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A bordo de um Fusca “split-window” rumo à Patagônia

Dois jovens de Horst e Elmshorn, na Alemanha, ousam realizar esta aventura a bordo de um VW 1952

"Assim devagar começa a formigar. Por mim a aventura poderia começar já", diz Torsten Mathias Schmitz ao ser entrevistado em 22.03.2008 por um jornal de Elmshorn. Embora o jovem de 29 anos da cidade de Horst tenha retornado em dezembro de 2007 de uma viagem de um ano pela Austrália, a emoção pela nova aventura já se fazia presente. Assim foi muito fácil ficar fascinado pela idéia de seu amigo Dirk Lutz Werner Dahmer, viajar pela Pan-Americana.

"Há muito tempo tenho sonhado como viajar por esta estrada. E agora isto será feito”, disse Dahmer naquela oportunidade. Para poder realizar o sonho de sua vida, o fotógrafo de 36 anos de idade demitiu-se do bom trabalho que tinha numa agência de propaganda de Elmshorn.

Dirk Dahmer (esquerda) e Torsten Schmitz, ainda na Alemanha, com uma grande empreitada à sua frente

A bordo de um Fusca, com 56 anos de idade e 30 HP de potência, eles se preparam para enfrentar a Rodovia Pan-Americana. Na bagagem eles levam um notebook, celular, câmeras fotográficas e algumas peças de reserva para este valente veículo antigo.

Schmitz, porém, é um mecânico freelancer especializado em carrocerias e mecânica de veículos, portanto estava livre para a aventura.

O percurso demandaria um ano, segundo estimativas iniciais. Mas eles não quiseram se fixar num prazo definido quando iniciaram a aventura.

Esta viagem é um grande desafio não somente para os dois aventureiros das cidades alemãs de Horst e Elmshorn. Para sua viagem eles não escolheram nenhum veículo tipo “fora de estrada” moderno. O carro escolhido foi um Fusca fabricado em 1952, com um motor de 30 HP (um pouco mais moderno do que o original, mas ainda da década de 50) e contando com aproximadamente 99.000 quilômetros no odômetro.

“Erbse” – Ervilha —, antes de ser preparado para a grande viagem

Em março de 2008 Dirk comentou: “Dirijo este Fusca, aliás, o ‘Erbse’ – ervilha em português —, nestes últimos sete anos, durante os quais ele nunca me deixou na mão. Na realidade ele ainda não teve que percorrer um tour tão longo, não estivemos a mais de 1000 quilômetros longe de Elmshorn”.

O início da aventura foi no fim de maio de 2008. O Fusca foi embarcado no dia 2 de maio, no porto alemão de Bremerhaven, num navio tipo Ro-Ro (roll in, roll off) com destino ao porto de Tacoma — perto de Seattle —, Estado de Washington, Estados Unidos. A viagem levou quatro semanas. Os dois “Fusconautas” voaram no fim de maio para Seattle para recepcionar o carro alguns dias depois, e partiram para a aventura.

A partir da Baia de Prudhoe no norte do Alasca até Ushuaia, a cidade mais ao sul da Argentina, que é a capital da província da “Tierra del Fuego”, Dirk Dahmer e Torsten Schmitz viajarão por mais de 25.000 quilômetros da famosa Rodovia Pan-Americana, atravessando florestas, montanhas, estepes, planaltos e desertos.

A Pan-Americana é um Sistema de Rodovias, que - com poucas lacunas – liga o Alasca até a Terra do Fogo, conectando assim toda a extensão do Continente Americano. A rede de rodovias tem, no comprimento maior da ligação norte-sul, 25.750 quilômetros.

Chegando ao destino, segundo o planejamento original, eles subirão a costa argentina até Buenos Aires para lá embarcar o Fusca de volta para a Alemanha.

Mas em um contato comigo, Alexander Gromow, feito pelo chat do Skype em 9 de junho de 2009 – quando ambos se preparavam para partir de Santa Fé de Bogotá, na Colômbia, para continuar a viagem, foi levantada a possibilidade da viagem ser estendida até São Paulo, com paradas pelo caminho. Esta ampliação de percurso dependerá do apoio que os dois poderão receber de fuscamaníacos e empresas brasileiras.

Os viajantes não puderam levar muita bagagem, pois o espaço no Fusca é restrito. Há espaço no bagageiro e algum espaço no interior do carro, mas eles deram um jeito nesta limitação.
Ao lado de roupas os dois estão levando equipamento para acampar.

