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Um
amigo chamado Fusca
*Beto Giglio
22
de junho - o Dia Mundial do Fusca.
Um dos carros mais importantes da história do automóvel
no Brasil. Eu poderia escrever vários dados técnicos
e numéricos, mas isso você já conhece
bem. Hoje vou falar um pouco sobre a visão de um
entusiasta desse carrinho famoso. E com certeza você
poderá se identificar com esse texto.
De Popular à Colecionável
Estamos comemorando 50 anos de vida do Fusca no Brasil.
Mas de vida? Se ele já não é mais produzido
hoje em dia, então como comemorar esta data?
Acontece que este simpático carrinho, está
tão presente nas ruas, que a Volkswagen do Brasil
está comemorando os seus 50 anos, e lançou
recentemente juntamente com os Correios, um selo comemorativo
em homenagem ao Fusca. O evento aconteceu na Volkswagen
Haus em São Paulo, eu estava lá e pude presenciar
este momento marcante para os apaixonados pelo fusca. Um
carro que chegou para ser popular, e o seu primeiro proprietário
no Brasil foi nada menos que a família Matarazzo,
tradicional em São Paulo.
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| O sorridente
Herbie |
Você já reparou que o Fusca é o único
carro que quando você olha pra ele, ele está
sorrindo pra você. Ele é admirável!
Pois todos podem ver aquela beleza passando nas ruas e decorando
as avenidas. Hoje em dia, parece que só existem duas
cores, preto e prata. Mas na década de 60 e 70 os
Fuscas — com suas cores uma mais bonita que a outra
— decoravam ruas e avenidas e o Brasil era mais colorido.
Um carro que tanto original ou esportivo feito por você
mesmo, tinha o seu valor e beleza, em uma época em
que não existiam tantas variedades de esportividade,
e o que mandava era a criatividade dentro de um padrão
mais original — o que chamavam de “envenenado”.
Os “tunados” que me desculpem, mas os envenenados
eram mais bacanas.
Quem nunca teve um Fusca? Poucos não tiveram este
prazer. Claro alguns não gostavam, e gostavam de
outros carros maiores com motores potentes, mas eu já
vi na paulicéia, muito Fusca dando pau em Dodges
e Opalas. Mesmo aquela pessoa que não gostava do
nosso querido Fusca, admirava sua versatilidade no trânsito.
Ele já foi artista de cinema com o Herbie e em vários
filmes nacionais como “O beijo no asfalto”.
No momento estão sendo gravadas cenas do novo filme
“Boca do lixo”, que tem o Fusca como o carro
principal. Vamos apoiar o cinema nacional!
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| Em sentido horário:
taxi, de competição, com Juscelino Kubitschek
e de polícia |
Voltando ao assunto, ele também já foi viatura
de polícia, carro de corrida, táxi, baja,
de serviço (empresas), o primeiro carro da família
e hoje, de popular para colecionável. Com o fim da
sua produção e quem tem não vende,
e quem não tem quer comprar, estão sendo resgatados
muitos carros do ferro velho e sendo restaurados com a máxima
de originalidade. Tanto que o seu preço subiu e o
comércio de peças originais ou até
pararelas, acabou se tornando um bom negócio. Aqui
mesmo no Maxicar, você pode comprar a peça
que falta ou o seu Fusca! Eu acho isso o máximo!
A internet está ajudando muito o entusiasta do Fusca.
Hoje você pode comprar uma peça e receber em
casa, mesmo estando muito longe. No passado era preciso
ir pessoalmente. Quer dizer, o seu Fusca com certeza virou
um familiar e aposto que quando você compra uma peça
pra ele, vai correndo contar para o seu Fusca. Eu sei, você
acredita que ele te escuta, eu também acredito, pois
vou todos os dias na garagem do meu prédio, falar
com ele, algo como — Tudo bem com você? Está
frio hoje né! E é claro que ele tem uma flanela
gigante e depois a capa, afinal ele não pode passar
frio e nem ser arranhado. Nem pense nisso!
