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…E o antigomobilismo caiu na “rede”!

Nós, aqui no Portal Maxicar, contamos com o “inestimável” serviço de banda larga Velox, da operadora de telefonia Oi, que vira e mexe, acaba nos deixando na mão. Foi o que aconteceu numa determinada segunda-feira de novembro, quando ficamos sem conexão e impossibilitados de atualizar as páginas por mais de 24 horas. Justamente em um dia em que tínhamos diversas coberturas para pôr no ar, não só de eventos de que havíamos participado, mas também de material que os próprios organizadores e nossos colaboradores haviam nos enviado por e-mail. Já dá para imaginar o transtorno!

Antes dela, os clubes viviam isolados sem ter como divulgar suas atividades e realizações. Não havia nenhuma possibilidade de integração ou de troca de experiências entre as entidades. Os do Sul não sabiam o que andavam fazendo os do Norte, e vice-versa.

Mas isso me fez pensar na importância que a internet tem hoje para o movimento antigomobilista brasileiro. É o único canal de comunicação onde o antigomobilismo tem realmente espaço e não temo em afirmar que ela é a grande responsável pela força, crescimento e popularidade que o antigomobilismo conquistou no Brasil nos últimos 10 anos.

Antes dela, os clubes viviam isolados sem ter como divulgar suas atividades e realizações. Não havia nenhuma possibilidade de integração ou de troca de experiências entre as entidades. Os do Sul não sabiam o que andavam fazendo os do Norte, e vice-versa. Que outra mídia permite a publicação de eventos na íntegra, com textos jornalísticos, uma quantidade enorme de fotos, vídeos, espaços para comentários e tudo o mais? Que outra mídia dá tanto destaque à divulgação desses eventos?

Revistas especializadas em automóveis antigos são bem poucas no Brasil. Dá para contar nos dedos. Embora a maioria tenha excepcional qualidade jornalística e gráfica. O problema é que há a limitação de espaço da mídia impressa, coisa que inexiste na internet. Sem falar no fator “tempo”. Na internet, temos condições de publicar uma cobertura no dia seguinte ao acontecido. Já as revistas têm prazos a cumprir, para fechamento da edição, impressão e distribuição.

Enquanto isso, os jornais e revistas de grande circulação pouco espaço dão ao tema. Quando muito, esporadicamente uma materinha pequena ou notinha num canto qualquer de página. As TVs de um modo geral também não dão muito bola ao antigomobilismo. No máximo uma ou outra reportagem sobre clássicos em programas sobre automobilismo — que já não são muitos — ou flashes de poucos segundos das coberturas dos eventos mais importantes, como Águas de Lindóia e Araxá. Tudo isso é compreensível. Afinal, antigomobilismo não é assunto de massa.

Onde mais, além da internet, você ficaria sabendo que houve a eleição de diretoria no “clube tal”, 500 quilômetros distante de você? Que o Encontro Anual “X” reuniu mais de 500 automóveis e apresentou pela primeira vez aquela raridade recém importada para o Brasil?

Não estou aqui querendo falar mal dos meios de comunicação mais tradicionais, nem legislando em causa própria, falando especificamente nos serviços prestados pelo Portal Maxicar ao antigomobilismo nacional, que reconheço ser importante, mas que não é o único. Temos outros portais especializados, que dentro de seus perfis, também dão sua importante contribuição. Além disso, há inúmeros blogs de caráter pessoal e não remunerado, cujos responsáveis poderiam muito bem estar atuando profissionalmente, tamanho o conhecimento, a competência e o amor à causa. Gente que resgata histórias, apresenta perfis, trata de assuntos técnicos, divulga fatos curiosos e interessantes, tudo pelo simples prazer de falar a respeito de automóveis antigos.

Não podemos esquecer as redes sociais e  também dos fóruns e grupos de discussão, que reúnem sempre um grande contingente de aficionados, sempre dispostos a compartilhar com os demais seus conhecimentos e experiências pessoais.

Onde mais, além da internet, você ficaria sabendo que houve a eleição de diretoria no “clube tal”, 500 quilômetros distante de você? Que o Encontro Anual “X” reuniu mais de 500 automóveis e apresentou pela primeira vez aquela raridade recém importada para o Brasil? Que no mês que vem acontece aquele evento, que você sempre ouviu falar que é maravilhoso e que este ano não pode perder? Que determinado site acaba de publicar uma reportagem completa falando tudo sobre aquele modelo que é o sonho da sua vida?

E o que dizer sobre o gigante mercado de venda de automóveis e peças em que se transformou a net. Hoje, você consegue comprar um carro antigo no Pará, mesmo morando no Rio Grande do Sul.

Além do mais a internet tem a grande vantagem de ser um espaço democrático, onde na pior das hipóteses há a possibilidade de, por iniciativa própria, se publicar um álbum de fotos, um vídeo em serviços gratuitos como o Youtube, por exemplo…

Incrível como algo tão moderno como a “grande rede” pôde alavancar tanto um hobby tão ligado ao passado!

 

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Fernando Barenco

É editor do Portal Maxicar. Emails para essa coluna: fernando@maxicar.com.br

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