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Comissões
de Frente
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| Da esquerda
para a direita: Mercedes-Benz 500K Typ Special Roadster
1936, Dodge Challenger Concept 2006, Plymouth Belvedere
1958 e Edsel 1958 |
Além de suas funções básicas,
faróis, lanternas, grades de motor, pára-choques,
tomadas de ar, se tornam também importantes elementos
de estilo que ajudam a dar personalidade aos veículos.
Segundo estudos, as pessoas tendem a enxergar rostos e
emoções nos carros.
Quer testar?
Qual o sentimento que lhe causa a frente de um “Fordinho
Bigode”?
Simpatia certo?
Mas a frente baixa e larga com faróis separados
de uma moderna BMW inspira respeito e poder.
Agressividade e força? Dê uma volta num
Dodge invocado e depois nos conte o impacto nas pessoas.
Mas falando sério! No início sequer existiam
faróis; eram lanternas acesas manualmente, porém
as funcionalidades se incorporaram naturalmente nas expressões
de cada época. Exemplo: o uso de quatro faróis
se tornaria moda nos EUA no final dos anos 50 (Chrysler
300 – Turnpike da Mercury). Já em fim dos
anos 60 foi a vez dos faróis escamoteáveis
(Buick Skylark – Oldsmobile Toronado – Dodge
Charger)
Houve também “micos” históricos
em relação às “comissões
de frente”. Estamos nos referindo ao Ford Edsel
lançado em 1957. O Edsel era um bom carro; obediente
às manobras, potente, confortável, com soluções
avançadas para a época, mas... uma catástrofe
de vendas, apesar de terem sido destinados ao seu projeto
quase U$ 250,000.000 e uma das mais caras campanhas publicitárias
dos EUA. Motivo? A Ford culpou a crise de 1957, contudo
o desenho de sua dianteira — ai, ai — não
agradou mesmo! Dentre os muitos apelidos depreciativos,
“Boca chupando limão” e “Assento
de vaso sanitário”. Motoristas do Edsel eram
motivo de piadas. Resumindo: um bom projeto estragado
por não se considerar o gosto do povo na questão
design.
Hoje em dia continuam a ser investidas verdadeiras fortunas
na concepção de novas idéias uma
vez que erros também significam perda de milhões,
por que, amigos, bom senso e beleza agradam em qualquer
época!

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