Todo fusca tem nome, mesmo que seja a cor. Se ele não
tem o nome próprio, sempre é chamado com carinho
como: Verdinho, Azulão, Branquinho e assim vai. Tem
gente que leva anos para reformar um Fusca, mas desistir,
jamais. O fusca é mais que um carro na família,
o Fusca é da família. Pergunte para alguém
que já teve um Fusca no passado e teve que vender.
A resposta vai ser saudosa com certeza.
O Fusca já foi o carro do Presidente da Nação,
naquela foto conhecida com o conversível saindo da
fábrica da VW do Brasil em São Bernardo do
Campo/SP. O Fusca onde até eu sei, foi o único
carro brasileiro a reunir um recorde no autódromo
de interlagos. É o carro que mais tem clubes pelo
mundo. Tem a cidade de Cunha no Estado de SP, que é
considerada a cidade do Fusca. Você encontra desde
chaveiros, camisetas, miniaturas, tapetes uma infinidade
de detalhes em formato de Fusca. As crianças adoram
os Fuscas! Já ouvi dizer várias vezes que
o divertimento das crianças é contar quantos
Fuscas tem na rua e competem por isso.
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| Lobão |
Dizem que cachorro gosta de passear de carro, mas o meu
querido Lobão, gostava só de andar de Fusca,
era eu ligar o carro e lá vinha ele como um raio
para entrar e passear, e tinha outros carros na minha casa
e ele nem ligava.
O barulho do Fusca é inconfundível, e eu
sempre olho quando escuto um. Quando você passeia
com o seu Fusca e cruza outro, buzina se cumprimentando
e nem sabe quem é que passou, mas não importa:
ele tem um Fusca, então ele é seu amigo. Venho
notando também que o público feminino tem
crescido na participação em eventos e também
como proprietárias. É o que eu digo: o Fusca
é da família. Vou encerrar o meu papo com
você, pois poderia ficar semanas escrevendo sobre
o Fusca! Um agradecimento ao Fernando Barenco, deste site,
o Maxicar, que deu esse espaço para que a gente pudesse
homenagear o Fusca neste mês que se comemora o Dia
Mundial, com um papo de um entusiasta como você. Espero
que você tenha se identificado com o texto e abaixo
tem um pouquinho da minha história, com esse carrinho
chamado de FUSCA!
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| Azulão,
Beto & Cridê nos anos 1980, e Tijolinho |
Hoje eu tenho o Cridê que é um 1969 que eu
transformei visualmente para 1961 saia e blusa, e o "Tijolinho",
um autêntico 1963 de placa preta. Minha paixão
por este carro, começou aos 5 anos de idade em 1970,
onde meu tio tinha um 1962 azul pastel, no qual eu adorava
passear no chiqueirinho (porta malas interno). Daí
pra frente, comecei a desenhar contornos de carros ovais
e chamar de "Fuca". Com a chegada do 1º filme
do Herbie, ainda criança, fui totalmente contaminado
por esta paixão sem fim, que hoje continua.
Comprei o meu primeiro fusca com 18 anos, o "Azulão",
um 1963 azul escuro, a cor não era original mas o
carrinho era bacana! Tive que vendê-lo, mas 10 meses
depois consegui comprar outro Fusca, esse sim é o
Cridê, que há 24 anos está comigo e
com muitas, muitas histórias juntos e contadas no
site www.fuscacride.com.br.
E por causa dele deixei minha profissão de publicitário,
e hoje me dedico somente à customização
de Fuscas antigos. A Volkswagen do Brasil viu, gostou e
me deu autorização para realizar este trabalho
de resgate da história.
E agora corra, e leve o seu Fusca para passear!

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*Beto Giglio é paulistano,
publicitário, "Fuscamaníaco"
de carteirinha e produz a customização
de miniaturas temáticas do Fusca e de outros
modelos da "Família VW a ar".
ACESSE:
www.fuscacride.com.br
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Reprodução
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