• História
CARRO ELÉTRICO:
Sinônimo de modernidade há
mais de 100 anos

A General Motors já anunciou para
2010 o lançamento do Chevrolet Volt, um carro elétrico
que poderá ser recarregado em qualquer tomada de 110 volts,
tendo uma autonomia de 70 quilômetros. Além disso,
o híbrido contará com um motor a gasolina de 1.0
litro, responsável por recarregar as baterias e dar ao
veiculo a possibilidade de rodar até mil quilômetros,
sem reabastecimento.
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| Edison e suas pesquisas |
Esse é apenas um dos exemplos mais
recentes de como as montadoras do mundo inteiro vem buscando alternativas
energéticas para o petróleo, um combustível
altamente poluente e em vias de extinção. Basta
ver o sucesso e destaque que os automóveis elétricos
alcançaram nos salões dos automóveis do mundo
inteiro em 2008, inclusive no de São Paulo.
Mas, ao contrário do que possa se
pensar, a eletricidade não é nenhuma novidade no
mundo dos automóveis. Acredite se quiser:
• Já em 1897 entrava em circulação
o primeiro táxi elétrico em Nova York, fabricado
pela Pope Manufacturing Company.
• Em 1900 foram produzidos exatos 4.192 automóveis
nos Estados Unidos. Desses, 28% eram elétricos.
• Naquele ano, o Salão do Automóvel de
Nova Iorque contava com mais veículos elétricos
do que a vapor ou a gasolina (nosso velho conhecido motor a
combustão interna).
• Países europeus como a França também
possuíam suas versões elétricas. A Societé
Bouquet, Garcin et Schivre, por exemplo, construía máquinas
de grande autonomia, tendo batido o recorde de distância
em 1898, percorrendo cerca de 260 quilômetros sem a necessidade
de recarregar as baterias.
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| Anuncio do Baker Eletric publicado
na Cosmopolitan Magazine de maio de 1912 |
• Em de 1897, prevendo que a eletricidade seria utilizada
em larga escala também nos meios de transporte, Thomas
Alva Edison iniciou a missão de criar uma bateria de
longa duração, para automóveis. Embora
sua pesquisa tenha levado melhorias para a bateria alcalina,
ele abandonou este projeto uma década mais tarde.
Era uma época de descobertas, de
tentativas e erros, em que o motor a combustão interna
ainda funcionava de forma precária, e encontrava-se ainda
em desenvolvimento. Embora fossem minoria entre os motoristas,
as mulheres naquela época preferiam os carros elétricos,
pois eram mais fáceis de guiar, já que não
possuíam marchas ou as pesadas manivelas de arranque.
Somente por volta de 1905 o motor a combustão
interna começou alcançar um desenvolvimento satisfatório.
A menor autonomia e os altos custos de compra e manutenção,
começaram a fazer com que os veículos elétricos
perdessem rapidamente sua popularidade. Nessa época não
haviam, como hoje, preocupações ecológicas
ou com a iminente extinção do petróleo. Por
volta de 1925 já não se falava mais em veículos
elétricos.
Veja quais foram os pioneiros a
utilizarem essa forma alternativa de energia
Columbia
Electric – Fabricado entre 1896 e 1907,
pela Columbia Automobile Company, um conglomerado composto pela
Pope Manufacturing Company (veículos a gasolina) e pela
Electric Vehicle Company (elétricos), o Columbia custava
cerca de US$ 3.500 dependendo da versão, que poderia ser
Phaeton, Runabout, Brougham, Landaulet, Hansom, Surrey ou até
mesmo Delivery. Utilizava duas baterias que ficavam sob o banco
e que davam a ele uma autonomia de 40 milhas, a uma velocidade
máxima de 15 milhas por hora.
Baker
Electric – Fabricado entre 1902 e 1915 era
muito popular entre as mulheres, graças a sua condução
silenciosa e facilidade de uso. Sua autonomia era de cerca de
50 milhas sem precisar recarregar as baterias. Era fabricado pela
extinta Baker Motor Vehicle Company, com sede em Cleveland, Ohio.
Lohner-Porsche
– Lançado em 1901, este foi o primeiro automóvel
projetado por Ferdinand Porsche. Com cerca de 18 anos, Porsche
foi estudar Engenharia mecânica em Viena, Áustria.
Após se formar, teve sua primeira experiência na
indústria automobilística indo trabalhar na Jacob
Lohner. Lá desenvolveu um automóvel com um sistema
que ele chamou de Lohner-Porsche, que consistia de 2 motores elétricos
(um em cada roda dianteira), além de um motor de combustão
interna, a fim de fornecer energia a um gerador, que, por sua
vez, alimentava os motores elétricos.
Detroit
Electric – Sem dúvida o mais popular
elétrico das origens da história do automóvel.
Fabricado entre 1907 e 1939, vinha equipado com baterias de níquel
que permitia a ele rodar o equivalente a 120 quilômetros
sem recargas. Vendia em média 2.000 unidades ao ano.
Studebaker
– A Studebaker Brothers Manufacturing Company,
precursora da Studebaker Corporation, fabricou veículos
elétricos durante 10 anos, de 1902 a 1912. Era grande a
variedade de modelos de carrocerias, incluindo automóveis
para 2 ou 4 passageiros e até mesmo um ônibus. Durante
este período, a Studebaker já fabricava também
automóveis a gasolina e com a queda acentuada nas vendas
dos elétricos a partir de 1910, voltou sua atenção
somente aos automóveis a combustão interna.
Como se pode ver, automóvel
elétrico não é nenhuma novidade. Numa próxima
reportagem, iremos falar sobre os alternativos de fabricação
mais recente, como o genuinamente brasileiro Itaipu, apresentado
pela Gurgel nos anos 1970.
