Imagine um automóvel que pode
em poucos minutos se converter em um avião, ou vice-versa.
Imagine poder guardar um monomotor na garagem de sua casa,
e leva-lo ao aeroporto toda vez que quiser voar! Obra de
ficção? Pura imaginação? Não!
Este veículo de concepção bastante
inusitada existiu. Seu nome: AEROCAR.
As três
possibilidades do Aerocar, em propaganda da época.
No detalhe, Molt Taylor, seu idealzador
O Aerocar foi desenvolvido em meados
da década de 1940 pelo designer e aviador americano
Molt Taylor. Com a ajuda do projetista Robert Fulton Jr,
criou um avião que tinha suas asas e cauda destacáveis,
transformando-o em um automóvel de passeio de dois
lugares. A fuzelagem podia ser rebocada pelo próprio
veículo pelas estradas, como um pequeno trailer.
Além disso, o veículo poderia ser usado como
automóvel normal.
O primeiro vôo do Aerocar aconteceu
em 1949 e foi um sucesso. A partir de então Taylor
foi aperfeiçoando e divulgando o projeto, tendo construido
ao todo seis protótipos. Seu objetivo era o de angariar
fundos para a produção em larga escala. Somente
em 1956, o veículo híbrido recebeu a aprovação
oficial da Civil Aviation Authority (CAA) para voar.
Taylor precisava agora de um fabricante.
O projeto despertou o interesse da Ling-Temco Electronics,
Inc, que se comprometeu a produzir o Aerocar, contanto que
fosse confirmada uma encomenda prévia de 500 unidades,
permitindo que o empreendimento compensasse financeiramente.
Infelizmente só foram conseguidas cerca de 250 encomendas,
fazendo com que o Projeto Aerocar fosse engavetado.
Apesar do duro golpe, Taylor nunca
desistiu da procura de um outro fabricante. Durante os restantes
35 anos de sua vida, ele nunca perdeu de vista o seu sonho
de ver o céu cheinho de Aerocars.
Dos seis protótipos produzidos,
restam quatro ainda hoje, sendo dois em plenas condições
de vôo.
Características
técnicas
O Aerocar era construido
inteiramente em chapas de alumínio, visando
leveza e segurança. Seu peso total era de
apenas 680 quilos. Com motor aeronáutico
Lycoming 0-320, de 4 cilindros horizontalmente opostos
instalado na traseira e cerca de 150 hp, alcançava
110 quilômetros em terra e 190 quilômetros
no ar.
Seu volante
(automóvel) convertia-se em manche (avião)
com um simples apertar de botão no painel,
conforme eram acopladas as asas e a cauda traseira,
que era ligada ao motor através de uma espécie
de eixo cardã. As rodas faziam também
o papel de trem de pouso. Chegou a ser ciado um
protótipo com rodas escamoteáveis.