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Vende-se raridade!

Há cerca de 2 anos publiquei aqui um artigo chamado “O céu é o limite”, onde falava sobre o aumento exagerado nos preços dos veículos antigos de um modo geral. De lá para cá, nada mudou. Os valores foram subindo gradativamente, o que em minha avaliação é ruim tanto para quem compra — já que tem cada vez maior dificuldade em começar ou ampliar uma coleção — quanto para quem vende — já que acaba tendo maiores dificuldades para vender.

Dessa vez, resolvi falar não sobre preços especificamente, mas sobre a formação do preço do ponto de vista de quem quer vender, baseado no que aprendi depois de seis anos à frente da área comercial aqui do Portal Maxicar, que tem hoje quase 300 veículos antigos anunciados em sua seção de classificados. Minha intenção não é a de passar receitas prontas, mas sim transmitir minhas impressões pessoais a partir do relacionamento com anunciantes e clientes. Então, vamos lá:

- Antes de determinar o valor do veículo a ser anunciado, faça uma pesquisa de mercado, mas não se prenda muito a isso. Lembre-se de que veículo anunciado não é veículo vendido. Muita gente joga o preço lá em cima e acaba levando anos para conseguir vender, ou acaba desistindo. E sua prática acaba servindo de parâmetro para outros que também querem anunciar e acabam caindo na mesma arapuca.

- Não tenha em mente algo do tipo: “Vou começar anunciando bem caro. Se aparecer quem pague, ótimo. Senão, vou reduzindo o valor com o tempo”. Cuidado! Se o veículo fica anunciado por muito tempo, acaba ficando manjado perante o mercado e quando você resolve anunciar por valores mais dentro da realidade, já é tarde. Ninguém mais presta atenção em seu anuncio.

- Esqueça o valor sentimental. Muita gente na hora de vender um automóvel antigo põe o coração na frente de tudo. Aquele carro que está na sua família há 40 anos é muito valioso para você, porque lhe traz boas recordações. Se você o está vendendo, com certeza tem uma razão muito forte para isso. Mas lembre-se que infelizmente ele não tem nenhum apelo emocional para o mercado. Não pense que ele vale mais do que outros similares. Na hora de determinar que preço colocar, ponha os pés no chão.
Há algumas semanas, um rapaz me ligou, querendo anunciar conosco um Fusca 1979 que havia pertencido à sua falecida tia desde zero quilômetro e que agora pertencia a ele. “É uma verdadeira raridade, mosca branca mesmo. Carro todo original”. — me disse ele. Queria saber quanto valeria um carro daquele modelo, naquelas condições. Expliquei a ele que no momento tinhamos cerca de 50 Fuscas anunciados. Um modelo bastante procurado pelos antigomobilistas, mas que não se tratava de um carro tão raro assim. Informei a faixa de preço. Senti que ele ficou muito decepcionado. Mas isso só aconteceu, porque ele colocou o coração diante da razão.

- Esteja sempre disposto a negociar. Dificilmente se fecha um negócio quando o vendedor não está disposto a baixar nem um centavo do valor anunciado. O cliente sempre espera que haja alguma redução no preço inicial. Isso faz bem para seu ego. Ele sente grande satisfação ao pensar que conseguiu alguma vantagem no negócio. O que acaba sendo uma ilusão, já que os mais experientes negociantes acabam colocando um valor maior no anuncio, já experando a “choradeira”. E essa prática acaba se tornando uma armadilha, porque inflaciona o mercado e dificulta a venda. Complicado, não?

- Se você pretende pôr a venda um automóvel que acaba de restaurar, procure não colocar na ponta do lápis o valor gasto no trabalho. É possivel que chegue à conclusão que o valor total dos custos é maior do que o preço de mercado do automóvel. Ao iniciar uma restauração, tenha como objetivo ficar com o automóvel. Usando uma expressão popular, “case com ele”! Dependendo do modelo, a brincadeira pode ficar cara, mas leve em consideração que esse não é o único fator importante. O que vale mesmo é a satisfação pessoal. Essa não tem preço!

