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Ultima atualização: 28/11/2011 

Salão Internacional de Véiculos Antigos – São Paulo, SP

Viagem pela história recente,
através do automóvel

Evento teve programação diversificada e 240 veículos em exposição

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Contar um pouco da história do Brasil e do mundo no Século XX através dos automóveis foi o objetivo de um evento que aconteceu entre os dias 24 e 27 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Objetivo cumprido com êxito! Durante quatro dias, o Salão Internacional de Véiculos Antigos encantou seus visitantes, expondo de forma cronológica a evolução dos automóveis (e também do mundo) ao longa das décadas.
— Procuramos fazer algo diferente dos convencionais encontros de automóveis antigos. O evento tem mesmo a conotação de salão. — nos contou Ricardo Oppi, mestre restaurador e um dos organizadores da mostra.

O Salão Internacional de Véiculos Antigos é uma iniciativa do Automóvel Clube do Brasil — tradicional entidade fundada em 1907 por figuras ilustres com Alberto Santos Dumont e que hoje é uma grande incentivadora do movimento antigomobilista — em parceria com a Reed Exhibitions Alcantara Machado — uma das maiores empresas do setor de eventos em todo o mundo, responsável por exposições do calibre do São do Automóvel, Bienal Internacional do Livro e Brasil Off-Shore.

Foi grande o múmero de modelos dos anos 1920 e 30

E realmente foi diferente! A começar pelas inscrições que foram feitas previamente pelos colecionadores interessados em expor seus automóveis. A partir daí foi feita uma seleção rigorosa onde foram escolhidos os melhores exmplares de cada marca/modelo. Por isso não foi possivel ver diversos exemplares de um mesmo automóvel, como normalmente acentece. O objetivo foi diversificar, fazendo uma radiografia da indústria automobilística como um todo.

Já ao entrar entrar no pavilhão, o entusiasta se deparava com os automóveis fabricados no início do século passado, como o Ford Modelo T Touring de 1913 o mais antigo automóvel em exposição. Ao seu lado um Fiat 509A Torpedo de 1927, dono de uma curiosa história. Reza a lenda que o 1.0 chegou zero km ao Brasil, e que por problemas de legislação, nunca conseguiu ser devidamente emplacado (o modelo não possui parachoques), fazendo com que tenha ainda hoje somente cerca de 3 mil quilômetros rodados, mesmo já tendo mais de 80 anos!

O "popular" Fiat 509A e os luxuosos Stutz e Rolls Royce

Estre os exemplares do popular Fordinho Modelo A — que sucedeu o Modelo T a partir de 1927 — o Furgão 1929 carinhosamente apelidado de Cremilda, por seu proprietário. O veículo participou da minisérie “global” “Um só coração”, exibida em 2001. E mostrando que na década de 1920 se produziam muitos modelos populares, o evento contou também com exemplares da Chevrolet e até mesmo um da conceituada Mercedes-Benz. A 260 Stuttgard 1928 teve produção de somente 6.700 unidades e hoje conta com apenas cerca de 20 remanescentes em todo o mundo, sendo este em exposição no Salão, o único do Brasil.

Mas havia diversos modelos mais sofisticados dessa época, como o Hispano-Suiza, Dodge Brother, Studebaker, Stutz e Rolls Royce.

Em 2012 o célebre motor V8 completa 80 anos. E como testemunha desse avanço, um Ford Roadster 1932. Até então, a americana equipava seus automóveis com motores de quatro cilindros. Fato inusitado, em 2010 o veículo foi multado pela Prefeitura de São Paulo por excesso de velocidade!

Ao lado, o Tatraplan T87 1947, diretamente do Leste Europeu.


Abaixo a dupla de Allards e o sofisticado Packard Clipper

Continuando a aventura no tempo, chegamos à década de 1940, período em que a indústria automobilística mundial “deu uma parada” devido à II Guerra Mundial. É desta época um luxuoso Packard Clipper 1941, um Mercury Eight e um Chevrolet De Luxe Conversível fabricado em 1942, ano que a produção de automóveis foi interrompida, retornando somente em 1946.

Do Leste Europeu, um Tatraplan T87 1947. Fabricado na antiga Tchecoslováquia, possui motor de oito cilindros traseiro refrigerado a ar, separado do abitáculo de passageiros por um grosso vidro. Na tampa do motor, uma grande barbatana tem função aerodinâmica. Na dianteira, um estranho terceiro farol.

Não faltaram nem mesmo dois exemplares da bastante desconhecida marca inglesa Allard: um K1 1948 preto — cuja produção foi de apenas 150 unidades — e um J2 branco — biposto de competição com motor Cadillac, que participou de diversas corridas no Brasil na década de 1950. Estima-se que existam somente três exemplares no mundo inteiro.

