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Trilogia histórica – parte 3

Eu estive visitando a trilogia histórica que presta tributo à Henry Ford!!!!!
Nos artigos anteriores mostrei um pouco sobre o Henry Ford Museum e o Greenfield Village. Agora é a vez da River Rouge Factory.

O local é próximo aos dois anteriores e pode-se dizer que fica no complexo FORD. Nada mais nada menos que o local onde o império de automóveis FORD tenha de fato começado a se tornar grandioso. É a fábrica construída por Henry Ford às margens do Rio Rouge em 1917. Atualmente é a casa da F-150 e da linha Navigator (Lincoln).

Para visitar o local, deve-se usar um ônibus próprio todo adesivado e com imagens da fábrica e que sai a cada 30 minutos de frente ao Henry Ford Museum. Dentro uma TV de plasma apresenta uma gravação de diversos membros da Diretoria da FORD dando boas vindas e contando um pouco da história da empresa. Quem é o narrador? Bill Ford, o herdeiro!

No caminho é possível rever Greenfield Village pelo lado de fora e do outro lado da avenida parte da fábrica. O interessante de comentar é que estamos indo visitar nada mais nada menos que o berço da indústria criada por Henry Ford, uma fábrica idealizada e construída sob sua orientação. Vale ressaltar que além de ser uma fábrica, ali está instalado um porto com capacidade para receber navios de grande porte para as exportações dos produtos. Antigamente, foi por este porto que a borracha produzida na cidade de Fordlândia (AM) era recebida e os automóveis FORD Modelo T eram enviados ao mundo inteiro. A tão famosa linha de produção foi amplamente utilizada ali e quase na entrada da fábrica, passamos por debaixo de uma passarela. Poderia ser apenas uma passarela, mas foi nesta passarela que Henry Ford teve um histórico encontro com o líderes grevistas do sindicato (Union of Automotive Workers - UAW), entidade até os dias atuais representa os trabalhadores das indústrias automotivas americanas. Desse encontro resultou no salário de US$ 5.00 por hora.

Chegando ao ponto de início da visita, somos levados ao um anfiteatro, onde por alguns minutos assistimos a um belo áudio-visual sobre a fundação da FORD, sua presença no mercado global e seu futuro. Na seqüência, outro anfi-teatro, esse mais tecnológico. O espaço é redondo, as cadeiras individuais e giram 360o. Nas paredes diversos telões fazendo a volta inteira da sala e por meio deles, visitamos todas as etapas da produção e de forma interativa. Na etapa da preparação do aço sentimos o calor da fundição do aço e imediatamente o ambiente é resfriado para dar a sensação do metal sendo forjado. Em seguida a folha de aço é levado para o setor de estamparia e a sala inteira treme a cada batida da prensa que fez uma porta, um paralama.... e o som da solda de alta precisão que começa a montar as partes de um quebra-cabeça em forma de carro? Finalmente, a pintura, a carroceria de aço entra na piscina e sai do outro lado pingando na cor azul....mas temos os acabamentos que são manuais e, no mesmo momento em que trabalhadores aplicam tinta a sala respinga um líquido dando-nos a exata sensação da pintura.

Como se não bastasse, somos encaminhados a um elevador e de lá de cima temos a visão panorâmica do complexo.

O teto da fábrica é coberto por grama, para reduzir o calor interno. Falando em parte interna, passeamos por passarelas suspensas em cima das diversas linhas de montagem, mostrando todas as etapas. Em cada ponto de observação, uma TV de plasma que funciona por meio de sensor de movimento e, uma vez acionada, mostra um vídeo rápido com um funcionário explicando o que é feito ali. A visão é fantástica e ficou ainda mais especial pois tive a companhia de dois amigos – Joe e John – que trabalharam na FORD por mais de 30 anos e, acreditem, me explicaram cada parafuso dali.

Deu uma vontade de largar tudo e ir para lá de vez!!!!

Ford abraço e até o próximo assunto.

Paul William Gregson é secretário do Clube do Ford V8 do Brasil e mantenedor do site www.fordmaverick.com.br

Reprodução autorizada, desde que citada a fonte: www.maxicar.com.br

 

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