso.
Data: 19/7/2009 Nome: roberto nasser Email: Mensagem: das dúvidas. existiram dois capetas. o primeiro, da lavra do professor soler, apareceu em 4 rodas, em texto e fotos pelo ari - aruanda - rocha. foi destruído. este, do recife, desconheço produto e história.
Data: 19/7/2009 Nome: Guilherme Gomes Email: http://antigosverdeamarelo.blogspot.com/ Mensagem: O referido "Capeta do Recife" deve ser na verdade o "Interlagos II", uma reestilização do Interlagos, dentro das novas tendências inauguradas pelo Capeta, a qual bem ou mal se servia toda linha Willys. Realmente o Maverick estava "completo" até o fim do ano passado, e com o grande auê que teve nesse período, capôs, portas, paralamas e sabe-se lá mais o que ,sumiram. Pra mim foi novidade as trocas por automóveis zero quilômetro. O curioso é que já ouvi duas vezes proprietários que recusaram oferta da Ford em suas "relíquias". Com a interpretação do último parágrafo, fica evidente os objetivos da Willys em apenas atrair atenção para o seu stande, mas o resgate desses três autos, mais a concessão ao MPAM, fez com que a WOB entrasse para a história como uma mecena. http://antigosverdeamarelo.blogspot.com/
Data: 20/7/2009 Nome: Fernando Barenco Email: fernando@maxicar.com.br Mensagem: Olá Anchieta
Realmente, o carro a que você se refere é o protótipo Interlagos II, uma segunda geração do Interlagos, com a frente inspirada no próprio Capeta. Esse carro chegou a ser apresentado no Salão do Automóvel de 1967, mas com a venda da Willys à Ford no ano seguinte, não chegou a entrar em produção. Este carro de Pernambuco enteve em Lindóia em 2007.
Fernando Barenco Administrador do Portal Maxicar
Data: 20/7/2009 Nome: alexandre l.s.rabelo Email: josemrnt@terra.com.br Mensagem: caro Nasser tive o prazer em 1974 de conhecer o museu juntamente com meu pai,era maravilhoso ,pelos carros raros que possuia. moro em Lorena que fica a 80 km de Caçapava e sempre escutavamos o abandono que ficou o museu. veja algumas fotos do abandono no site do CAAT-CLUBE DO AUT.ANTIGO DE TAUBATE. abraço
Data: 26/8/2009 Nome: Omar Cassim Filho Email: omar.cassim@uol.com.br Mensagem: Há aproximadamente 10 anos estive am Caçapava a serviço. Tinha conhecimento de que ali existiu um museu criado pelo Roberto Eduardo Lee e que após sua morte achava que havia acabado. Procurei informações na cidade e obtive o nome e o endereço de uma pessoa que seria o guarda da propriedade. Localizei tal pessoa e identifiquei-me como Policial Civil de São Paulo e principalmente como um "louco" por carros antigos. Este guardião foi comigo e meus colegas até o local do acervo e abriu-nos a porta. A impressão que tive foi a de que estava entrando na caverna do Ali Babá. Fiquei estupefato em ver os carros do acervo, mas deu vontade de chorar pelo estado dos carros. A toatalidade do acervo estava detonada, tendo até ratos dentro dos automóveis. Perguntei ao nosso acompanhante se não havia ninguém responsável pelo local e o mesmo respondeu que talvez a Prefeitura de Caçapava fosse assumir a responsabilidade. Andei pelo local até cansar e fui embora não retornado lá até o momento. Fiquei feliz em saber que agora este acervo tão raro e belo será devidamente restaurado e cuidado. A cara que eu fiz quando vi os carros foi mais ou menos a mesma que o Sr. Og Pozzoli está fazendo em uma foto desta reportagem. Mas ... antes tarde do que nunca. Parabéns ao Sr. Og e a quem mais estiver participando desta recuperação.
