Com grande satisfação, estamos vendo o crescimento
do antigomobilismo no Brasil.
A cada dia que passa mais encontros de antigos se realizam,
mais oficinas especializadas estão abrindo, novas revistas
sobre o assunto surgem no mercado, livros são lançados,
já se nota até um pequeno aumento no espaço
dedicado aos “veteranos” nas rádios e TVs,
e principalmente novos adeptos estão surgindo, gente
de todas as idades, que por um motivo ou outro, acaba se apaixonando
por um “velhinho”, passando a dedicar a ele, uma
parte do seu tempo, uma parte da sua paciência (essencial),
e principalmente uma parte do seu bolso.
Com satisfação vemos jovens entusiasmados,
procurando conhecer, entender e participar dos eventos. Jovens
que em sua maioria não viram os carros na época
em que foram fabricados ou que tiveram seus dias de glória
servindo de condução, trabalho, ou lazer.
E assim, acabam conhecendo, discutindo detalhes, diferenciando
pormenores que indicam mudanças de ano para ano de
determinado modelo.
Com isso, a cada dia surgem também novos clubes de
antigos, muito importantes quando se prestam a ajudar na (difícil)
garimpagem de peças, indicação de mão
de obra, legalização de documentos e principalmente
orientação e colaboração na obtenção
da Placa Preta, para os carros com mais de 30 anos de fabricação
e com o mínimo de 80 pontos na avaliação
de originalidade.
Alguns clubes, ainda promovem encontros, participam da organização
de eventos importantes sobre carros antigos, colaboram na
divulgação e na segurança.
E esses prazerosos encontros, a cada dia se tornam cada vez
mais importantes na vida do antigomobilista. Uma democrática
convivência entre novos, velhos, homens, mulheres, com
o mesmo ideal: comprar, restaurar, conservar ou simplesmente
apreciar um carro antigo.
É ali que aquela peça difícil, de repente
aparece na barraca de um vendedor, é ali que alguns
carros mudam de dono, é ali que se descobre que determinada
peça que não existia mais, voltou a ser fabricada,
e é ali que os amigos se encontram, choram suas magoas,
lamentam um bom negócio perdido, contam vantagens,
espalham boatos, fazem fofoca, falam mentiras. Alguns desses
encontros semanais, já receberam o apelido de “mentiródromo”.
Eu já considero esses eventos semanais, verdadeiras
terapias, pois novas amizades são feitas, informações
são trocadas, e tem geralmente uma convivência
muito sadia, com todos participando de tudo, e principalmente
todos voltados para o mesmo assunto, mesmo objetivo e o gosto
em comum. Os carros antigos. As nossas “tranqueiras”.
Até a próxima.
Romeu Nardini é comerciante, apaixonado por autómóveis,
grande entusiasta dos carros antigos, e diretor do Clube
MP Lafer - Brasil."
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