Com um acessório de época os bancos dianteiros do carro permitem que o “Ervilha” vire dormitório

"Nós poupamos para esta viagem, mas o nosso caixa não está tão recheado assim, e não dá para ficar por um ano pernoitando em hotéis. Conforme as possibilidades que se apresentem pretendemos acampar e até pernoitar no carro”, esclareceu Torsten Schmitz. Por isso mesmo os dois se alegram muito por qualquer apoio e patrocínio que possam receber durante seu périplo.

Já antes da partida eles receberam ofertas de pernoite no caminho, e foi assim na Colômbia onde eles ficaram alguns dias hospedados por Rodrigo Kurmen Figueroa, presidente do VW Club de Colombia.

Dirk Dahmer, que é fã de Fuscas, não tem medo que o motor do carro possa apresentar um problema grave. Mas em todo o caso, eles trouxeram algumas peças de reserva para o Fusca ancião. Ambos esperam não ter que usá-las, mas bobina de ignição, correia da ventoinha, e cabos para o sistema de freios (este carro ainda não tem freio hidráulico!) fazem parte do pacote de peças.

Os potentes faróis de milha, um oferecimento da Hella, indicam que o carro foi transformado para 12V

Para manter a sua família e amigos a par dos acontecimentos Dirk Dahmer e Torsten Schmitz estão relatando suas experiências regularmente em sua página de Internet (em alemão), cujo endereço é www.panamericana-im-alten-vw.de.

Dirk Dahmer esclareceu que, para poder alimentar as baterias do celular e do notebook, a tensão do carro foi alterada de 6V para 12V, com isto, estes aparelhos podem ser recarregados a partir do acendedor de cigarros que foi instalado.

Para contornar problemas de comunicação durante a viagem, Dirk Dahmer estudou espanhol por um ano e meio. Assim ele espera poder ao menos se comunicar razoavelmente. Com isto fica claro que ele tinha uma firme intenção de realizar esta aventura, tendo estudado este idioma antes mesmo de ter a presente viagem definida. Para ele isto era um pré-requisito.

O casal Jasmin e Dirk temporariamente separados por um sonho de aventura do Dirk

Embora Torsten Schmitz não seja comprometido, Dirk Dahmer deixou sua companheira, Jasmin, na Alemanha. Conforme Dirk esclareceu, ela deu seu apoio integral a esta empreitada, tendo participado dos preparativos desde o início. Ao ser perguntada sobre o que achava do plano ela prontamente respondeu: “Faça a viagem!”

Agora os intrépidos “Fusconautas” estão em algum lugar entre a Colômbia e o Peru, enfrentando estradas mais rudes do que aquelas do hemisfério norte e o valente Fusca Vintage vai abrindo caminho rumo à Patagônia...

A sua passagem pelo México foi registrada no fim de março de 2009 por um canal de televisão local. O vídeo foi refilmado e colocado no YouTube para que pudesse ser apresentado aos leitores: www.youtube.com/watch?v=cLz9JT6mGAA

Já a passagem pela Colômbia foi registrada por Rodrigo Kurmen Figueroa e pode ser vista no box a seguir.

No final deste artigo, uma entrevista exclusiva com os dois aventureiros.

Passagem dos “Fusconautas” pela Colômbia
Relato de Rodrigo Kurmen Figueroa

Rodrigo, na qualidade de Presidente do Volkswagen Club de Colombia, “recebeu o bastão” de Heini Wanke que acompanhou os viajantes na Cidade do México, organizou a passagem dos dois por Medellín, foi o anfitrião dos deles em Bogotá e estabeleceu os contatos posteriores com o pessoal do Equador. Rodrigo reporta (original em espanhol).

Do Alasca ao México

Depois de passarem pelo Alasca, onde o percurso se iniciou, e terem descido os Estados Unidos, eles chegaram ao México em março de 2009, onde foram recebidos por Heini Wanzke e, finalmente no final de maio recebi um e-mail, com o qual eles informaram que já estavam em Colón, Panamá e que estavam a caminho para embarcar o VW 1952 para Cartagena. Mesmo tendo compartilhado um contêiner, o transporte lhes custou US$ 1.300 (a travessia da Alemanha para os Estados Unidos custou somente US$ 1.800,00). Além disso, eles não foram autorizados a viajar com o VW. “Tiveram que ir para Cartagena de avião e em seguida a papelada de liberação do carro demorou dois dias”.