Data: 27/8/2009 Nome: MOACYR ARANTES JÚNIOR (TRANSP DE VEICULOS) Email: SOSAGUIAJR@YAHOO.COM.BR Mensagem: DR. JOSÉ ROBERTO NASSER , VOCÊ JÁ IMAGINOU O QUE SERIA DA MEMÓRIA E HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL NO BRASIL SEM VOCÊ ? EU JÁ IMAGINEI , E JÁ IMAGINEI E NÃO GOSTEI ... MEUS PARABENS PELA SUA BATALHA (SEM GLÓRIA , OU POUCO RECONHECIDA) E TRABALHO EM PROL DA MEMÓRIA DO TRANSPORTE E DA HITÓRIA DO AUTOMÓVEL NO BRASIL . ABRAÇO
Data: 28/8/2009 Nome: José Luiz Asprino Pereira Email: jasprino@ig.com.br Mensagem: Caro Roberto Nasser,
O trabalho que você faz pela história do automóvel nacional é de um valor incalculável. Parabéns. Eu tenho fotos do interior do Capeta. Caso você necessite para a restauração, posso lhe enviar cópia. As fotos não tem muita qualidade, mas podem ajudar. O primeiro Capeta, do Rigoberto Soler, pelo que sei, foi carro de uso de um diretor da Willys por algum tempo. Uma vez, no início dos anos setenta, eu vi esse veículo estacionado na praça João Mendes (atrás do Forum) em SP. Uma das poucas diferenças é que ele tinha um emblema Capeta na frente, entre o fim do capô e o início da divisão da grade (tenho o desenho desse emblema também, tirado de folheto publicitário da época). Um abraço, José Luiz
Data: 28/8/2009 Nome: José Luiz Asprino Pereira Email: jasprino@ig.com.br Mensagem: Caro Roberto Nasser,
Mais dois comentários: 1-Mera curiosidade: Eu sou parente distante do Roberto Lee, mas não tenho contato com ninguém da família. A casa de meus pais foi projetada pelo irmão dele, que também teve um fim trágico, infelizmente. Ele morreu na lua de mel, ao cair da janela do hotel. Ninguem soube o motivo. 2-Estive certa vez em Brasília para assistir a um casamento e tentei de várias maneiras encontrar o museu, porém não consegui. No hotel ninguem conhecia, na lista telefonica não encontrei, perguntei a varios motoristas de taxi e ninguém tinha ouvido falar. Um abraço, José Luiz
Data: 31/8/2009 Nome: Miguel Gustavo de C. Pinheiro Email: vwboxerbrasilia@gmail.com Mensagem: Não tenho palavras pelo acontecimento só tenho agradecer por terem salvo a historia. Parabéns!
Data: 1/9/2009 Nome: Sérgio Floriano Email: florianosg@yahoo.com.br Mensagem: Estou deslumbrado e perplexo ao mesmo tempo ao vislumbrar tal matéria. Parabenizo aos envolvidos nesta missão tão árdua da história automobilísitica brasileira.
Data: 6/9/2009 Nome: roberto nasser Email: jrnasser@gmail.com Mensagem: aspirino, jr, miguel. muito grato pelas palavras e incentivo. vocês, que acompanham o crescimento desordenado e sem metas do antigomobilismo nacional, sabem como é difícil a presença institucional para o trato de qualquer assunto relacionado ao hobby. jr e miguel conhecem de perto meu juntar e polir pedrinhas para fazer uma fortaleza. as conquistas são o combustível da alma antigomobilista, a essencia da salvação, da preservação da história e seus ícones. é isto que separa quem faz história e quem brinca de carrinhos grandes. aspirino. o que morreu na lua de mel era tio do roberto. continuo interessado nos detalhes de estofamento e internos do capeta. e, muito, nesta informação sobre o uso de um capeta por diretor da willys. não seria um boulevard ? sobre o museu, outra das dificuldades. como é privado, não constava dos mapas turísticos oficiais. agora consta. endereço nobre, eixo monumental, após o palácio do buriti, em frente ao memorial jk. apareça. fale-me pelo e.mail jrnasser@gmail.com muito grato a todos.
Data: 17/11/2009 Nome: Email: Mensagem:
Data: 22/12/2009 Nome: Email: Mensagem:
Data: 11/4/2010 Nome: sergio laranja Email: sslaranja@bol.com.br Mensagem: Conheci o museu de Caçapava anos 60/70 e seu precioso acervo.Lembro bem do emblema do Capeta q esto faltando no carro restaurado.É o mesmo do Corvete 67 Redondo, com duas bandeirinhas quadriculadas, entrelaçadas, vermelho e branco.Outra coisa, resgate o Tucker, essa preciosidade vale nos EUA quase um milhão de dolares. Vide museu Tucker. O motor original com a transmissão esta em Bebedouro, no museu Matarazzo.Não deixe esse exemplar acabar !