Chevrolet Bel Air Conversível 1957: beleza impar

Década de 1950. Dos “Anos Dourados”, inúmeros modelos que são verdadeiras estrelas sobre rodas. Caso dos diversos Cadillacs, em especial o modelo 1959 — o ápice do exagero no design. Packard Patrician 4000 1951, Rambler Custom 1957, Mercury Montclair 1955, dois Fords Fairlane (sendo um hardtop e outro conversível), Corvette 1956, Impala 1958 e os desejados Chevrolets 1955/56/57 (tri-Chevys) são outros dos ínumeros modelos norte-americanos desse período.

Kombi alemã Barndoor de 1950, Trabant P-60 1963 e DKW Sonderklasse

A alemã Volkswagen esteve muito bem representada nesta década. Dois Fuscas: um “Split” de Luxo 1950, e um “Oval” Standard de 1955. Lado a lado, ficou fácil comparar as diferenças de acabamento entre ambos. Já a Kombi Barndoor de 1950 acaba de ter a restauração concluída. O modelo tem como principal característica uma grande tampa traseira única, que dá acesso ao cofre do motor e sobre este, o estepe.

Também da Alemanha, o DKW Sonderklasse Coupê sem coluna de 1956, modelo jamais produizido por aqui. Do lado oriental do país, o desconhecido Wartburg 312 1966 e o Trabant P-60 1963 com sua característica carroceria plástica, que acompanhou a marca comunista durante toda a sua trajetória.

Os sempre admirados Mustangs em suas três versões: Hartop, Fastback e Conversível

Chegamos às década de 1960 e 70, época do surgimento dos “Muscle” e “Ponny Cars” americanos, tendo o Mustang como seu principal representante. Mas não de pode esquecer o Camaro SS — seu principal rival, o Mercury Cougar — seu “primo” de luxo, o Dodge Charger, Corvettes da 2ª geração, Ford Thunderbird e as pick-ups derivadas de automóveis Ford Ranchero e Chevrolet El Camino — modelos dos quais o evento contou com diversos exemplares, para deleite dos amantes do gênero. Realmente lindas!

O setor de micro e mini carros europeus foi um dos mais visitados e fotografados. Ao lado de uma tradicional BMW-Isetta o modelo BMW 600, de quatro lugares parecia até grande! Além da porta dianteira, esta versão possui uma porta lateral para o acesso dos passageiros do banco traseiro. Com “pinta” de aviãozinho, nome complicado e manche no lugar do volante, o Messerschimitt foi lançado na Alemanha após a II Guerra Mundial, aproveitando o nome e as instalações de uma antiga fábrica de aviões. “Parece um peixe!”, ouvimos alguém dizer... Encantadores o Furgão Mini Morris e o Fiat 600.

Ao lado, o setor dedicado à marca Alfa Romeo, com dois exemplares nacionais (no segundo plano)


O sucesso dos microcarros: Messerschimitt, BMW 600, BMW Isetta e Mini Morris Furgão

Muitas marcas consagradas tiveram setores próprios. É o caso da Italiana Alfa Romeo, que apresentou diversos exemplares das bem conhecidas conversíveis Spider 2000, além das mais raras Giulia Spider 1965 e Guilia Sprint 1966, sem falar na GTV 1973 de competição e de carona os brasileiros FNM JK 2000 1967 e Furia GT 1970 — projeto de Toni Bianco que lhe rendeu um prêmio da Revista 4 Rodas naquele ano.
A BMW também teve seu espaço próprio. 635 CSI, 2002 Tii, 2800 Automatic, 3.0 CSi e 3.0 com curtomização Alpina encheram os olhos dos fãs da marca da Bavaria.

Três De Tomaso juntos:cena rara

Coisa rara de se ver no Brasil, estiveram reunidos três exemplares da marca italiana De Tomaso: Longchamp 1978, Deauville 1974 e o mais famoso deles, o superesportivo Pantera 1971. Todos compartilham a mesma mecânica Ford V8. Fundada em 1959 por um Argentino, a marca se notabilizou por modelos sofisticados e de alto desempenho. Foi extinta em 2004.

Parte da Caravana vinda do Rio de Janeiro, organizada pelo grupo AGMH Antigomobilistas

Triumphs de diversos modelos, Jaguar E-Type de 6 e 12 cilindros, MG TD... esteve bastante variado o leque de modelos esportivos britânicos. Já o Mercedes-Benz Clube do Brasil comemorou em grande estilo o aniversário de 125 anos da marca, levando ao evento o automóvel mais caro em exposição: sonho de nove entre dez aficionados por automóveis antigos, o 300 SL, com suas famosas portas no formato “asa de gaivota” é um dos mais incríveis modelos da marca alemã de todos os tempos. Avaliado em mais de R$ 1 milhão.