Chegando a Medellín, Antioquia

Na segunda-feira, primeiro de junho, recebi uma chamada por celular e do outro lado, falando um espanhol muito bom, o Dirk informou que eles já estavam a 10 minutos de Medellín. Imediatamente coordenei com Juan Pablo Ramirez, presidente do Club Volkswagen de la Montaña, que prontamente organizou as boas vindas. Levou-os para a Feira Expomotriz, que estava se encerrando, e foram visitar o escritório de Herman Gutierrez, que é o organizador do Desfile de Clássicos e Antigos da Feira das Flores de Medellín. Foi dada aos viajantes uma pequena amostra da paixão dos locais por veículos antigos e clássicos.

Chegando a Bogotá

Encontro dos viajantes com o Rodrigo Kurmen na estrada entre Medellín e Bogotá

Na terça-feira, dois de junho, eles partiram de Medellín rumo a Bogotá, mas ao chegar a Honda, Tolima, encontraram a estrada fechada para trabalhos na ponte sobre o Rio Magdalena, de modo que eles ficaram à noite neste povoado. No dia seguinte, saíram rumo a Bogotá e finalmente encontraram-se comigo no balão de Sibéria, na estrada de Medellín.

Imediatamente se organizou uma recepção especial para estes visitantes com o comparecimento de várias pessoas do Volkswagen Clube da Colômbia. Durante a quinta e a sexta-feira Torsten e Dirk foram convidados a conhecer alguns lugares especiais em Bogotá, como o Centro Histórico, incluindo a Praça de Bolívar e Candelária.

O “Ervilha” ladeado por dois “irmãozinhos” colombianos no encotro do VW Clube da Colômbia

Também foram apresentadas a eles algumas coleções especiais de fãs de veículos antigos da cidade. No sábado, o Volkswagen Clube da Colômbia realizou a sua reunião chamada VW Nights, na praça da confluência da Rua 116 com a Rodovia Norte, na qual compareceram mais de 70 Volkswagens.

No domingo, dia 7 de Junho Dirk e Torsten foram convidados para uma reunião do BMW Club Colombia, no Sítio Ecológico de Limbalú nos arredores de Bogotá, ao qual acorreram mais de 30 BMW’s.

Vista parcial do encontro do BMW Club Colombia

Na segunda-feira, 8 de junho, eles decidiram ficar em casa, atualizando seu e-mails, já que eles haviam decidido em primeira instância, viajar para Armênia na terça-feira.

Nota-se que o “Ervilha” recebeu lanternas traseiras “modernas” por motivo de segurança

Na terça-feira foi organizado um passeio especial com o Volkswagen 1952 de Ricardo Granados, para acompanhar Dirk e Torsten e sua “Ervilha” até La Mesa, Cundinamarca, a 50 quilômetros de Bogotá. É interessante notar que muitos membros do Volkswagen Clube da Colômbia compareceram, trouxeram-lhes presentes de despedida, tiraram as últimas fotos.

Mas oh, que surpresa! Quando da chegada ao balão de Sibéria nós encontramos o caminho fechado devido à Volta Colombiana de Ciclismo, por isso tivemos que voltar para casa.

Na quarta-feira, 10 de junho, visitamos a sede da Colwagen S.A. distribuidor autorizado Volkswagen, Audi, Seat e SsangYong para a Colômbia, onde fomos recepcionados de uma maneira muito especial por Otto Franco, Diretor de Marketing desta agência. Eles receberam vários presentes e foram convidados a conhecer as instalações.

Cena do cotidiano colombiano: uma oficina especializada em Fuscas – veja o cartaz de cima: AUTO SERVICIO VOLKSWAGEN. O “Ervilha” recebeu um atendimento especial

Depois do almoço, e com tudo cuidadosamente acomodado no Split Window, saímos com Dirk e Torsten para Flandres, Tolima, aonde chegamos depois das 18h00.

Já na quinta-feira, 11 de junho às 9h00, foi dado o último adeus e na estrada para Espinal foram tiradas as últimas fotos e eles partiram com destino a Armênia, Quindio, aonde foram recebidos por KIKE Llamas, presidente da Federação Nacional de Clubes Volkswagen da Colômbia.


