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• Restauração
Arqueologia mecânica
Resgatando a “vida”
dos dinossauros sobre rodas
Velhos
galpões, celeiros esquecidos, ao relento por anos
e anos, empilhados no fundo de oficinas, ou até
mesmo embaixo de escadas de prédios em construção.
Os lugares mais inusitados são aqueles em que normalmente
são descobertos os mais raros clássicos
automotivos. Tudo depende de saber “farejar”
e encontrar. E é neste sentido que o jornalista
Rubem Duailibi cunhou a expressão “arqueologia
mecânica”, que dá titulo a mais este
lançamento da Editora Alaúde.
Tendo como ponto de partida as
miniaturas que ganhava de presente de seu avô —
um profissional do ramo de brinquedos — (que depois
virou paixão por máquinas em escala 1/1
e que acabou levando-o a tornar-se um grande colecionador),
Duailibi considera sua obra um livro de “autoajuda”,
expressão que neste caso ganha dois sentidos. O
primeiro é o sentido literal, já que auxilia
o leitor na arte de pesquisar, procurar, encontrar, restaurar,
colecionar e (porque não?) vender bem automóveis
antigos.
O segundo é implícito
e seria melhor grafado como “auto-ajuda”,
já que tem a função de ajudar os
automóveis a recuperarem todo o seu esplendor de
glória do passado, a partir de uma restauração
criteriosa e que segue os padrões de quando saíram
da linha de montagem, anos antes.
Com mais de 200 fotos, aqui o leitor
irá encontrar dicas importantes, além de
conhecer algumas histórias curiosas que sempre
envolvem o universo desses verdadeiros “dinossauros”
sobre rodas. Mas não se trata de um livro técnico,
algo tipo “manual de restauração”.
Pelo contrário, foi escrito de forma bastante pessoal
e leve, numa narrativa que envolve “causos”
interessantes como aquele em que Duailibi conta como trocou
seu Jeep Willys por um raríssimo Fiat 1100 fabricado
em 1957, único exemplar da América Latina.
Diz o jornalista Bob Sharp em seu
prefácio: “O mundo está passando
por grande transformação na área
da mobilidade, por força de conjuntura econômica,
combinada com questões ambientais. Daqui há
dez, 15 anos, o automóvel como conhecemos hoje,
com seu motor de combustão exclusivamente, dividirá
espaço com outras formas de propulsão, que
fatalmente levarão à mudança de sua
arquitetura, certamente não tão exótica.
É por este motivo que a arqueologia mecânica
ganhará ainda mais importância.”
Arqueologia
mecânica – A arte de encontrar e recuperar
preciosidades
Rubem Duailibi
160 páginas - 18 x 25 cm
R$ 42,90
Editora
Alaúde
| O
autor: Rubem Duailibi,
publicitário, jornalista, artista plástico
e multimídia, cursou cinema na New York University
e publicidade na Escola Superior de Propaganda e Marketing
(ESPM), em São Paulo. Dirigiu vários
comerciais, programas de TV e documentários.
Nas artes plásticas, realizou várias
exposições no Brasil e no exterior,
e é considerado um dos pop artists do mundo
na atualidade. Em suas recentes exposições,
pintou em suas telas duas paixões: o Rio de
Janeiro e os carros clássicos. É um
profundo apaixonado pela arte de recuperação
de carros antigos de design, à qual denominou
Arqueologia Mecânica. Piloto profissional, participou
de vários ralis de regularidade e de corridas
com carros clássicos. Na década de 1990,
foi presidente do Porsche Club do Brasil, sendo o
mais jovem no mundo a exercer essa função.
Na televisão, criou, dirigiu e apresentou o
programa MotorDay OctaneTV, que ficou por dez anos
seguidos no ar, até o final dos anos 2000,
nas emissoras Band Sports, Canal Shop Tour e TV Bandeirantes,
no qual mostrava suas restaurações e
atividades ligadas ao automobilismo. |
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