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Francisco Moutinho Filho — Chevrolet Clube de Carros Antigos, SP

Três décadas de estrada

Este ano, a General Motors está completando seus 90 anos de instalação no Brasil. É momento ideal para uma entrevista com o presidente do Chevrolet Clube de Carros Antigos, que tem sede em São Paulo, Capital. A entidade, que também comemora uma data para lá de especial — seus 30 anos de fundação — é presidida há 3 anos por Francisco Moutinho Filho, que é empresário do ramo de plásticos. É antigomobilista do tipo que gosta de pôr o ‘pé na estrada’ com seus clássicos: “Minha esposa e eu viajamos muito com nossos carros antigos. Já estivemos no Uruguai, na Argentina, em Foz do Iguaçu – PR, Vitória – ES e muitos outros lugares. Ele me confidenciou também que sua paixão por carros antigos não é exclusiva pelos Chevrolets: “Amo a marca CHEVROLET, porém gosto muito de outras marcas. Possuo carros também da Ford, Volkswagen e outras marcas internacionais. Já tive Opel também!”

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1Em primeiro lugar gostaria que nos contasse um pouco da história Chevrolet Clube de Carros Antigos. Quantos membros possui? O que é preciso para se filiar?

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Primeira reunião do Chevrolet Clube

FRANCISCO – Em 1985 um grupo de amigos se reuniu em uma comemoração do Bairro da Moóca e planejou formar um clube. Hoje, 30 anos depois, nosso objetivo é a união dos clubes de carros antigos e deixar esse legado para as gerações futuras, reservando desta forma, grandes emoções, e, assim, ver reconhecida essa obra como Patrimônio Cultural do antigomobilismo. Atualmente possuímos 170 associados ativos. Para se associar, basta ser amante do antigomobilismo, não sendo necessário possuir carro antigo. Conhecer o clube para se cadastrar e informar dados pessoais. Depois de cadastrado o comprometimento de pagamento das semestralidades.

2 Fale um pouco sobre as atividades que o clube realiza atualmente.

FRANCISCO – Em nossa sede, realizamos todas as quintas-feiras, o tradicional jantar. Sendo que na última semana do mês, homenageamos os aniversariantes, com bolo de aniversário. Elaboramos também, jantares temáticos, como dia internacional da mulher, dia das mães, dia dos pais, etc. No final do ano, fazemos uma festa de confraternização durante um final de semana, com jantar dançante, sempre em hotel reservado exclusivamente para o clube no interior de São Paulo.

Jantar em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Jantar em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

3A grande dificuldade de todo presidente é organizar um evento em sua cidade. Por exemplo, falta de apoio do poder público e falta de patrocínio de empresas ligadas ao automobilismo, principalmente as próprias fabricantes de automóveis. Em sua opinião o que poderia ser feito para mostrar que a cultura do antigomobilismo pode gerar renda para o turismo da cidade e a conscientização das empresas de que o antigomobilismo representa o começo de tudo na história do automóvel.

FRANCISCO – Realmente temos dificuldades em realizações de eventos, por falta de apoio do poder público. Já abordamos alguns parques para fazer uma exposição, como o Parque da Juventude, porém pedem o pagamento de taxas altíssimas, chamadas taxa de ocupação de solo. Temos o apoio somente da General Motors do Brasil anualmente em nosso Festa de Confraternização de Final de Ano.

4O Chevrolet Clube de Carros Antigos está completando 30 anos. Tenho observado que vocês estão com uma vasta programação. Nos fale sobre essas comemorações.

FRANCISCO – Todos os anos fazemos comemorações. Este ano em especial de 30 anos, tivemos um passeio na cidade de Itu, num almoço entre os amigos associados. Tivemos desfile dos clássicos Chevrolet no Sambódromo do Anhembi e jantar especial comemorativo de aniversário na sede do Clube.

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Comemoração em Itú, SP

5 Você acredita que seja mais difícil administrar um clube de marca específica – caso do Chevrolet Clube – do que um clube multimarcas? A paixão e engajamento dos sócios de clube de marca é maior? O clube recebe algum tipo de incentivo ou apoio – financeiro ou não – da GMB?

Homenagem aos 30 anos do clube, no Sambódromo do Anhembí, SP
Homenagem aos 30 anos do clube, no Sambódromo do Anhembí, SP

FRANCISCO – Não é difícil administrar um clube como o do Chevrolet. Com 30 anos de existência, já é conhecido nacionalmente. Temos muita dedicação dos associados na participação em todos os eventos. O apoio financeiro que temos é de pagamento de semestralidades pelos associados. Temos sede própria e apoio da GMB sempre que possível.

6Faça um balanço de sua atuação à frente da presidência. Alegrias, tristezas, realizações, etc.

Primeira sede da General Motor do Brasil, 1925
Primeira sede da General Motor do Brasil, 1925

FRANCISCO – A minha atuação à frente da presidência é sempre com muita alegria, muitas realizações, muitos amigos e conhecimento de vários clubes de diversas cidades, em vários Estados do Brasil.

72015 é um ano especial para o clube, já que General Motors está completando 90 anos de Brasil. Na sua opinião, quais foram os momentos mais significativos da empresa em nosso país até agora?

FRANCISCO – 2015 foi um ano especial, tanto para os 30 anos do Clube do Chevrolet, como para os 90 anos da GMB, que liderou a fabricação de carros mundialmente, atingindo 500 milhões de exemplares.

8Uma curiosidade: Qual a história do “Furgão Chevrolet”, 1953 símbolo do clube?

O famoso Furgão do clube
O famoso Furgão do clube

FRANCISCO – O Furgão Chevrolet 1953, foi comprado de um colecionador de Curitiba em 1988 pelos fundadores do Clube do Chevrolet. É também o primeiro automóvel com Placa Preta do Brasil, que indica carro de coleção. O Furgão representa o Clube do Chevrolet em todos os eventos de carros antigos em que participamos.

9Vamos falar um pouco sobre o antigomobilismo em sua vida. Como e quando surgiu sua paixão pelos carros antigos? Alguma história interessante a bordo de seu xodó sobre rodas?

Um Chevrolet 1954 como este despertou o interesse por automóveis
Um Chevrolet 1954 como este despertou o interesse por automóveis

FRANCISCO – Minha paixão começou aos 9 anos de idade. Nasci numa fazenda na cidade de Leme, interior de São Paulo. O dono da fazenda morava em São Paulo e todas as vezes que ia pra fazenda, ia com um Chevrolet Bel Air 1954. Eu ficava horas admirando aquele lindo automóvel. Quando viemos morar em São Paulo, após 12 anos consegui comprar meu Bel Air 1954, igual àquele. Até hoje meu Bel Air está na minha família.

10Nossa entrevista está chegando ao fim e deixo aqui com a palavra mais um novo amigo e presidente Francisco Moutinho Filho, a quem agradeço imensamente pela grande colaboração ao nosso Portal Maxicar e a todos que nos prestigiam com suas visitas, para que possam conhecer um pouco mais sobre os clubes de carros antigos brasileiros. O espaço é todo seu!

FRANCISCO – Fico grato em conceder esta entrevista para o Portal Maxicar. Fica aqui, também, o convite para que venham nos visitar na Sede do Clube do Chevrolet numa quinta-feira, para jantar com a diretoria e associados, de preferência numa última semana do mês, em homenagem aos aniversariantes.

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Fatima Barenco

Editora do Portal Maxicar. Emails para essa coluna: fatima@maxicar.com.br

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