Crônicas... e outros textos

Crônica do carro antigo

Comprei um Carro antigo por um sonho pessoal. Um dia quando ficar muito velho e quando não puder mais dirigir, ele estará na minha garagem como um troféu das minhas lembranças.

Conheci pessoas que me ensinaram algo e têm o mesmo espírito e conheci outros que me alegro de ter esquecido.

Já gastei muito dinheiro, já dei a partida e nada. Mas também já sorri muito dentro do meu carro antigo.

Já falei mil vezes comigo mesmo, cantei e gritei de alegria como um louco. E sim, às vezes chorei!

Já vi lugares maravilhosos e vivi experiências inesquecíveis.

Muitas vezes fiz curvas que até o Ayrton Senna ficaria orgulhoso. Parei mil vezes para ver uma vista.

Falei com perfeitos desconhecidos e esqueci de pessoas que vejo todos os dias.

Saí com os demônios dentro de mim e voltei para casa com a paz no coração. Todas as vezes pensei que era perigoso, sabendo que o significado de coragem é avançar mesmo sentindo medo.

Todas as vezes que entro no meu carro antigo, penso no quão maravilhoso é.

Parei de falar com quem não entende. Eles simplesmente não entendem! E aprendi através de gestos como se comunicar com parceiros em outros carros antigos.

Gastei dinheiro que não podia, com renúncias de muitas coisas. Mas todas essas coisas não valem um momento em que estou dentro do meu antigo.

Não é um meio de transporte, nem um pedaço de ferro com rodas, e sim, a parte perdida da minha alma e do meu espírito.

E a quem me diz: “Tem que vender!”, eu não respondo. Simplesmente balanço a cabeça e sorrio.

Andar de carro antigo… Só entende quem ama!


NR: Trata-se de um texto anônimo, que tem circulado pelas redes sociais e grupos do WhatsApp. Se você souber quem é o autor, coloque um comentário, que será devidamente creditado.


 

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