Do Lixo ao Luxo Interatividade

Dodge Charger R/T, 1977 – João Figueira – Curitiba, PR

Diagnóstico: Completamente contaminado pelo vírus da ferrugem!

Nome:  João Figueira
Cidade: Curitiba, PR
Marca/modelo: Dodge Charger R/T
Ano de fabricação: 1977

O sonho de ter um barco de pesca se tornou um pesadelo em relação a marinas, cuidados necessários, falta deles e o cansaço de sempre ter que fazer alguma coisa. Desfeito o sonho, dim dim na mão, vou comprar um carro antigo para restaurar. Aos meus 53 anos, lembrei-me dos antigos amigos que tinham carrões na década de 70 e o pobre aqui só andava neles se convidado, pois não tinha a mínima condição de ter nem carrões tampouco carrinhos. Veio então outro sonho de juventude que era um Dodge Charger R/T. Procura aqui e ali, pesquisa preços e qualidade dos serviços de restauração, até encontrar o carro no Mercado Livre. Era um Dodge 1977 em péssimo estado de conservação, sem mecânica, batido de frente, rodava no Mato Grosso sem um mínimo cuidado com nada. O carro estava em Londrina-PR. Negociamos basicamente o preço do documento que estava em dia apesar do estado. No anuncio do ML constava uma foto da frente batida, outra de lateral numa garagem que não cabia nem a máquina fotográfica e outra de traseira. Esta última, ficou famosa no meio Dodgistico como o carro do saco de cebola, pois a traseira estava com ele em cima do porta malas, alem de todo tipo de bagulho que se possa imaginar. Quando fui buscar o carro o arrependimento bateu. Ao vivo ele estava muito pior do que nas fotos. Imaginem. Mas, viagem feita, carreta alugada, COMPREI assim mesmo.  Os amigos logo me chamaram de Louco e outras coisas mais. A oficina Restaucar de Curitiba, onde eu havia feito todas as pesquisas e acompanhado alguns trabalhos para me certificar da qualidade quase desistiu de restaurar o carro. Os três irmãos, Barba, Serginho e Bafo brigaram entre si culpando o Barba de ter aceitado fazer aquele carro. Enfim, após as brigas começamos e depois de 18 meses de trabalho espetacular da Restaucar, ficou pronto. A busca de peças e o acompanhamento da restauração quase me fizeram separar de minha esposa. Mas, valeu a pena. Hoje o carro roda normalmente, vou a exposições na região e todo os anos, de 2007 a 2010 fomos ao MOPAR Nationals em Itupeva São Paulo, recebemos vários prêmios e troféus, um deles no MOPAR por ter salvado um Dodge. Hoje me divirto com ele, mas também não é fácil mantê-lo em ordem. A brincadeira me animou e hoje estou restaurando outra carro, este muito clássico, uma Chevy Bel Air 1956, que será um street machine.”

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