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Automóvel elétrico : Sinônimo de modernidade há mais de 100 anos

HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL

Automóvel elétrico : sinônimo de modernidade há mais de 100 anos

Diversas montadoras têm trabalhado em projetos de veículos elétricos ou híbridos, ou seja: movidos a eletricidade e a gasolina ao mesmo tempo. O grande desafio de empresas americanas, européias e asiáticas é fabricar veículos que usem combustíveis renováveis e não poluentes, que tenham uma autonomia ao menos razoável. Atualmente já existem vários modelos elétricos a venda, mas o fato é que o consumidor ainda não “comprou” completamente essa ideia.

Edison e suas pesquisas

Mas, ao contrário do que possa se pensar, a eletricidade não é nenhuma novidade no mundo dos automóveis. Acredite se quiser:

• Já em 1897 entrava em circulação o primeiro táxi elétrico em Nova York, fabricado pela Pope Manufacturing Company.

• Em 1900 foram produzidos exatos 4.192 automóveis nos Estados Unidos. Desses, 28% eram elétricos.

• Naquele ano, o Salão do Automóvel de Nova Iorque contava com mais veículos elétricos do que a vapor ou a gasolina (nosso velho conhecido motor a combustão interna).

• Países europeus como a França também possuíam suas versões elétricas. A Societé Bouquet, Garcin et Schivre, por exemplo, construía máquinas de grande autonomia, tendo batido o recorde de distância em 1898, percorrendo cerca de 260 quilômetros sem a necessidade de recarregar as baterias.

Anúncio do Baker Eletric publicado na Cosmopolitan Magazine de maio de 1912

 

• Em de 1897, prevendo que a eletricidade seria utilizada em larga escala também nos meios de transporte, Thomas Alva Edison iniciou a missão de criar uma bateria de longa duração, para automóveis. Embora sua pesquisa tenha levado melhorias para a bateria alcalina, ele abandonou este projeto uma década mais tarde.

Era uma época de descobertas, de tentativas e erros, em que o motor a combustão interna ainda funcionava de forma precária, e encontrava-se ainda em desenvolvimento. Embora fossem minoria entre os motoristas, as mulheres naquela época preferiam os carros elétricos, pois eram mais fáceis de guiar, já que não possuíam marchas ou as pesadas manivelas de arranque.

Somente por volta de 1905 o motor a combustão interna começou alcançar um desenvolvimento satisfatório. A menor autonomia e os altos custos de compra e manutenção, começaram a fazer com que os veículos elétricos perdessem rapidamente sua popularidade. Nessa época não haviam, como hoje, preocupações ecológicas ou com a iminente extinção do petróleo. Por volta de 1925 já não se falava mais em veículos elétricos.

Veja quais foram os pioneiros a utilizarem essa forma alternativa de energia

Columbia Electric – Fabricado entre 1896 e 1907, pela Columbia Automobile Company, um conglomerado composto pela Pope Manufacturing Company (veículos a gasolina) e pela Electric Vehicle Company (elétricos), o Columbia custava cerca de US$ 3.500 dependendo da versão, que poderia ser Phaeton, Runabout, Brougham, Landaulet, Hansom, Surrey ou até mesmo Delivery. Utilizava duas baterias que ficavam sob o banco e que davam a ele uma autonomia de 40 milhas, a uma velocidade máxima de 15 milhas por hora.

Baker Electric – Fabricado entre 1902 e 1915 era muito popular entre as mulheres, graças a sua condução silenciosa e facilidade de uso. Sua autonomia era de cerca de 50 milhas sem precisar recarregar as baterias. Era fabricado pela extinta Baker Motor Vehicle Company, com sede em Cleveland, Ohio.

Lohner-Porsche – Lançado em 1901, este foi o primeiro automóvel projetado por Ferdinand Porsche. Com cerca de 18 anos, Porsche foi estudar Engenharia mecânica em Viena, Áustria. Após se formar, teve sua primeira experiência na indústria automobilística indo trabalhar na Jacob Lohner. Lá desenvolveu um automóvel com um sistema que ele chamou de Lohner-Porsche, que consistia de 2 motores elétricos (um em cada roda dianteira), além de um motor de combustão interna, a fim de fornecer energia a um gerador, que, por sua vez, alimentava os motores elétricos.

Detroit Electric – Sem dúvida o mais popular elétrico das origens da história do automóvel. Fabricado entre 1907 e 1939, vinha equipado com baterias de níquel que permitia a ele rodar o equivalente a 120 quilômetros sem recargas. Vendia em média 2.000 unidades ao ano.

Studebaker – A Studebaker Brothers Manufacturing Company, precursora da Studebaker Corporation, fabricou veículos elétricos durante 10 anos, de 1902 a 1912. Era grande a variedade de modelos de carrocerias, incluindo automóveis para 2 ou 4 passageiros e até mesmo um ônibus. Durante este período, a Studebaker já fabricava também automóveis a gasolina e com a queda acentuada nas vendas dos elétricos a partir de 1910, voltou sua atenção somente aos automóveis a combustão interna.

Texto: Fernando Barenco

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