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Automóvel antigo

*Enzo Monteiro do Nascimento

O que atrai as pessoas a colecionar ou restaurar um automóvel antigo? Poderíamos separar em categorias? Talvez.

Nem sempre o colecionador é um interessado a restaurar o automóvel que deseja em sua coleção. Adquire o automóvel já restaurado, sem sofrimento, sem angústia, sem aborrecimentos com latoeiro, pintor, estofador, tapeceiro, cromagem, auto-vidros, etc e etc. Eu diria que é um colecionador diferenciado. Pode ser visto como aquele que não conhece o custo do automóvel adquirido. Começa a desfrutar do automóvel à partir do momento que o adquiriu. Também se desfaz com a mesma facilidade que o adquiriu, não cria vínculo amoroso.

Aquele que restaura, peça por peça, somente se desfaz por motivos muitos sérios, de força maior.

Existe ainda o restaurador profissional, que já possui estrutura para recuperar o automóvel, no entanto com fins comerciais, este não é colecionador. Se bem que, existem muitos colecionadores travestidos.

Como poderíamos classificar um colecionador?

Pelo número de automóveis que possui? A partir de quantos seria reconhecido como colecionador? Pela qualidade e a originalidade do automóvel restaurado, não esquecendo da raridade da marca e do modelo.

Como poderíamos selecionar os colecionadores? Colecionadores de uma determinada marca com vários modelos, inclusive importados, americanos, europeus e nacionais, alguns raros de produção limitada.

Quem pertence à faixa etária dos 60/70 anos, vivenciou a época dos clássicos, e naturalmente tem maior afeição pelos importados que marcaram a época, quando se conhecia quem era proprietário do automóvel. Quando o número de automóveis circulando era visto com admiração, elogios e até inveja, pois poucos podiam adquirir um automóvel. No bairro onde morávamos – Bigorrilho em Curitiba – só existiam dois automóveis (anos 20/30): o de meu pai e o do proprietário de um grande armazém de ‘secos e molhados’.

Bons tempos na década de 70 quando o Veteran Car Club de São Paulo promovia o ‘Concours d’ Elegance’ na chácara da Ford em Rudge Ramos e posteriormente na Hípica. Em Curitiba, na minha gestão como Presidente do Veteran Car Club – Paraná, realizamos o 1° (1978), 2° (1980) e 3° (1982) Salão Brasileiro do Carro Antigo no Parque Barigüi, que acontecia a cada dois anos. Reuníamos em Curitiba colecionadores com suas raridades vindos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os eventos eram um congraçamento sem fins lucrativos. O inverso dos encontros que se realizam quase semanalmente todos os meses do ano por este Brasil afora reunindo de tudo com fins lucrativos. E se dizem colecionadores.

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*Enzo Monteiro do Nascimento é médico, colecionador de automóveis antigos desde o início da década de 60, quando adquiriu um exemplar Citroën 11 Légère 1948 e, logo após desfazer-se do mesmo, um VW 1200 sedan alemão 1959. Desde então não parou mais. Os automóveis eleitos para colecionar são marcas alemãs: Mercedes-Benz, Porsche e Volkswagen. Membro fundador do Veteran Car Club do Brasil – Paraná em 1977, sócio n° 01 e Presidente por 7 anos consecutivos, em sua gestão realizaram o 1°, 2° e 3° Salão do Carro Antigo do Brasil no Parque Barigüi em Curitiba. Fundador, juntamente com Dr. Synval de Sant’Anna Reis Neto (Rio de Janeiro) do ‘Mercedes-Benz Clube do Brasil’ em 1977. Membro fundador do ‘Jeep Clube de Curitiba’ em 1984, 1° Presidente. Membro fundador do ‘Clube de Collecionadores de Vehículos Antigos - Curityba em 1987, e seu Presidente desde a fundação.

Reprodução autorizada, desde que citada a fonte: www.maxicar.com.br

 

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