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Competição
Rallye Monte-Carlo
Historique
Pela primeira vez, dois brasileiros em Mônaco
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| O Volvo Amazon marcou a presença
de brasileiros em Monte-Carlo |
Um dos mais tradicionais, famosos e severos
do mundo, o Rallye Monte-Carlo Historique teve sua primeira edição
em 1911 e jamais havia contato com a participação
de um time brasileiro (ou mesmo com um automóvel licenciado
no Brasil) em seu grid de largada.
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| O cartaz oficial do evento |
Não havia! Pois em 2010 a história
foi diferente! A bordo de um Volvo Amazon 122S fabricado em 1967,
a dupla Luis Cezar Ramos Pereira (piloto) e João Eduardo
Alves da Motta (navegador) percorreu em meio a muita neve, as mesmas
rotas européias dos anos 50/60, pelos Pirineus, Alpes Franceses
e Mônaco. A largada foi no dia 28 de janeiro e contou com
340 automóveis clássicos vindos de 22 países.
Os brasileiros foram os únicos representantes de toda a América
Latina.
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| Luis Cezar Ramos Pereira |
Porsche, Opel, Mercedes-Benz, BMW, Alpine,
DKW, Renault, NSU, Citroën, Simca, Lancia, Alfa Romeo... A
grande maioria dos bólidos era de fabricação
européia. Todos fabricados entre as décadas de 1950
e 70, sendo o mais antigo um Jaguar XK 140, de 1956.
Uma das mais marcantes características
da prova — tradição desde os anos 1950 —
é que ao invés de um local único para a largada,
há cinco, em cinco países: Copenhague (Dinamarca),
Bad Hamburg (Alemanha), Reims (França), Turim (Itália)
e Barcelona (Espanha), cidade de onde partiu a dupla brasileira.
Todos os participantes se encontram nos Alpes Franceses e de lá
seguem para Monte-Carlo, no pequeno principado de Mônaco,
onde acontece a chegada.
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| A competição teve a
participação de automóveis clássicos
de diversos países e marcas |
Representando o MG Club, Luis Cezar pilota
carros clássicos em rallyes históricos há mais
de 20 anos. Já João Eduardo Alves da Motta, seu navegador,
é diretor do Mercedes-Benz Classic Car Owner’s Club.
Mesmo não tendo nenhuma experiência em provas na neve
e gelo, Luis Cezar trouxe seu carro ao final sem qualquer acidente
ou incidente (cerca de 25% dos participantes, ou não completam
a prova ou se envolvem em algum tipo de colisão). E a competição
é duríssima: no primeiro dia são 21 horas,
e nos dias seguintes, de 12 a 14 horas, em condições
criticas, pilotando o carro no limite. Foram ao todo 6 dias de competição,
com termino em 3 de fevereiro.
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| A chegada em Monte-Carlo |
A participação da dupla brasileira
neste Rallye não foi nada fácil. Em entrevista concedida
ao site da Federação
Brasileira de Veículos Antigos em meados do ano passado,
Luis Cezar comenta que o processo de seleção é
dificílimo. É preciso fazer uma pré-inscrição
com meses de antecedência, sendo necessário apresentar
uma série de documentos. Paga-se uma taxa de 4 mil Euros.
Segundo ele, a inclusão de duplas não-européias
é muito rara. Lembra ainda que a participação
da dupla em 2010 é um marco que tende a abrir espaço
para outros brasileiros no futuro.
Os campeões da prova foram os Belgas
José Lareppe e Joseph Lambert, pilotando um Opel Kadett GT/E,
1978.
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O
sueco Volvo Amazon
Lançado em 1956 para substituir
o popular PV444, — também vendido no Brasil —
o Volvo 122 (ou Amazon), foi um carro revolucionário
no quesito segurança (uma marca registrada na montadora
sueca até hoje), por apresentar pela primeira vez na
história do automóvel o cinto de segurança
de três pontos, largamente utilizado até hoje.
O 122 S, como o do Brasileiro Luiz
César é a versão esportiva e fez sua
estréia no Rallye de Monte Carlo em 1959. O modelo
1967 possui motor 4 cilindros de 100 cv e pode chegar a velocidade
máxima de 160 km/h.
Além dessa versão esportiva,
o Amazon foi fabricado também nos modelos Station Wagon
e Coupê. Sua produção foi encerrada em
1970. Trata-se de um automóvel relativamente raro no
Brasil atualmente.
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Texto: Equipe Portal
Maxicar (com informações de Luis Cezar Ramos Pereira)
Fotos: Luis Cezar Ramos Pereira e site oficial
da prova
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