- Já tivemos sucesso na venda de um mesmo carro por duas vezes. Nacional, de modelo muito comum, fabricado na década de 1980. Detalhe: nas duas ocasiões, foi negociado por um preço 3 vezes o de mercado. A explicação? Tinha somente míseros 30 quilômetros rodados. Foi mantido sobre cavaletes por cerca de 30 anos. Um automóvel diferenciado, com preço diferenciado. Um fator que faz toda a diferença. Seu automóvel antigo valerá bem mais se tiver baixa quilometragem, for de uma versão ou série especialíssima, tiver comprovadamente pertencido a alguém famoso ou tiver participado de algum acontecimento importante. Do contrário, tem que seguir a média do mercado.

- Alguns clientes procuram automóveis restaurados. Para outros mais puristas, o veículo só serve se for completamente original de fábrica, mas neste caso, tem que estar perfeito. Já vi clientes desistirem de uma compra por causa de um único retoque na pintura. Automóveis de fábrica impecáveis são mais raros, mais procurados e por isso mais caros.

- Quando o assunto é restauração, deixe de lado a criatividade. Procure seguir a risca o padrão original, ou irá se arrepender se um dia resolver vender o automóvel. É comum vermos carros muito bem restaurados, mas nos quais o proprietário resolveu dar “aquele toque pessoal” pintando de uma cor um pouco diferente da de catálogo, ou forrando os bancos com um material personalizado. Não caia nessa tentação! Quem procura um carro original, o quer 100% original. 90% não serve. Você terá dificuldades na venda e terá que baixar o preço. A não ser que seja um hot. Mas aí já é outra conversa...

Por fim, aquela velha regra de mercado, vale também para veículos antigos: bom, bonito e barato é o que vende!

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COMENTÁRIOS PARA ESTA MATÉRIA


Data: 6/4/2011
Nome: Roberto
Email:
Mensagem: Que estranho. Me lembro bem de ter oferecido um valor cerca de 2000 a menos em um veículo anunciado no MAxicar, que, em minha opinião estava com o valor bastante inflado. Recebi uma resposta com tom de ironia do Fernando dizendo " um carro que pede-se X você quer oferecer X-2000? É claro que não " Ou seja, fiquei impossibilitado de negociar com o comprador por conta da infliexibilidade do Maxicar.


Data: 6/4/2011
Nome: Fernando Barenco
Email: fernando@maxicar.com.br
Mensagem: Olá Roberto (se é que este é seu nome, já que não se identificou completamente)

Como você pode observar no conteudo deste artigo e de outros já publicados, entendemos que os valores dos automóveis antigos estão exagerados. Mas quem determina os valores de TODOS os veículos anunciados no Portal Maxicar são os anunciantes. Um dos motivos que levam os antigomobilistas a anunciarem conosco é justamente o de haver aqui o respeito a privacidade do anunciante, para o qual somente são encaminhados os clientes realmente dispostos a fecher negócio. Sempre que recebemos uma proposta, encaminhamos ao proprietário. É ele quem decide se há interesse ou não. E nem poderia ser diferente.
Somos profissionais. Não usamos tom de ironia. Respeitamos os cerca de 30 internautas que nos consultam diariamente em busca de um automóvel antigo.
Se você se dignasse a se identificar, poderiamos verificar qual foi a sua proposta realmente e esclarecer.


Data: 6/4/2011
Nome: Tércio Gomes de Sá
Email: tgsa@ig.com.br
Mensagem: Boa noite Amigos. Concordo plenamente com comentario do Fernando, os valores estão inchados. Tenho alguns veiculos a venda já a bastante tempo, inclusive anunciados aqui no Portal Maxicar, a maioria estão sendo ofertados por valores inferiores ao custo de compra ou restauração, porem devemos acompanhar o mercado dentro da realidade, quando recebemos uma oferta coerente acho que devemos estudar com carinho, perdi algumas vendas por falta de flexibilidade, aprendi a lição.
As vezes coloco a venda algum antigo, não por falta de dinheiro e sim para renovar os modelos ou para adquirir outro mais raro ou diferente, a dificuldade é investir mais e mais em tempos dificel, o Portal Maxicar poderia modificar as regras e abrir espaço tambem para trocas, acho que teriamos mais negocios. É minha opinião, se estiver errado, desculpe-me. Grande Abraço a todos e bons negocios.
Atenciosamente, Tércio


