Canadense roda o
mundo de Vespa
e passa pelo Brasil
Sean
Jordan esteve no Brasil entre os meses de março, abril e
maio, e conta um pouco de suas experiências por aqui
*Gustavo
Delacorte
O canadense está
rodando o mundo com sua Vespa
“Em uma Vespa!?”. A
pergunta, em tom de espanto, é sempre a mesma de quem ouve
falar da aventura do canadense Sean Jordan, que já deve ter
perdido a conta de quantas vezes e línguas a escutou. Aos
34 anos, ele está cruzando o mundo a bordo de sua Vespa PX
200, ano 2002. O aventureiro, que iniciou sua viagem na Sérvia
em junho de 2010, esteve no Brasil entre os meses de março,
abril e maio. Atualmente na Argentina, ele agora corre contra o
tempo para enfrentar o frio na parte boliviana dos Andes e seguir
em frente.
Até agora, os países percorridos
por ele foram Sérvia, Croácia, Hungria, Romênia,
Moldávia, Transnístria, Ucrânia, Rússia,
Turquia, Geórgia, Armênia, Irã, Emirados Árabes
Unidos, Índia, Tailândia, Camboja, Malásia,
Indonésia, Brunei, Brasil, Uruguai e Argentina. “Levei
entre três e quatro meses para me preparar, o que me deu tempo
suficiente para sair do meu emprego (Sean trabalhava em uma
empresa de softwares) e começar a planejar a rota, preparar
meus cartões de banco, fazer contatos e revisar a Vespa”,
conta o vespeiro, que em 2001 já havia viajado pela Europa,
também de motoneta, uma PX 125.
Acima,
em frente ao Taj Mahal, na índia. Abaixo, à
direita, em frente ao Burj Khalifa - Dubai.
À esquerda, pose de moradores locais da Índia
Entre os altos e baixos de sua jornada, ele
relembra alguns detalhes que ficaram marcados, como os trânsitos
iraniano e indiano, a comida da Geórgia, entre outros. “Os
iranianos são os motoristas mais rápidos e malucos
que já vi, literalmente. Eles também têm mulheres
bonitas por lá. Na Índia, você se sente em risco
de vida o tempo todo, pois os caminhões e ônibus não
dão a mínima para quem está em duas rodas.
Tive que sair do caminho deles várias vezes. A Tailândia,
depois que você passa dois meses na Índia, parece limpa,
tranquila e tediosa. A comida da Geórgia é fantástica”.
Vindo da Malásia, após 40 horas
entre um avião e outro, Sean desembarcou no Brasil, onde
seus primeiros dias foram um pouco conturbados. Além de ter
que desembolsar U$ 900 (cerca de R$ 2 mil) e ainda esperar 15 dias
para liberar sua Vespa na alfândega, ele foi atropelado e
quebrou o braço. Por sorte, a fratura não foi tão
grave, o que lhe permitiu voltar à ativa em algumas semanas.
“Cheguei ao Rio e encontrei minha irmã, que já
estava na cidade em férias. Bebi algumas caipirinhas num
quiosque para relaxar. Ao atravessar a rua, fui atingindo por um
caminhão, van, carro ou ônibus, não sei, o que
resultou num braço quebrado e uma concussão. Acordei
algumas horas depois, na rua, e minhas coisas haviam sido roubadas”.
De braço quebrado, com os
membros da Confraria Rio Vespa Clube
Pela maioria dos lugares por onde passou,
o canadense tem contado com o apoio de diversos grupos que compartilham
a mesma admiração por Vespas, e no Brasil não
foi diferente. Atentos a cada passo do viajante desde sua chegada,
os membros da Confraria
Rio Vespa Clube correram para auxiliá-lo nos assuntos
médicos e no que mais precisasse. Sem sua câmera, levada
pelos ladrões, ele recorreu à ajuda de uma amiga aeromoça,
que lhe trouxe uma nova de Dubai. “Se eu comprasse no
Brasil, sairia até quatro vezes mais caro”, avalia.