Mercedes-Benz 300SL, o mais caro veículo do evento

O Centro Cultural Jorm — o mesmo que levou a Águas de Lindóia os cerca de uma dúzia de Rolls-Royces que encantaram os visitantes do evento este ano — contou com stand próprio, onde apresentou maquinas maravilhosas de seu acervo, incluindo o Hispano-Suiza e o Stutz já citamos acima. Outra entidade com espaço particular foi o MG Club, que mostrou alguns dos automóveis participantes da edição 2011 das Mil Milhas Históricas.

Tucker Torpedo 1949. Único exemplar em solo brasileiro e um dos únicos remanescentes de uma reduzidíssima produção de apenas 51 exemplares. Sonho do empresário americano de Prestou Tucker, que já rendeu até filme. A simples presença deste automóvel no Salão Internacional de Véiculos Antigos já valia a sua visita. Pertencente ao acervo do extinto Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas de Caçapava-SP, o automóvel sofreu uma série de transformações (teve até o motor original traseiro substituído por um dianteiro de Cadillac) e está hoje completamente deteriorado pelo tempo. A história desse “exemplar brasileiro” é envolta numa nuvem de mistérios, que vem sendo brilhantemente desvendada por uma incrível reportagem investigativa, publicada em capítulos pela Revista Classic Show.
Junto com ele, outros sete veículos do extinto museu — que agora está sendo revitalizado graças a uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Capaçava e o Automóvel Clube do Brasil (que irá restaurar diversos carros do acervo) — estiveram no Salão.

Hoje, o Tucker Torpedo nem de longe lembra o que foi no passado. Mas as perspectivas são boas

Ao contrário do que normalmente acontece, foi bem maior o número de veículos importados, em comparação com os nacionais. Mas a explicação é simples: a história da indústria automobilística brasileira começa oficialmente em 1957, com a fabricação do DKW Universal. Enquanto isso, a história do automóvel no mundo remonta ao final Século XIX. Além disso, os estrangeiros representaram diversos países.

Logo na entrada do pavilhão, o Ford Galaxie contava sua história através de uma linha do tempo particular, começando pelo modelo de lançamento, o 500 de 1967 até chegar ao Landau de 1982. Presente também a Ambulância 1969. O protótipo foi desenvolvido com outros dois pela própria Ford, que tencionava lançar um Galaxie SW. Como o projeto foi abortado, os três exemplares foram adaptados pela própria montadora para uso como ambulância. Somente este foi preservado.

O Galaxie e sua linha do tempo

A Fundação Romi aproveitou o evento para comemorar os 55 anos de lançamento da Romi-Isetta. Da linha DKW-Vemag, Candango, Belcar, Fissore e Malzoni GT. Da Willys/Renault os Aeros da primeira e segunda gerações, Gordini, Rural, Jeep e dois magníficos exemplares do Interlagos Berlinetta, modelo de origem francesa, consagrado nas pistas e considerado por muitos como o mais belo esportivo já produzido no Brasil.

Willys Interlagos, Chrysler Esplanada e Opala Comodoro. Nacionais de altíssima qualidade

A linha Opala esteve bem representada por quatro modelos distintos e de encher os olhos: SS4 1974, Comodoro Sedan Automático 1975, Caravan SS 1980 (último ano do modelo) e Coupê Gran Luxo 1972.

Puma GTB: protótpo de chassi número 0001

Da “família VW” a ar, além dos Fuscas, Karmann-Ghias, Kombis, SP2, TL e Brasilia. Em exposição também o protótipo Puma GTB Série I 1974, com chassi número P80001. O exemplar foi usado nos testes de lançamento do modelo pela Revista 4 Rodas.

Em sua relativamente rápida passagem pelo Brasil, entre 1968 e 1982, a Chrysler fabricou diversos modelos que hoje deixam saudades. A começar pela própria Esplanada, que herdada da Simca, foi fabricada durante 2 anos pela Chrysler, sendo substituida pelo Dart em 1969. Além desses, em exibição Dart SE (versão espartana), Dodge 1800 SE e o tão cobiçado Charger R/T.

O Salão Internacional de Veículos Antigos contou com uma vasta programação paralela, das quais destacamos:

- A comemoração do centenário da criação da famosa estatueta “Spirit of Ecstasy” que glamurosamente adorna os capôs dos automóveis da inglesa Rolls Royce. O desenho da mítica escultura foi baseado em Eleanor Velasco Thornton, secretária e amante do Lord Montagu, um nobre cliente da marca.

Homenagem ao símbolo da Rolls Royce e ao Vigilante Rodoviáriio

- Tributo aos 50 anos da série de TV “O Vigilante Rodoviário”, cujo protagonista — o ator Carlos Miranda — que ainda hoje frequenta os encontros de autos antigos na pele do Vigilante Carlos, ao lado de seu Simca Chambord patrulha — foi homenageado pelo Automóvel Clube do Brasil, com uma placa comemorativa e uma tela pintada pela artista plástica Helena Dotta.