 

ENTREVISTA

Dirk Dahmer e Torsten Schmitz,
os "Fusconautas" alemães

Em 17 de junho de 2009, Alexander Gromow, referenciado abaixo como [AG] entrevistou os „Fusconautas“ por Skype. Da conversa em alemão resultou o resumo abaixo, que dá uma visão atual dos viajantes que ainda estão em território colombiano, prontos para partir para o Equador.

[AG] Participar de uma aventura destas é um grande sonho para muitas pessoas, mas vocês estão levando este sonho a um ponto alto. Na verdade, como surgiu a vontade de descobrir boa parte do mundo a bordo de um Volkswagen Vintage?

Nós dois já tinhamos em vista fazer uma aventura com um “oldtimer”, pois ambos possuímos carros Volkswagen antigos. O Dirk e eu temos uma Kombi 1960 cada e eu tenho três Fuscas, o Ervilha, um “Mexicano” e outro. A escolha do Ervilha foi feita por razões sentimentais, por ser o mais antigo e por questões de custos. O Fusca gasta menos combustível que a Kombi, respondeu o Dirk. Torsten arrematou: lembro bem, foi num boteco de Hamburgo quando numa conversa a esmo ambos tocaram ao mesmo tempo no assunto de fazer a viagem. Foi uma “explosão” de sentimentos e daí as decisões partiram da vontade para a realização.

Ambos comentaram que esperam que o exemplo deles motive mais pessoas a realmente realizar seus sonhos...

[AG] Como foi feita a escolha da rota para a presente aventura?

Dirk esclareceu: A escolha da Rodovia Pan-Americana como rota desta aventura seguiu um levantamento das reais possibilidades e um balanço de riscos. Uma rota pelos países do antigo bloco soviético ainda apresenta riscos devido à situação política instável. O mesmo ocorre para uma alternativa pela África. A Pan-Americana apresenta, dentre outras, a vantagem de que com dois idiomas, inglês e espanhol, se pode manter a comunicação. Já em outras rotas a demanda por conhecimento de outros idiomas seria maior.

[AG] Partindo do princípio que a primeira parte da viagem, no hemisfério norte, transcorreu em um ambiente mais seguro, qual é a sua estratégia para a América do Sul que pode ter algumas áreas com guerrilheiros ou serem palco de hostilidades contra viajantes?

Falando sobre o tema “segurança nas estradas” Dirk comentou que: no trecho sul-americano as condições encontradas até agora foram boas. A guerrilha na Colômbia não age perto das vias de maior trânsito como é o caso das que formam a Pan-Americana.

No geral eles se sentem seguros através do apoio, até certo ponto inesperado – porém muito bem vindo, que os clubes de Fusca têm dispensado a eles até o momento. Este fato os cerca de atenções que aumentam a sua exposição pública e segurança. Também são mantidos contatos com as famílias na Alemanha e com os conhecidos pela rota.

AAmbos disseram que a viagem deles é pautada pela Paz, eles não levam arma alguma, a não ser a faca de passar manteiga no pão... Até o ponto atual da viagem eles só tiveram um momento de real dificuldade quando eles sofreram uma tentativa de assalto à mão armada, faca no caso, num passeio no Panamá – saíram correndo a pé e se safaram.

[AG] Como que vocês estão garantindo a segurança do material fotográfico que está sendo levantado?

Torsten esclareceu: o montante de informação colhida até o momento entre fotos e apanhados escritos se avoluma a mais de 60 GB e carregar este material na Internet seria algo difícil. Então há cópias no Notebook e em um disco rígido externo. De tempos em tempos blocos de informação são gravados em DVD que depois são despachados para a Alemanha por correio..

Os dois lamentaram que não haja condições de manter o Site da aventura em mais idiomas por uma questão de falta de tempo. Eles têm pena que não conseguem atender às pessoas que falam Inglês e Espanhol, mas o foco deles no momento é a viagem em si.

[AG] O Brasil não é cortado pela Pan-Americana, mesmo assim há algum plano de visitar este país?

Dirk comentou que: sticar a viagem até o Brasil, além do planejamento inicial que é concluir a aventura na Argentina não está fora de cogitação, mas que as condições deles de tempo e recursos, principalmente estes, já estão se esgotando. A estimativa atual é que eles cheguem a Buenos Aires em agosto. O interesse de conhecer o Brasil existe e é grande, mas eles dependeriam de suporte financeiro e logístico para poderem dar esta esticada.

[AG] Foi feito algum contato prévio com clubes de Fusca de localidades que ficam próximas ao seu percurso?

