Maxicar.com.br - O seu portal de veículos antigos
 


 

Automóvel antigo:
um convite aos patrocinadores

*Henrique Thielmann

Depois de 10 anos a frente de eventos, seja em Clube de Automóvel Antigo, ou na própria Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), continuo cada vez mais entendendo menos a lógica que move as montadoras localizadas no Brasil, e, as indústrias similares.

Num país que abandonou o trem como meio de transporte, tendo adotado o carro, era de se esperar que eventos que viessem a promover a indústria automobilística pudessem receber o apoio que merecem.

Excluindo os salões de automóveis, o que vemos são promotores de eventos, na sua maioria verdadeiros abnegados, a correrem com “o pires na mão”, na busca de patrocínio para os eventos., enquanto que a lógica deveria ser o contrário.

Se considerarmos somente os clubes que fazem parte da Federação Brasileira de Veículos Antigos ( FBVA ), e que são da ordem de 80, temos eventos em todo o território nacional em praticamente todos os finais de semana.

Se considerarmos a tradição do Brasil no automobilismo, podemos extrapolar para eventos internacionais, onde a velocidade se concretiza no Campeonato Mundial da Fórmula 1, onde hoje temos 3 pilotos na disputa, sem contar nos 3 ídolos mundiais que são Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Isto para ficarmos nesta categoria.

Mas, o automobilismo continua a ser uma atividade de abnegados, pois praticamente todos que conseguem participar de alguma disputa, tiveram no início da carreira a figura do “pai trocinio”.

Quando falamos do automóvel antigo, a situação é muito mais séria, pois em qualquer evento que se realiza no Brasil, independente de podermos ver o que é acervo de automóveis antigos, tanto importados, quanto nacionais, infelizmente não vemos a presença das montadoras, com a importância que o segmento merece.

Teimamos, por qualquer fobia não identificada, em “achar” que só os eventos internacionais é que “são dignos do nosso elogio e presença”, porém, temos certeza, se qualquer colecionador for consultado, ficará no ar a notícia sobre no máximo 6 eventos internacionais que mereçam a presença pela qualidade dos carros apresentados.

Para se ter uma idéia da importância deste segmento, só no ano de 2007, tivemos a importação de 310 veículos, na sua maioria sucatas, que utilizando mão de obra interna altamente qualificada, consegue produzir verdadeiras obras de arte.

São empregos gerados, com alto nível profissional, num país que vive com carências em todas as partes.

Quanto mais poderíamos fazer, se pudéssemos contar com patrocínio – não se pede favores -, mas sim a troca onde a marca dos patrocinadores estariam sendo valorizados em função do volume de aficionados que se fazem presentes.

Qual montadora ou empresa que acreditando neste meio de comunicação estaria disposta a discutir bases profissionais de relacionamento, para que se pudesse valorizar cada vez mais estes abnegados ?

SAIBAM QUE ESTAMOS PRONTOS A DISCUTIR ESTE ASSUNTO.

O mais triste é que a falta de apoio, não se restringe somente aos veículos antigos, pois existe em praticamente todas as universidades do Brasil, que tem em seu currículo o curso de Engenharia Mecânica, garotos com toda a vocação para se tornarem as grandes cabeças pensantes do setor em nosso país, a luta para se construir os “BAJA” e, na sua maioria, também sem apoio.

Este lado eu pude vivenciar nestes dias 13 a 16 de março, quando em Piracicaba–SP, realizou-se a prova nacional da competição BAJA SAE, onde 70 carros se fizeram presentes.

Se considerarmos que para cada equipe, tínhamos no mínimo 10 jovens estudantes, vivenciamos a luta, garra, busca de princípios de 700 jovens.

O que se constata é que os patrocínios também são mínimos.

Portanto, por onde olhamos, e por onde esbarramos, vemos atividades ligadas ao automobilismo, enquanto o patrocínio não acontece.

As empresas especializadas em pesquisa de volume de vendas, estão a alardear um crescimento de 39,1% neste primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2007 (Fonte: Revista Veja).

As montadoras não dão conta de entregar o que o mercado está comprando, e, neste momento não vamos analisar as condições do crescimento deste mercado deixando para uma próxima vez.

Gostaríamos de deixar aos envolvidos neste jogo de mercado, que se deva olhar tanto para quem inicia como os jovens do BAJA, quanto para os amadurecidos que levam as suas raridades para as exposições.

Se uso o termo amadurecidos, é porque para espanto de muitos o que vemos nestes encontros são jovens de todas as idades mostrando os seus “brinquedos”, com a seriedade que a atividade merece.

COM A PALAVRA OS SENHORES PATROCINADORES, E, NOVAMENTE ESTAMOS ÀS ORDENS PARA A DISCUSSÃO SOBRE UM PROJETO NACIONAL QUE POSSA FORTALECER TODA ESTA CADEIA PRODUTIVA.


Henrique Thielmann
, é presidente da Federação Brasileira de Veículos Antigos - FBVA

www.fbva.com.br

Reprodução autorizada, desde que citada a fonte: www.maxicar.com.br

 

Documento sem título

 Outros Convidados 

Paulo Afonso Trevisan
• Em busca da autenticidade

Enzo Monteiro do Nascimento:
• Automóvel antigo

Roberto Nasser:
• Hora da regulagem fina ou, respeitem o espírito!

Fernando Gameleira:
• Veteran-RJ: 40 anos de pioneirismo e dedicação ao automóvel antigo

Luiz Salomão:
• O templo... Interlagos

Henrique Thielmann:
• Automóvel antigo - um
convite aos patrocinadores

Antonio Carlos
Piperno:

• Roubei meu próprio carro!

Marco Rebuli:
• Nasce um novo clube

Sérgio & Helena Dotta:
• Fotografia? Não. Pintura
em tela

Juliano Dalla Rosa:
• Sonho realizado

Flávio Gomes:
• Os carburadores de
São Paulo

Alexander Gromow:
• Um Hobby ligado a automóvel antigo pode
ter várias caras?

Elisa Nascimento:
• A escolha de um
automóvel antigo

Dan Palatnik:
• Como nasce um modelo
em 3D

Renato Bellote:
• Um V8 cheio de estilo

Marcelo Vianna:
• Simca do Brasil - Como explicar uma paixão?


 Outras Colunas