- Durante toda tarde de sábado aconteceu um leilão, com 85 automóveis antigos a venda, dos quais 21 foram vendidos, mesmo com valores às vezes acima do mercado. O grande destaque ficou por conta do Jaguar E-Type V-12 1973 arrematado por R$ 420 mil pelo ex-piloto de Fórmula I, Nelson Piquet.

E-Type: arrematado por Nelson Piquet por R$ 420 mil

- O famoso designer americano de automóveis Rexford Parker proferiu uma palestra sobre as celebridades e seus automóveis. Entre os famosos abordados por ele, colecionadores como Steve McQueen e Elvis Presley e o brasileiro Roberto Carlos. Na platéia nomes de destaque no mundo dos automóveis como Bob Sharp, Roberto Nasser e Fernando Calmon.

À erquerda, o designer americano Rexford Parker. À direita, Ricardo Oppi (Automóvel Clube do Brasil) e Hércules Ricco (Alcântara Machado), ao lado de Paulinho da Viola. No detalhe, o Karmann Ghia parcialmente restaurado

- Encerrando as atividades de sábado, foi apresentado o Karmann Ghia 1970 do cantor e compositor Paulinho da Viola. Em restauração na Oficina Oppi Old Cars, o conversível que pertence ao artista há muitos anos, vem sendo recuperado através do projeto “De volta para o futuro”, que a cada edição do SIVA pretende concluir a restauração de um automóvel.

São Paulo é conhecida no meio antigomobilístico de todo o Brasil por abrigar incríveis coleções de automóveis e por realizar eventos de alto nível (vide, por exemplo, os encontros mensais na estação da Luz e os eventos semanais no Sambódromo). Mas os entusiastas paulistanos andavam ressentidos pela falta de grande evento anual que representasse em todo o pais o antigomobilismo de sua maior metrópole, já que o maior evento de São Paulo (e também do Brasil) acontece em Águas de Lindóia, há muitos quilômetros de distância.

O público lotou o Anhembi

Nos últimos dias não se falou em outra coisa e o Salão Internacional de Veículos Antigos certamente cumpriu seu objetivo de contar um pouco da história do automóvel e reunir um público de 30 mil visitantes, que mesmo pagando ingresso, se dispôs a prestigiar o evento e com certeza gostou muito do que viu. Ano que vem acreditamos que o sucesso será ainda maior, por conta dos comentários e da repercussão da edição desse ano, levando ao Anhembi antigomobilistas e caravanas de todo o Brasil.

Texto: Fernando Barenco
Fotos: Fátima Barenco e Fernando Barenco
Vídeo: Dr. Tanil



Premiados
Troféu Destaque:
Indústria Nacional
Puma 1969 Alexandre Murad Neto
Corcel 1969 Antonio Carlos de Souza
Dodge Charge RT 1972 Lincoln Gomes de Oliveira Neto
Dodge Polara SE 1974 Fabio Steinbruck
Sinca Emisul 1967 Norian Munhoz
Utilitário
Ford F1 1951 Walter Delfino
Kombi 1950 Mauricío Marx
Willys Overland Rural Station Wagon 1954 Vladimir Belmonte
Esportivo
Corvette 1960 Marcos T. Heulo
Mercedes Benz Roadster 1961 Dimas de Camargo Maia Filho
Americano
Buick 1958
Wagner Agati
Ford Farlaine conversível 1957 Marcelo Caslini
Corvette 1963 Renato Martins Oliva
Chrysler 300 H 1962 Mauro Melo Pereira
Cadilac 1959 Edson Garzon
Chevrolet Special de Luxe 1942 Paulo Spadaro
Europeu
Alfa Romeu Spyder 2000 1974 Graziela Fernandes
Tatra T87 1947 André Barros Beldi
DKW Sonderclasse 1957 Rene Witzkl
Wartburg 312 Limousine 1966 Paulo José Ferreira
Fiat /NSU 1200 1961 Antonio Carlos de Souza
Triumph GT6 1967 Richard Flynn
Moto Guzzi V7 GT 850 1971  
Militar
Jeep Militar 1942 Armando Intelisano
Pré-Guerra
Ford Twodoor 1930 Clarkson Borges Marzola
Jaguar Mk4 IV 1948 Maurício Marx
Renault 1924 André Barros Beldi
Maxwell 1917 Marcos Vinicius Meduri
Chevrolet 1917 Wilson Carratu
Troféu SIVA Cultural
Museu Roberto Lee Caçapava
Troféu Indústria Nacional
Esplanada 1969 Paulo Galucci
Troféu Cidade de São Paulo
Mercedes Benz Ponton Cabriolet 1959 Dimas de Camargo Maia Filho


 

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