Data: 12/7/2010 Nome: cotacaoexpress Email: promocao@cotacaoexpress.com.br Mensagem: Encontrei um site muito bom chamado www.cotacaoexpress.com.br nele você faz cotação de serviço e produtos online gratuitamente. E possivel tambem comparar preço de uma maneira simples e rapida, vale apena conferir esse sistema revulocionario. Se você tem algum produto ou presta serviço em qualquer area vale apena divulgar gratuitamente na cotação express.
Data: 26/7/2010 Nome: Roberto Rodrigo Schott Email: betinho_schott@yahoo.com.br Mensagem: Parabens a todos os envolvidos nessa tragica historia do museu abandonado... que vocês continuem esse belo trabalho de resgate das maravilha de outros tempos para nos podermos admirar em fotos, encontros, materias em revistas...
uma ideia:nao seria a hora de pedirmos para nossos deputados e governantes a votação de uma lei que facilitasse tanto a restauração, a recuperaçao e a regularização de carros historicos, antigos...e ainda a obrigaçao de se desfazer doando, vendendo ou cedendo carros como esses do museu caçapavano?para acabar com esse mundareu de carro abandonado por ai com valor historico...
um abraço e mais uma vez PARABENS a todos voces...
Data: 3/1/2011 Nome: Edson Liberti Email: Mensagem: Ainda bem que tiraram o Capeta daquele lugar sinistro em que se transformou o Museu de Caçapava. Conheci o Museu nos anos 1980 que, apesar de o Sr. Roberto Lee não mais existir, ainda era ferrenhamente conservado pelo Sr. Sebastião. Lembro-me perfeitamente do emblema do Capeta - o Brasinha sentado em seu tridente - que deve ter sido criminosamente retirado por alguém que, se não entende "lhufas" de civilidade nem tampouco de educação e respeito para com a propriedade alheia, que dirá de antigomobilismo! (que Deus tenha pena da alma dessa criatura). Saudades do Sr. Tião e do carrinho utilizado no filme "meu pé de laranja lima", na frente do qual o meu "filhote" (hoje com 27 anos) ficou para mim eternizado como o personagem "Zezé". Parabéns pela proeza.
Data: 5/2/2011 Nome: Erick GB Email: erickgalborges@hotmail.com Mensagem: Tive o prazer de ver algumas dessas relíquias aqui em Brasília. Vi o Capeta funcionando com o meu professor de mecânica que está restaurando o carro, inclusive a parte mecânica, onde a cromagem está fazendo parte de peças no motor. O carro possui 2 carburadores, com duplo corpo de borboletas. e o ronco é muito bonito... Um Sonho , tenho videos do carro funcionando...
Data: 14/2/2011 Nome: Marcelo Email: celo_cn@hotmail.com Mensagem: Todos os carros foram retirados do antigo museu e passaram para o centro cultural de Caçapava, onde estão sendo restaurados para em breve ter o lugar que merecem. Parabéns aos envolvidos.
Data: 17/5/2011 Nome: Sávio Melo Email: saviotmelo@hotmail.com Mensagem: O Willys daqui de Recife é o protótipo "Interlagos II", montado em 1966, que em nada se assemelha ao Capeta...
Data: 8/8/2011 Nome: paulo roberto maia Email: paulormaia@uol.com.br Mensagem: Prezado Nasser Só pessoas como você, (que são poucas), paixão desenfreada pelo automóvel, são capazes de enfrentar a luta que travou para resgatar este único exemplar do Capeta. Parabens pelo êxito Um abraço Paulo Maia CCA PB
Data: 21/9/2011 Nome: CESAR MOREIRA PINTO Email: cmpvoy@yahoo.com.br Mensagem: Caro Roberto Nasser, Não sei porque hoje me peguei pensando neste carro. Como apaixonado por eles desde minha tenra idade (hoje com 58 anos), me recordo de digerir as reportagens da época sobre o Capeta. Época áurea da Willys e seu departamento de estilo e competições. Sempre foi uma incógnita para mim o desenvolvimento deste veículo, um verdadeiro mistério. Mas o nome e o modelo nunca me sairam da mente. Estou feliz por saber um pouco mais de sua história após esses anos. Parabéns realmente a todos os envolvidos, sempre vale a pena correr atrás dos sonhos. Já quis ser designer e tocar algum instrumento, não conseguí, mas Deus foi tão amoroso comigo que me deu dois filhos, um designer e outro músico. Caloroso abraço.