Data: 6/4/2011
Nome: Fernando Barenco
Email: fernando@maxicar.com.br
Mensagem: Olá Tércio

O tema “trocas” por sí só já daria um artigo á parte. Estamos no mercado há 6 anos, completados condicidentemente hoje. Nos três primeiros anos, trabalhamos com trocas. No final desse tempo, fizemos um balanço e concluimos que em 99% das negociações não se converteram em fechamento de negócios. O motivo pirncipal é que as partes envolvidas quase nunca chegam a um acordo sobre valores: cada um acha que o seu automóvel vale o valor pedido, e que a outra parte está exagerando no preço. Quanto a troca envolve automóvel moderno X automóvel antigo a coisa é ainda pior. O moderno tem seu preço vinculado à tabela Fipe, enquanto que o antigo não possui tabela alguma.
Foi por este motivo de abolimos esta modalidade.
Grande abraço!


Data: 6/4/2011
Nome: Varlei Tadeu de Barros
Email: varlei.barros@ig.com.br
Mensagem: Fernando, boa noite!

Conheci o site Maxicar logo que comprei meu carro e comecei a refomá-lo. Me identifiquei de cara com as matérias e usei muito as dicas do site na hora de buscar as peças.
Tenho um Fusca ano 1972, anunciado no site há pelo menos 2 anos.
O preço dele, em comparação com os outros do site está na média de mercado e seu estado de conservação é muito bom. Fiz uma reforma nos moldes originais e se fosse passar por uma avaliação de placas pretas, se não passar de primeira, pelo menos bate na trave, falando francamente e sem auto bajulação.
Voce saberia dizer por que neste periodo não tive nenhuma proposta sequer ou o meu carro figurou como destaque no site? A não ser uma vez em que eu solicitei via e-mail que ele ficasse exposto na página de abertura do site.
O mercado de antigos está menos agitado que o de novos e semi-novos?
As pessoa que aparecem interessadas em antigos, na sua opinião, são pessoas que reconhecem o trabalho de restauração e preservação, enfim são do meio, ou são pessoas que somente querem tirar vantagem do mercado?
O detalhe de estar no interior de São Paulo pesa na hora de se receber uma oferta?


Data: 7/4/2011
Nome: Juliano Dalla Rosa
Email: clubedofuscapocos@yahoo.com.br
Mensagem: Fernancdo,

Parabens pelo artigo..
Alias.. sempre com belas materias...
Esta nao poderia ser diferente..

Sim.. disse muito bem.. os preços dos antigos estao inchados sim...

Seu artigo foi muito claro no que diz respeito a estes valores e de quem é a responsabilidade dos preços...

Em nosso Clube tambem recebemos inumeros emails perguntando valores de veiculos.. quanto pode valer..
Pergunta mais complicada de ser feita a alguem..

Quem decide preço é o proprietario do veiculo.. e claro necessidade de venda.
Quer vender rapido.. coloque um preço justo..
NAo tem pressa.. pode colocar nas alturas.. ai quem sabe um dia venda... enfim.. vai de cada um!!

PARABENS FERENAND

Abs

Juliano D. Rosa
Clube do Fusca de Poços de CAldas - MG
www.fuscapocos.com.br


Data: 7/4/2011
Nome: Ronaldo Diniz Medina
Email: ronaldomedinaster@gmail.com
Mensagem: Caro Fernando.
Parabéns pelos anos de estrada e pelas matérias, inclusive pela cobertura do Encontro AGMH em Caxambú.
Em 2010, comprei uma MP Lafer (está no Meu Xodó) e paguei à mais do que valia no momento pois a mesma precisaria de uma restauração. Mas também, além do desejo de possuí-la havia um propósito de trazer um maior conforto, para a família que necessitava desta venda, por razões de saúde. Assim, o preço não ficou desproporcional. Neste caso, entrou sim o componente emocional.
Hoje, penso em adquirir um outro veículo, um Fuscão 1973 amarelo ou alaranjado, mas vejo que no momento, os preços estão nas alturas, apesar de que, em alguns pouquíssimos casos (grande índice de originalidade e estado geral)os preços não estariam tão exorbitantes. Mas em regra geral, sempre estão pedindo um valor bem alto (para ver no que vai dar) por um carro bem razoavelzinho. Grande abraço.