Em Ubatuba, encontro
com o pessoal
do Motoclube Cruz de Ferro
Já em terras paulistas, sua primeira
parada foi na cidade de Ubatuba, onde recebeu a inesperada hospitalidade
do motoclube Cruz de Ferro. “Esses caras me viram e me
seguiram. Quando eu parei, exigiram saber quem eu era e o que estava
fazendo. Quando eu fui ver, já estava com eles comendo churrasco
e bebendo muita cerveja. Foi muito bom”, relembra. Após
se despedir dos novos amigos, seguiu sua viagem.
Com membros da Scooteria Paulista,
no monumento da Glória Imortal, em SP
Após passarem por Santos, seguiram
para a capital paulista, onde o aventureiro descobriu que o seu
cartão do banco havia sido clonado ainda no Rio de Janeiro.
Com a ajuda da rede de amigos vespeiros, o desconforto diante dos
problemas não foi maior que a vontade de continuar a viagem.
“Todos de São Paulo foram ótimos comigo
e me ajudaram bastante. Eles provavelmente são os scooteristas
mais ativos que conheci”, relata Sean. Seus destinos
seguintes foram Curitiba, onde foi recebido pelo Curitiba
Scooter Clube, e por Florianópolis, Novo Hamburgo, Dois
Irmãos e Porto Alegre, cidades em que foi recepcionado pela
Confraria
Vespa Motor Club, até seguir rumo ao Uruguai.
No Obelisco, em Buenos
Aires - Argentina
Embora não tenha pensado seriamente
sobre, o canadense poderá registrar sua aventura, assim como
fez Giorgio Bettinelli, o italiano que rodou mais de 250.000 quilômetros
mundo adentro com sua Vespa e os narrou em cinco livros. “Estou
longe de ser um Giorgio Bettinelli, mas talvez eu escreva um livro
sobre essa minha viagem. Ainda não pensei nisso concretamente,
mas é possível”.
Prestes a deixar a Argentina, Sean agora
parte para a Bolívia, onde atravessará a parte boliviana
dos Andes e seguirá seu roteiro. Por e-mail, ele comentou
que teve que desistir de atravessar o Chile para evitar o frio do
inverno nos Andes chilenos e recuperar o tempo perdido com os contratempos
da viagem. “Bem, como isso acontece, estou correndo em
direção ao norte para chegar até a parte dos
Andes que fica na Bolívia o mais rápido possível.
Estou tirando o Chile de minha rota e correndo contra o tempo”.
Depois da Bolívia, ele passará
por Peru, Equador, Colombia, México, Estados Unidos e, finalmente,
Canadá, destino final da segunda parte de sua viagem. O terceiro
e último estágio da aventura será o retorno
para a Europa. “Do Canadá, vou enviar a minha Vespa
para Portugal e, de lá, subirei a Europa rumo a Belgrado”,
explica. A aventura do vespeiro pode ser acompanhada em sua página
no Facebook (https://www.facebook.com/SeanCJordan),
onde há centenas de fotos, em seu Twitter (www.twitter.com/SeanCJordan),
e pelo site oficial de sua viagem, batizada como Vespa 360º
Project (www.vespa360.com).
*Gustavo Delacorte é jornalista,
vespista e representante
da Scooteria Paulista na Baixada Santista
Agradecimento especial e Márcio Fidelis
08 de junho de 2011
Data: 12/6/2011 Nome: Anderson Miguel Email: a2designgrafico@gmail.com Mensagem: Bela materia. Sensacional. PArabens Gustavo. Abracos Anderson lambrettabrasil.blogspot.com
Data: 12/6/2011 Nome: Email: Mensagem:
Data: 13/6/2011 Nome: ricardo correa Email: ricardomatusa@globo,com Mensagem: Muito bom...dá vontade de fazer o mesmo...parabéns para todos , ótima matéria...Ricardo Corrêa.