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Sorry
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| Bob Sharp, Fábio Steinbruch
e Romeu Nardini |
Pois é, eu havia até reclamado aqui mesmo
do acúmulo de eventos de carros antigos marcados
para um mesmo dia. Mas sabem como é, o doente por
esses eventos acaba não resistindo às ofertas
de acontecimentos do gênero, e tende a estar presente
a todas elas.
É assim, acorda de manhã, vê um lindo
dia de sol, respira fundo e se perceber um leve perfume
de ferrugem no ar, se agita e começa a correr até chegar
ao ponto de partida do instigante odor.
E assim foi nesse último sábado, 20 de outubro.
Com a previsão do tempo dando todas as garantias
de um ensolarado dia de primavera, foi só dar aquela “cafungada” no
ar, e perceber que havia ferrugem vinda de três pontos
diferentes de Sampa. Dois vindos do interior do estado,
Itatiba e Itupeva, e outro da zona leste da Capital, no
bairro do Belenzinho.
Como já havíamos combinado no dia anterior
eu e o meu amigo Odair Ferraz, outro doente e bom clicador
de fotos, resolvemos seguir o ferruginoso cheiro. Roteiro
na mão, e pé (pé não, Marea
SW do Odair) na estrada.
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| Amilcar |
Primeira parada, Itatiba, onde o colecionador Alberto
Pamos dono de um maravilhoso empreendimento imobiliário
em formação (Ville de France), onde inclusive
promete instalar um museu (Ville de France Collection),
expôs vários exemplares da sua coleção,
alguns carros inéditos, e outros que só aparecem
em ocasiões especiais.
Carros, como Alfa Romeo, Ferrari, Lótus, Amílcar,
De Dion, Rugby entre outros fizeram a alegria de visitantes
e fãs das verdadeiras obras de arte sobre rodas.
Conservação e apresentação
dos carros impecáveis, num espaço ao ar livre,
muito agradável, claro e com muito ar puro.
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| Ferrari GTO 1962 |
Uma coleção de Ferraris para deixar boquiaberto
até o mais insensível ser sobre a face da
terra. Escolhi a minha favorita. A Ferrari GTO 62 amarela.
Babei!
Dali partimos para Itupeva, alguns quilômetros adiante,
cerca de 70 quilômetros da capital. Lá, estava
sendo realizado nas dependências do Hotel Quality,
o Mopar Nationals. Evento organizado pelo Chrysler Club
do Brasil, reunindo a família Dodge, com seus Darts,
Chargers, Challengers, etc. Nacionais e importados.
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| Chargers R/T nacionais |
Presença numerosa dos carros da marca, muito capricho,
restaurações belíssimas, carros com
alto nível de originalidade, novidades recém
chegadas do exterior, e logicamente o tradicional ronco
dos V8, small, big ou mais ou menos block.
Muitos amigos, famílias inteiras, gente bonita
e de bom gosto (encontrei dois “dodgeiros” que
tem MP Lafer também) local agradabilíssimo.
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| Viper: queimando o asfalto |
O destaque foi o maravilhoso Dodge Viper vermelho, demonstrando
toda a saúde de um poderoso motor V-10, dando uma “borrachada” e
deixando no asfalto alguns bons metros de suas paralelas
impressões digitais e fumaça, muita fumaça
e cheiro de borracha queimada.
Advertido, teve que interromper a sua brincadeirinha...para
decepção da então galera orgásmica.
De volta para Sampa capital, rumamos para o bairro do
Belenzinho, no galpão do Fábio Steinbruch
que fazia o lançamento de mais um livro de sua autoria.
Depois de nos brindar com “Alguns Aspectos da Historia
do Automóvel no Brasil”, lança agora “Memórias
sobre Rodas – O Automóvel no Brasil dos anos
1960”, um livro delicioso de ler, com muita informação,
muito bem ilustrado com fotos do próprio acervo
do autor, e relatando a fase da sua infância/juventude
junto com os primeiros passos da nossa indústria
automobilística.
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| Coleção de Fábio Steibruch |
O cenário para o lançamento do livro não
poderia ser melhor escolhido: o galpão onde Fábio
guarda cerca de 150 carros entre nacionais e importados,
dando ênfase a praticamente toda a linha de carros
brasileiros que fizeram parte da gloriosa época
dos anos 60.
Em meio a maravilhas de série como DKWs, Gordinis,
Simcas, JKs, entre outros, e raridades como o Fúria
GT, o Uirapuru, o GT Malzoni de produções
reduzidas, os presentes ao evento se deliciaram a valer,
e puderam chegar perto dessas máquinas que contam
o início da nossa história automotiva.
Entre uma cervejinha e outra, um salgadinho e outro, ou
um refri, de novo o convívio com vários amigos,
companheiros de outros eventos, e o prazer de ganhar os
autógrafos do Fábio e do incansável
professor Bob Sharp, grande colaborador de boa parte das
publicações do gênero.
Bem, chega de blá, blá, blá.
Cliquem nas fotos aí em baixo, e digam se nós
tínhamos ou não tínhamos motivos para
enfrentar a “maratona de eventos” desse sabadão.
Até a próxima.
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Romeu Nardini é comerciante,
apaixonado por autómóveis, grande entusiasta
dos carros antigos, e diretor do Clube MP Lafer -
Brasil."
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Reprodução
autorizada, desde que citada a fonte: www.maxicar.com.br/old

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