Torsten falou sobre os contatos prévios com clubes de Fuscas: a idéia inicial não contemplava o significativo apoio que eles vêm recebendo por parte de clubes e aficionados da marca VW. Mas houve contato inicial com Heini Wanke do México, Rodrigo Kurmen da Colômbia e daí surgiram mais contatos até de países por onde eles não iriam passar como é o caso da Venezuela..

Para o restante da viagem eles têm alguns contatos no Peru, Chile e Argentina, tanto de clubes como de “civis” que eles conhecem por outros meios. Mas estão interessados em abranger a gama de contatos nestes países.

[AG] Qual e a sensação que se tem ao realizar uma aventura destas a bordo de um Oldtimer Volkswagen?

Dirk disse que: no início da viagem, lá em Seattle, nos Estados Unidos, com o carro carregado, com duas malas grandes de alumínio – colocadas sobre o banco traseiro, cheias de coisas que acabamos nem usando, com dois camburões de gasolina no porta-malas dianteiro, e o carro não alcançando mais do que 80 quilômetros por hora, tivemos a sensação que a viagem não iria muito longe.

Passando um tempo, tendo alijado parte da bagagem desnecessária, visto que o mundo não acabava nos limites de Seattle (a questão da gasolina de reserva para aquele trecho da viagem foi “ridícula” segundo o Torsten), eles foram ganhando mais e mais confiança no Fusca antigo que está se desempenhando muito bem. As sensações de passar desde rodovias de seis pistas até caminhos de terra perdidos pelos rincões de interior são as melhores possíveis. A viagem se transformou no que eles tanto queriam, numa linda curtição a bordo de um pedaço da história automotiva alemã.

[AG] Até agora ocorreram muitas panes mecânicas?

Novamente o Dirk, com alguns palpites do Torsten, assumiu a resposta: o carro saiu da Alemanha como estava; não foi feita uma reforma nem mecânica nem estética. Os problemas que já existiam continuaram a existir no caminho. Assim foi necessário tirar alguns vazamentos de óleo pré-existentes para garantir a vida do motor. De resto foram feitas manutenções de rotina numa viagem deste tipo e decorrentes da quilometragem percorrida. Tais como troca de amortecedores dianteiros e de direção (que havia sido adaptado).

No caminho tudo está transcorrendo muito bem, especialmente considerando-se a idade do carro. Coisas do tipo sobreaquecimento das lonas de freios (fading) em descidas acentuadas não são um problema, eles já desenvolveram uma técnica para fazer paradas que permitem os freios esfriarem. No restante o valente carro está enfrentando as estadas com um bom desempenho, consegue ultrapassar caminhões lentos em subidas e nas auto-estradas não fica empatando o trânsito. Eles até lembraram de uma propaganda antiga de Fuscas na Alemanha que dizia:

Der Käfer? Er läuft, und läuft, und läuft, und läuft, und läuft, und läuft… O que quer dizer: O Fusca? Ele anda, e anda, e anda, e anda, e anda, e anda...

[AG] Quantos pneus foram gastos até agora?

Torsten comentou: o desempenho dos pneus do tipo intermediário para inverno está excelente. Ainda estão com o primeiro rodado de pneus da marca Vredstein. Tiveram somente que tirar um pneu dianteiro e colocá-lo no estepe, pois a deficiência num amortecedor, que foi trocado, acabou por provocar um desgaste irregular. Os pneus agora estão em perfeitas condições para o restante da viagem.

[AG] Algumas palavras para o Fuscamaníacos brasileiros?

Ambos comentaram estar contentes por saber que muitas pessoas estão acompanhando a viagem deles. Ficaram felizes ao saber que agora muitos brasileiros irão se unir a este grupo que “viaja com eles”. Estão muito motivados para levar a viagem até o final e torcem para que haja condições de fazerem uma incursão por terras brasileiras.




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COMENTÁRIOS PARA ESTA MATÉRIA


Data: 18/6/2009
Nome: Lucio da Silva
Email: contatos@passofundofuscaclube.com.br
Mensagem: Gromow... sempre na tentativa de auxílio a companheiros em viagens... o Passo Fundo Fusca Clube, se dispõe a associar, vários dias de Repouso, visitas nas cidades da região, apoio mecânico e diversões Passofusquenses... se caso, optarem pos esta rota, ao 'subirem' pro norte do mapa. Estamos aí... você tem meu contato pelo orkut.. pena eles não estarem este fim de semana por aqui... seria um grande prazer recebê-los!