Data: 7/4/2011
Nome: norivan campana de oliviera
Email: norivancampana@hotmail.com
Mensagem:
OLA MEU AMIGO FERNANDO

MEUS PARABENS POR POUCAS E CERTEIRAS PALAVRAS, POIS TEM MUITAS PESSOAS CONFUNDINDO AUTOMOVEL ANTIGO COM UM COMERCIO MUITO LUCRATIVO, VISANDO LUCROS CADA VEZ MAIORES, E DIVICUNTANDO A NOS QUE LUTAMOS PARA MANTER A MEMORIA VIVA, MAS VAMOS TOCAR PARA FRENTE, E QUE DEPENDER DE NOS VAMOS MANTER NOSSOS IDEIAS ANTIGOMOBILISTAS,

UM GRANDE ABRAÇO A VOCE FERNANDO E A FATIMA, TUDO DE BOM, FELICIDADES AO CASAL

NORIVAN CAMPANA


Data: 7/4/2011
Nome: JOÂO BATISTA DE CARVALHO
Email: jbatistacarvalho@gmail.com
Mensagem: Olá Fernando,
Seu artigo atual, complementando o anterior, é importante esclarecimento a respeito do mercado de carros antigos. Realmente, estabelecer o preço de um veículo antigo é tarefa bem complicada. Concordo com você, pois, na maioria dos casos, os carros estão anunciados com valores bastante elevados. E, muitas vezes, o EXCELENTE ou PERFEITO ESTADO DE CONSERVAÇÂO não corresponde à realidade. Uma observação cuidadosa das fotos publicadas nos classificados já dá para ter uma noção. Quem estiver disposto a adquirir um antigo precisa fazer uma boa avaliação para fechar negócio.
Abraços.
João Batista - Juiz de Fora(MG)


Data: 8/4/2011
Nome: José
Email:
Mensagem: Olá boa tarde a todos!
Esse negocio de preço em carros antigos , é bem complicado , pois se você , coloca o preço abaixo dos demais já anunciados , a pessoa que esta a procura , muitas das vezes , acha que por estar com um preço real o carro pode estar em situaçao pior do que outro da mesma marca e ano muito acima do valor real.
Obrigado .

JOsé.


Data: 8/4/2011
Nome: Vadinho Rodrigues
Email: vadinho.rodrigues@hotmail.com
Mensagem: Retrato da realidade..., parabéns Fernando pelo real, oportuno e inteligente texto. Estou endoçando suas sábias palavras, hoje em dia quem souber valorizar o que tem, bôa sorte. Vadinho Rodrigues - Ibitinga - SP.


Data: 9/4/2011
Nome: DANYEL CAMPOS
Email: danyelcampos.com@ig.com.br
Mensagem: FERNANDO E FATIMA

Parabéns pelos anos de estrada e do querido portal,
materia do fernando esta certissima,que preços são estes?
Devemos lembrar tambem que está inflação teve ajuda daqueles que queriam muito determinado veiculo e mandavam no podre proprietário aquela oferta INSANA,fazendo o dono vender na hora.
Ai saiam falando pra um e pra outro , e quem tem um carro parecido na hora de vender se lembra daquele,aquele que fulano comprou por x ou vendeu por x+1 .
Gente pelo visto e revisto esta época passou,a vaca tá magra.
PARABÉNS E ABRAÇOS A EQUIPE .


