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Maverick: 40 anos de um ícone

O Ford Maverick esteve disponível nas versões Cupê e Sedan (como esse da foto)

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

1973 — 2013 Maverick: 40 anos de um ícone

*Paul William Gregson

Apresentado oficialmente no VIII Salão do Automóvel de São Paulo em novembro de 1972 e lançado ao mercado em 20 de junho de 1973, o FORD MAVERICK, oriundo dos EUA era divulgado como sendo a “Fórmula Ford contra a rotina”. Uma proposta de produto para entrar no segmento dos compactos, mas que fez fama e glória como um dos esportivos mais cultuados graças à performance oferecida pelo conjunto impulsionado pelo potente motor V8 302.

A FORD Brasil importou 7 unidades dos EUA para os testes de adaptação do produto ao mercado brasileiro, sendo que 3 foram direto para o Centro de Estilo, para serem trabalhados pela equipe de desenho. Os demais foram para a engenharia e testes de rodagem.

A equipe de desenvolvimento da Ford e um dos exemplares importados para testes

As equipes de engenheiros trabalharam na adequação ao mercado brasileiro e fizeram inúmeras alterações, tais como: novo desenho do painel de instrumentos que concentrou tudo em uma única parte, novo logotipo, exclusão das luzes laterais da carroceria, incontáveis alterações mecânicas no motor 6 cilindros e; isto só para citar algumas.

Apresentação do Maverick no Salão do Automóvel de 1972

Nasceu com o tradicional motor 6 cilindros, que mesmo após centenas de alterações e modernizações, ainda mantinha o estigma de seu DNA, a Willys. O V8, oriundo dos EUA e com bloco fundido na FORD na Canadá, receberia o apelido de “canadense”. O primeiro, com muita força e durabilidade, embora com pouca potência, foi o motor ideal para o carro da família e do executivo, enquanto que o V8 foi adotado na versão esportiva, o GT. Tinha duas opções de carroceria: duas portas (cupê) ou 4 portas (sedan). Para o câmbio, as opções eram o mecânico e o automático.

A grande aceitação pelos consumidores da época foi para a carroceria Cupê e o modelo preferido foi o esportivo GT, graças ao motor V8.

Em 1975, em virtude da crise do petróleo, o Maverick ganhou o econômico e moderno motor de 4 cilindros, que aposentou o 6 cilindros e fez companhia para o V8.

As versões disponíveis eram SUPER (standard), SUPER LUXO e GT (gran turismo); sendo que esta última estava disponível somente com a carroceria Cupê (2 portas).

Maverick GT já com o estilo pós 1977

Em 1977, houve a segunda fase do Maverick, com o lançamento das novas lanternas traseiras e um padrão de acabamento mais detalhado, especialmente com o a nova versão top, a LDO (luxury decor optional) que substituiria a Super Luxo.

Modelo com pintura em dois tons

Após pouco mais de 108 mil unidades produzidas entre os anos de 1973 e 1979, o Maverick saiu de linha, pois o Corcel II, lançado em 1977 vendia estrondosamente mais e, em teoria, ia ao encontro do desejo do mesmo perfil de consumidor.

Três modelos personalizados: Station Wagon, Centauro e Spoiler

Contudo, o Maverick se tornou uma lenda, tanto que a própria FORD lançou uma série especial em duas cores e, durante seu período de fabricação, algumas pequenas indústrias de carroceria se arriscaram a fazer alterações, sendo as mais famosas: as paulistas, versão perua (SW) produzida pela SR Veículos e a 5000R pela Caltabiano, a pernambucana Centauro e a carioca Spoiler.

O imbatível bólido da Equipe Hollywood

Fundamental também foi a participação do Maverick nas pistas, com importantes vitórias e tendo ao volante os mais renomados pilotos da época: Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Luis Carlos Greco, Bird Clemente, Bob Sharp, Tite Cattapani, Luis Pereira Bueno entre tantos outros. Na corrida de estréia, as 25 Horas de Interlagos em 25/08/1973, dos 10 primeiros colocados, 5 eram Maverick. Talvez o ponto de maior destaque tenha sido o desenvolvimento do Maverick da Equipe Hollywood que, com um conjunto mecânico impressionante, era páreo imbatível.

*Paul William Gregson é idealizador do site museumaverick.com.br. É autor do livro “Maverick – Um ícone dos anos 1970” e co-autor do livro “Galaxie, o grande brasileiro”, ao lado de Dino Dragone. É diretor do Clube do Ford V8 do Brasil e membro do Maverick Clube do Brasil e do Maverick Comet Club of America.

 

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