Data: 18/6/2009
Nome: Edgard Ajax
Email: ajaxpucci@hotmail.com
Mensagem: Gostei muito do artigo e da entrevista! já coloquei no blog:
www.ajax-noticias.blogspot.com
Parabéns Professor: Alexandre Gromow! Abs, AJAX


Data: 18/6/2009
Nome: Jean Tosetto
Email: (redebido por e-mail)
Mensagem: Caro Alexander,

Está aí uma viagem que eu gostaria de fazer! Nem precisaria ser tão longa. Este ano tenho trabalhado tanto que me dei por feliz por ter ido até Águas de São Pedro uma vez...

Tenho um MP Lafer desde 1997, mas o primeiro carro que tive - adivinhe - foi um Fusca. Obviamente colecionei vários episódios com ele, mas teve um que resolvi relatar. Segue o link:

http://www.jeantosetto.com/2008/02/o-fusquinha-azul.html

Grande abraço,

Jean Tosetto
www.mplafer.net


Data: 18/6/2009
Nome: Clayton de Brito Consiglio
Email: (recebido por e-mail)
Mensagem: Que inveja....Eu, que já estava tremendamente saudoso dos dias de Rally Mercosul, fiquei muito mais. Seria muito legal se eles pudessem dar uma 'esticadinha' at´aqui....
Thanks for the article !
Um abração,
Clay


Data: 18/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: contatos@passofundofuscaclube.com.br
Reprodução da resposta a seu POST na matéria: A bordo de um Fusca “Split-Window” rumo à Patagônia

Caro Lúcio da Silva,
Muito bom receber a primeira oferta de apoio para os “Fusconautas” o que é um excelente começo!
O trabalho começou e vamos que tipo de apoio no total poderá ser oferecido aos viajantes.
A todos ai um excelente evento nos dias 20 e 21 próximos.
Um abraço
Alexander


Data: 18/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Caro AJAX,
O seu apoio na divulgação e a sua participação em meu trabalho são muito bons e dão um fôlego extra para perseverar na senda de escrever sobre as coisas ligadas ao Antigomobilismo.
Por falar nisto, dependendo do tempo, estarei na terça que vem no evento do Sambódromo.
Um abraço
Alexander


Data: 18/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Caro Jean Tosetto,
Grato pelo comentário. Realmente uma aventura destas é um sonho de muitos, inclusive meu. Quando eu soube sobre a viagem com um Fusca 52 logo comecei a procurar dados e fazer pesquisas que culminaram com um contato direto com os viajantes que foi coroado com a entrevista que está na matéria. O Dirk, um dos “Fusconautas”, repetiu várias vezes, durante nossa conversa por Skype, que ele gostaria que a aventura deles mostrasse para muitos outros que é sim possível fazer uma viagem destas.
O seu relato com seu “Fuscão azul calcinha” é muito bom, pena que eu não tinha conhecimento dele quando compilei meu livro de causos de felizes proprietários de Fusca. Certamente eu pediria para aproveitá-lo. Quem sabe numa próxima...
Saudações
Alexander


Data: 18/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Caro Clayton Consiglio,
Pois é, eu tinha me lembrado de você e da intrépida aventura de ter participado do Rally do MERCOSUL com um Fusca originalmente com placa preta. Façanha eu, com a sua ajuda, tive a alegria de registrar em um artigo numa revista.
Keep on mooving!
Take care
Alexander


Data: 18/6/2009
Nome: Elisedan
Email: eli.sedan@hotmail.com
Mensagem: Caro Alexander !
Fiquei muito Feliz ao ler a sua matéria, Felicito aos 2 aventureiros pela empreitada, eu tive a oportunidade de fazer NATAL - RN a Sâo Paulo a bordo de um fusca 1300 1973 , tambem como Aventura, eu minha esposa e um Filho, e foi só alegria, viagem tranquila, sem surpresa , rodamos quase 5 mil KM decendo todo o Nosso Litoral, Estou bastante fora da Rota dos nossos amigos aventureiros, teria imenso prazer em poder recepciona-los, Existe algum site onde seja possivell acompanha-los ?
Abraço
Elisedan


Data: 19/6/2009
Nome: Luiz
Email: (recebido por e-mail)
Mensagem: Querido amigo Alexander, como vai ?

Puxa, que bacana a aventura desses caras né?