Data: 14/4/2011
Nome: Henrique Moraes
Email:
Mensagem: Parabéns Fernando! Excelente texto.
Devemos concordar que os preços estão altos, principalmente se levarmos em consideração os carros novos. Mas, embora não seja um defensor, tenho alguns argumentos que podem justificar algumas coisas.
Quando pegamos um carro para fazer, restaurar, sabemos das dificuldades de achar bons profissionais. Os materiais são inúmeros, sendo que seus valores variam pela qualidade. Neste momento, quem colocaria em um carro raro, materiais ruins?
Quanto custa por exemplo uma lanterna traseira de um dodge charger? Isto se acharmos? No final, tem-se que levar em consideração todos estes itens. Infelizmente, aplica-se a lei da oferta e procura, além de que carro antigo é LUXO. Nós é que fazemos o mercado.
Existem alguns pequenos detalhes que fazem os preços subirem e as vezes não se percebe. A cor do carro significa muito, pois se colocarmos dois carros iguais, porém com cores diferentes, aposto que olharemos apenas para aquele que faz nossos olhos brilharem. Aí, não pensamos duas vezes e pagamos mais caro.
Outro detalhe importante é o histórico do carro. Quando o carro pertenceu a alguém, saiu numa revista, programa de televisão, filmes, enfim, trazem valores agregados.
As vezes alguns carros ficam por anos anunciados sem que tenha um comprador, mesmo que o preço seja bom. Mas, se a oferta for grande daquele modelo, detalhes como a cor pode fazer com que se torne o famoso "sapato", e aí, só quase de graça, ou se aparecer a "Cinderela".
Manter um carro nestes tempos modernos, onde tudo fica difícil, peças, garagem, mecânica, pintura, conservação, disponibilização de tempo, enfim, tudo que se precisa para guardar um carro é oneroso. Existe um custo de investimento embutido.
Vejo muitos carros antigos com 0km rodado, ou aproximadamente. Os preços são elevados. Mas, pergunto a todos, se alguém conhece 03 pessoas que comprem hoje, um automóvel na agência por R$50.000,00 e o coloque sobre cavaletes, no intuito de que daqui a 25-30 anos, seja um carro antigo.
Reafirmo que concordo que os preços são altos, mas estamos falando de relíquias, paixões, luxo, realizações.
Acho muito caro pagarmos planos de saúde, colégio para filhos, remédios, IPVAs, enfim, coisas que precisamos e que deveríamos ter de graça. Se juntarmos o que pagamos todos os meses com estes itens, sem dúvida, teríamos melhores casas, melhores padrões de vida.
Existe alguém pagando estes preços!
Saudações à todos.


Data: 16/4/2011
Nome: Rodrigo Basílio
Email: basiliov8@hotmail.com
Mensagem: Bom, concordo com o Fernando sim, mas, quero deixar meu ponto de vista o que levou a isso tudo. Divido o antigomobilismo no Brasil em 2 partes, a 1ª que foi até o inicio dos anos 2000 a 2003 até então era uma curtição para somente quem tinha "ferrugem no sangue" não existia nada na mídia voltado ao carro antigo, apenas tímidas matérias nas revistas 4rodas e O.F.e pequenas tiras nos classificados dos Jornais de grande circulação no Brasil, e também algumas revistas de pequenas tiragens que circulavam entre os antigomobilistas de São Paulo e Rio de Janeiro,”era gostoso”... lembro que Impalas, Bel Air’s, etc perfeitos e originais eram negociados na faixa de 9 a 12 mil reais, carros nacionais tipo os Galaxies por volta de 3 a 5 mil (estou falando de carros bons e íntegros) carros para restaurar e documentos atrasados eram no máximo R$ 1.000,00.
Aí veio o modismo do carro antigo,foi um BOOOOHHHHH .... liberação para importação, deixamos de ser donos de carros velhos e aparecer na mídia como colecionadores...”fomos graduados...”
Descordo que seja luxo, carro antigo é prazer pra quem gosta, vira luxo pra quem quer ter por status e não tem paciência e gosto de cuidar de um automóvel antigo que é como uma pessoa idosa, ou vc faz por prazer e carinho gastando o que pode em busca de satisfação e prazer ou tem que pagar (caro) a alguém para que faça tudo em seu lugar, vira Luxo para quem procura status e não prazer.
Apareceram várias revistas umas serias outras sem conteúdo...sites assim como o MAXICAR que está despontando pela qualidade, programa na Globo e SBT, lojas especializadas etc, a 10 anos nunca poderia imaginar um carro antigo dentro de um salão de uma revenda de usados, agora é comum.
Toda ação tem reação, boa ou ruim...
A parte boa é que os encontros melhoram, o mercado de reposição de peças e acessórios ficou mais fácil, o acesso a informações e literatura, sites, revistas, fóruns etc.
A Ruim, fica por conta da especialidade do brasileiro a picaretagem e ver vantagem e lucro em tudo, a valorização monstruosa do mercado de carros e de peças usadas (pulgas), o Mercado livre esta para tudo mundo ver, carros muitos ruins, verdadeiros “Franksteins” apresentados como “relíquias” chega a ser cômico.
Até a placa preta virou referência de preço, e vítima da picaretagem, a placa preta acabou fazendo parte do Tal luxo, quem não conhece o que quer comprar acaba dando muito crédito a placa preta, e era para ser, se não fosse o uso incorreto em muitos casos.
Para quem ama e conhece o automóvel antigo a placa preta é apenas um reconhecimento do departamento de transito pelo seu capricho e trabalho e o resguardar de algumas exigências ambientais e de circulação e nunca aumentar seu valor comercial.