Tenho interesse em ajudar a trazê-los ao Brasil

Se precisar de ajuda da Mille Duke, conte comigo !!!!!!!!!!!!!

Forte abraço

Luiz


Data: 19/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Salve Elisedan,
Sua aventura é muito interessante, pois muita gente esquece que o Brasil tem dimensões continentais.
Como está na entrevista os Fusconautas estão com foco na viagem em si e lamentam não ter condições de fazer um relato mais freqüente dos acontecimentos. No Site deles que também pode ser visto na matéria: http://www.panamericana-im-alten-vw.de/
Há muito material, mas em alemão...
Acho que vou sugerir a eles que abram um Twitter para a viagem. Assim eles poderão se comunicar em frases curtas e dizer aonde estão e alguma outra informação curta em inglês ou espanhol.
Grato por seu comentário.
Alexander


Data: 20/6/2009
Nome: Reinaldo
Email: (recebido via ORKUT)
Mensagem: Alexander, fantástica a matéria sobre a viagem dos dois alemães a bordo do split 1952. Seria muito interessante eles visitarem o Brasil para troca de informações e também ouvir as diversar histórias que eles tem para contar. É um sonho para mim algum dia poder fazer uma viagem dessa, claro que a bordo do meu Fukinha.

abraço e mais uma vez parabéns.


Data: 21/6/2009
Nome: Marcelo
Email: marcelocsmarques@hotmail.com
Mensagem: Grande Alexander gostei muito da materia dos dois aventureiros e fiquei mais aninda com vontade de fzer uma grande viajem dessas tambem,e que bom que existem clubes e pessoas dispostas a ajudar , desejo que les cumpram a meta e q voce nos mantenha informados.
Um abraço


Data: 21/6/2009
Nome: Rogério Caldas de Oliveira
Email: 911.rogerio@gmail.com
Mensagem: Gromow, como já mecionei no Orkut, vejo esta matéria, como um grande presente ao fusca, em comemoração so seu dia Mundial! Nada melhor que 2 alemâes e um Split, para marcar esta comemoração!
Primeiramente, tenho a convicção que a VW AG, deveria financiar esta viagem, porém acredito que de alguma forma, isto não foi possível!
Mas nossos alemães aventureiros, devem ter percebido o amor a este carinho pelo nossos colegas de terceiro Mundo, e ajudaram, e muito, como você mencionou, sua passada pelo México e Colombia e esta ajuda, vai se prolongar até a Argentina. Quanto a passagem pelo Brasil, a VW poderia ajudar??? Não creio, mas se haver esta confirmação, meu único jeito de apoio, devido minhas limitações de logistica, seria um depósito em R$! Pouco posso ajudar, mas se nós fuscamaníacos se unissem, seria uma grande ajuda!!!
Quem nunca sonhou em sair da rotina e fazer uma viagem desta, com sua raridade guardada na garagem!!!!!!!!!!!!!!

Parabéns Dirk e Torsten!!! Gromow, só você e a Maxicar, para nos intergrar com fatos grandiosos como este!!!!!!!

(O\_!_/O)


Data: 22/6/2009
Nome: Alexander Fleming
Email: (recebido por e-mail)
Mensagem: Caro Gromow,

Muito bom o artigo e a sua entrevista com os dois "Fusconautas" alemães que estão percorrendo a Panamericana. Numa viagem desta o entrosamento dos dois tem que ser o maior possível, e, pelo que eu li
parece que é isso que eles tem.
Olhando de fora, acho que eles deveriam ter consultado os clubes e as associações aqui do Brasil na fase de planejamento desta viagem. Acho que assim facilitaria uma resposta positiva, para passar por aqui.

Abraços !

Fleming


Data: 22/6/2009
Nome: Jorge Barros
Email: jorgebarrosneto@terra.com.br
Mensagem: Caríssimo Alexander.

Parabéns mais uma vez pela carinhosa dedicação à causa do Fusca. Temos nesse bichinho um apelo emocional de excepcional magnitude, pois ele faz parte da nossa história e ainda frequenta nossas bons sonhos, todas as vezes que relembramos o passado recente, o Brasil romântico, as cidades sem violência e as pessoas sem tanta pressa.

Que exepcional aventura essa desses caras, não? Quem dera pudesse fazer algo parecido... ganharia anos de vida e viveria emoções em igual! Mantenha-nos informados, como forma de curtirmos com eles as etapas da viagem.