grande abraço
Rodrigo Basílio Galvão
Antigomobilista de Leopoldina-MG


Data: 17/4/2011
Nome: Mardel Paranhos Carvalho
Email: contato@garagemdomardel.com.br
Mensagem: Grande Fernando, me reporto a este assunto somente para afirmar que todas as vezes em que precisei de informações do Maxicar fui prontamente muito bem atendido.Ao contrario do que o Sr. Roberto afirmou em comentário anterior, todas as propostas que fiz aos proprietários através do Maxicar tive sim uma flexibilidade na negociação.
Não podemos condenar ou mesmo criticar o Maxicar se este é um veículo de intermediação entre o vendedor e o comprador, pois o fator de decisão da proposta é do vendedor.
Aproveito para elogiar este que em minha opnião é o melhor site em referência ao antigomobilismo.
PARABÉNS FERNANDO E FATIMA BARENCO.


Data: 1/5/2011
Nome: Luiz Antonio de Albuquerque
Email: lantonio@ofm.com.br
Mensagem: Prezado Fernando
Compartilho com sua opinião. Tenho tres carros antigos à venda, há alguns meses, e não consigo sucesso. Os carros foram restaurados à risca e são bons. Você identifica muito bem o problema. Os carros antigos brasileiros estão carros. Vamos simplesmente baixar o preço? Ou seria melhor obter tabela da Espanha ou outro país europeu e tentar adaptar os nossos preços.
Parece sem solução! Ou você tem outra idéia para alavancar o mercado?


Data: 14/6/2011
Nome: Samuka
Email: samukagrisu@yahoo.com
Mensagem: Graaande Fernando td joia amigo?
Parabens pela materia.
E simplesmente ridiculo o que acontece hoje com antigos no Brasil.
Supervalorização de veiculos, a maquiagem agora esta grande, existem os adesivos originais scaneados a venda no Mercado Livre, ou seja, vc pode comprar um carro que o dono diz ter os adesivos de epoca e sao meras copias fajutas.
Acahou0se aquela coisa do Sr velhinho da esquina que tem um carrinho barato vendendo, pq ate os velhinhos estao entrando na internet.
Eu resido em uma cidadezinha do int de sp.
Achei uma impala 64 4 portas 6 cil a venda. Toda destruida e enfferrujada. Pergunteu ao velhinho o preço ele me disse 40.000 reais pode? Gastara mais 30 por baixo para faze-la e ele disse que na itnernet e muito mais caro.
Tem um Dodge polara no MErcadolivre a venda por R$ 40.000 todo fora da originalidade, sem manuais,m sem historia, pq 40 mil?
Eu sou do tempo que compravamos antigos por boca de conhecidos e continuo assim.
O carro mais vale pela sua historia do que por ter sido restaurado.
Nao adianta o vendedor querer cobrar o que gastou na restauração, carro antigo nao e mais investimento, nao e fonte de dinheiro facil.
Quando os especuladores imbecis sairem do processo tudo sera bacana novamente, porque ocmo vc disse ficam ai anos vendendo os mesmos carros que nos conhecemos e nao vendem ou se vendem descobre-se carro ruins.
abração
Samuka (Galaxie Clube do Brasil)



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Fernando Barenco é administrador do Portal Maxicar. E-mails para esta coluna: fernando@maxicar.com.br

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