Quanto a colaborar com eles, estranho que a VW do Brasil não esteja apoiando...de qualquer forma, conte comigo para contribuir com algum valor, seja uma diária em SP, dois dias de refeições, algo desse tamanho, considerando que se trata de uma contribuição individual e pessoal de um fã do Fusca, dentro das minhas limitações, ok?

Grande abraço,

Jorge Barros.


Data: 22/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Marcelo,
Grato por seu post. É esta a expectativa, vamos ver o que é possível oferecer aos viajantes caso eles possam vir até São Paulo..
Acabo de receber um telefonema do Peru e soube que em Lima já há um esquema montado para receber os dois Fusconautas.
As informações que forem vindo serão colocadas à disposição, é só eles enviarem algo.
Saudações
Alexander


Data: 22/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Caro Alexander Fleming,
Você tem toda a razão. Tanto que eles fizeram contato com clubes no percurso da Rodovia Pan-Americana.
A eventual vinda para o Brasil é um adicional que está na berlinda agora. Como eles não tinham feito a prospecção do trecho até São Paulo é necessário ver se isto é viável.
Grato por seu comentário
Alexander


Data: 22/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Caro Rogério,
Pois é eles haviam contatado uma concessionária VW grande da cidade de Braunschweig (foi um engano não terem tentado a fábrica diretamente), Recebera como resposta que se eles estivessem viajando com um Golf antigo teria algum interesse, visto que o Golf ainda é fabricado. Mas o Fusca não tinha interesse para aquela concessionária.
Vamos ver o que se consegue fazer para viabilizar a esticada deles para São Paulo. Grato por seu oferecimento, mas ainda não há um esquema que possibilite acolher este tipo de contribuição, onde entra dinheiro a responsabilidade de quem gere este fundo é grande.
Saudações
Alexander


Data: 22/6/2009
Nome: Alexander Gromow
Email: a.gromow@hotmail.com
Mensagem: Grande Jorge,
A dedicação é um meio de trabalhar por um objetivo, que no caso é a manutenção da história do Fusca e dos próprios Fuscas (aqueles que você sempre lembra que pegam fogo no motor, e com razão, pois há cuidados com o carro que não devem ser desprezados).
Outra coisa que você acertou em cheio, o banzo por ainda não ter feito uma “loucurinha” destas. Realmente um sonho “oculto” de muita gente. Com a veiculação deste causo os relatos de gente que nutrem o sonho de participar de uma aventura semelhante estão se avolumando.
Grato por sua predisposição em ajudar os dois Fusconautas. Caso eles venham para cá será determinado o que e quem poderá participar de um “little cow” para ajudá-los. Ainda não sei se a VW do Brasil foi acionada, mas a resposta deles é uma incógnita.
Mais uma vez eu tenho a alegria de agradecer à sua participação neste trabalho através de seus gentis comentários. Keep on writing!!!
Um grande abraço
Alexander


Data: 25/6/2009
Nome: Juliano
Email: clubedofuscapocos@yahoo.com.br
Mensagem: Que aventura...
Muito legal.

Parabens novamente Gromow

Abs

Juliano


Data: 6/7/2009
Nome: Alexandre Hoerner López
Email: ahoerner@terra.com.br
Mensagem: Dá realmente vontade de embarcar no "ervilha"! Ótima reportagem!
Obrigado por compartilhar estes sonhos realizados com os amantes do velho (mas em forma) Sedan!
Alexandre


Data: 22/7/2009
Nome: tetê
Email: tete@superonda.com.br
Mensagem: Parabéns pela reportagem sobre os grandes aventureiros pela Pan Americana! Adorei sua entrevista com esses "doidos" pelo Fusca!!!! Abs Tetê



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Alexander Gromow - Ex-Presidente do Fusca Clube do Brasil. Autor do livro EU AMO FUSCA e compilador do livro EU AMO FUSCA II. Autor de artigos sobre o assunto publicados em boletins de clubes e na imprensa nacional e internacional. Participou do lançamento do Dia Nacional do Fusca e apresentou o projeto que motivou a aprovação do Dia Municipal do Fusca em São Paulo. Lançou o Dia Mundial do Fusca em Bad Camberg, na Alemanha. Historiador amador reconhecido a nível mundial e ativista de movimentos que visam à preservação do Fusca e de carros antigos em geral. Participou de vários programas de TV e rádio sobre o assunto.

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